Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

voltoja

Roteiro de quatro dias para viver a Provença

Quartel-general: Apt, Luberon

Estabelecemos base em Apt, o que recomendamos uma vez que fica bastante próximo dos principais pontos de visita e a uma distância semelhante de quase todos eles, não implicando grandes viagens durante a nossa estadia na Provença. Isto, claro, excluindo o primeiro dia.

Apt, le Luberon

 

Dia 1

Após uma boa noite de sono e um pequeno-almoço no terraço, cheios de entusiasmo e sedentos de estradas provençais, decidimos ir até Avignon. Este pelo menos era o plano inicial, porque quem faz 54Km, também faz 96Km e vai até Nîmes e sendo assim, quem faz 96Km também faz 147Km e vai até Montpellier. E fomos. E não ficamos deslumbrados. É uma cidade grande, bonita, mas não o que se procura na Provença. Portanto almoçamos, demos um curto passeio e iniciámos o percurso inverso. Parámos em Nîmes, ainda uma cidade grande mas bem mais pequena do que Montpellier e com pontos bastante interessantes, dos quais destacamos o Coliseu (bem conservado, parecido com o de Roma numa dimensão inferior), a Maison Carré (um templo romano lindíssimo que mantém praticamente toda a estrutura original) e ainda a catedral de Nîmes. Se tiverem bastantes dias para explorar, recomenda-se a visita.

 

Maison Carree - Nimes

 

Seguindo então o plano original, continuámos até Avignon, onde chegámos perto do final da tarde, cheios de expetativa, uma vez que esta cidade foi residência papal durante cerca de 70 anos. Bem, não esperem encontrar um mini Vaticano, mas a cidade entre muralhas é de facto bonita. Infelizmente não conseguimos visitar o Palácio Papal, pois chegámos mesmo em cima do horário de fecho, mas acreditámos que valha a visita. A nossa falta de entusiasmo com Avignon não se prende então com a beleza do local, mas sim com o ambiente em que nos insere, que mais parece o de uma verdadeira feira popular, com pretensão de ser uma Broadway. Cartazes de espectáculos colados em todas, mas mesmo todas, as paredes, fitas a unir os prédios cheias de bandeirinhas publicitárias, entrega de publicidade a cada passo… Bom, uma verdadeira confusão, nada ao estilo provençal. À medida que a noite caía vimos a força policial ser reforçada, algo que nunca é um bom cartão de visita.

 

Palais des Papes - Avignon

 

Talvez Avignon não seja sempre assim. Pelo que sabemos coincidiu com um festival de teatro, mas de qualquer forma não cumpriu as expetativas. No meio disto tudo, a caminho da famosa ponte Saint-Bénézet, lá encontrámos uma rua bastante sossegada, com um restaurante muito agradável onde jantámos e bebemos o nosso primeiro (de muitos) copo de vinho rosé. Afinal estávamos na Provença.

 

Dia 2

No segundo dia, ansiosos por pequenos vilarejos, explorámos a zona de Vaucluse, começando então por Fontaine de Vaucluse, uma vilazinha muito ao estilo do Gerês, ao pé de um rio e cuja atração principal é uma belíssima queda de água.

Fontaine-de-Vaucluse

 

De lá seguimos então para Roussillon, uma das vilas mais bonitas e diferentes que se pode encontrar na Provença. Roussillon destaca-se pelo ocre que lhe confere uma cor vermelha, presente desde a terra até às casas. Visitámos as antigas minas de ocre, podendo optar-se por um percurso mais curto ou longo (estávamos perto da hora de almoço e o nosso estômago levou-nos a optar pelo passeio curto). Custa 2,50€ e vale muito a pena, uma vez que parece que momentaneamente saímos da Europa e fomos transportados para os canyons americanos.

 

RoussillonRoussillonRoussillon

  

Hipnotizados por toda aquela palete de vermelhos e alaranjados, decidimos dar um passeio pela vila e acabámos por almoçar por lá, de onde seguimos para Bonnieux, a antiga vila de férias dos papas de Avignon. Uma viagem curta, de apenas 11km, mas que nos brindou com imensos campos de girassóis, daqueles que obrigam à paragem na beira da estrada para sessão fotográfica. Provença também é isto, parar antes da meta (repetidamente), porque o percurso é sempre tão interessante quanto o destino. Entre campos de lavanda, girassóis e charmosos vilarejos, a Provença é um regalo para os sentidos.

 

Roussillon

  

Gordes foi o vilarejo onde decidimos acabar o dia, não sem uma paragem antes na Abadia de Senanque, um dos cartões de visita da Provença, com todo o mérito. 

 

Abadia de Senanque

 

Foto aqui, foto ali e lá fomos nós para Gordes, uma vila que conquista mesmo antes de lá chegarmos pelo impacto visual que oferece a quem se aproxima. Gordes ganhou fama após o filme “Um Bom Ano” (Ridley Scott, 2006) o que acabou por inflacionar um pouco os preços dos serviços, desde alojamento a restauração, cuja oferta não é muito abundante e encerra cedo, por volta das 22h00. Mesmo assim, encontramos um restaurante bem simpático, onde jantamos desfrutando do belo terraço.

Gordes

 

Dia 3

Visita a Aix-en-Provence com a afamada “avenida mais bonita de França”. É fácil gostar de Aix-en-Provence, que cresceu sem perder a identidade provençal. Animada, carismática, repleta de praças e esplanadas que convidam a desfrutar da cidade na companhia de um cocktail ou de um gelado bem característico da zona – pêssego e lavanda, delicioso!

Aix en ProvenceAix-en-Provence

 

De lá seguimos para Les-Baux de Provence, mais um dos magníficos vilarejos da região. Foi amor à primeira vista, com o castelo habilmente construído no cimo de um rochedo, rodeado de imponentes montanhas a lembrar cenários da Guerra dos Tronos. Impecavelmente conservada e limpa (aliás, como todos os locais por onde passámos), com lojinhas charmosas de produtos da região, o ideal é perder-se pelas ruazinhas em direção ao castelo. O bilhete para visitar o castelo é um pouco dispendioso (10 euros), mas vale completamente a visita, assim como ir com tempo para explorar todas as ruínas e desfrutar da vista deslumbrante que se tem lá do alto.

 

Les Beaux-de-Provence

  

Já nem apetecia vir embora mas ainda havia mais um ponto de visita para esse dia, Saint-Rémy de Provence. Um charme de vila. Consegue ser pitoresca e sofisticada em simultâneo, não admira que Van Gogh tenha encontrado aqui tanta inspiração para criar algumas das suas mais conhecidas obras. É aqui que se encontra o asilo onde ele viveu os seus últimos anos, podendo visitar-se o edifício com direito a passagem pelo quarto do pintor. Além disso, Saint-Rémy é também conhecida pela arte na cozinha, com uma excelente oferta de gastronomia típica da região. Provámos e aprovámos.

 

Por falar em comida não passem pela Provença sem experimentar o hambúrguer ao estilo da região, sopa de peixe e o creme brûlée aromatizado com lavanda.

 

Saint-Rémy-de-Provence

 

Dia 4

Destino: Gorges du Verdon O percurso escolhido não podia deixar de atravessar as estradas nacionais com passagem bem no epicentro dos campos de lavanda, a planície de Valensole. Aqui, quando já pensamos ter encontrado o maior e mais bonito de todos os campos de lavanda, bastam-nos 500 metros para perceber que há sempre mais, muito mais.

 

Plateau De ValensolePlateau De Valensole

 

A lavanda nunca cansa, portanto entre várias paragens na beira da estrada, lá seguimos viagem com direito a mais uma antes do destino final, Moustiers Sainte Marie, outro dos belos vilarejos franceses. Construída entre rochedos, com a igreja lá no alto da rocha, camuflada de tal forma qua mais parece fazer parte dela, atravessada por um riacho que desce criando quedas de água na escarpa, esta vila é verdadeiramente impressionante. Paragem fundamental para quem faz o percurso até Gorges du Verdon, para onde seguimos depois.

 

Moustiers-Saint-MarieMoustiers-Sainte-Marie

 

O Vérdon é um rio que desce desde os Alpes até ao lago Saint-Croix, atravessando as montanhas e criando cenários deslumbrantes de desfiladeiros com a sua cor turquesa a contrastar com o cinza da pedra. Impossível não ficar emocionado ao virar uma curva na serpenteante estradinha dos Alpes e ser surpreendido com o azul da água bem lá em baixo (até quem não tem vertigens treme um bocadinho). Descendo até ao lago, é possível alugar um caiaque ou um barco de pedal e seguir o percurso do rio pelo desfiladeiro. Infelizmente no dia em que fomos não deu para o fazer devido às condições meteorológicas, por isso tivemos que nos contentar com um mergulho no lago (o que com 35ºC também não caiu nada mal).

 

Gorges du Verdon

 

Notas

Preço médio da refeição: 25 euros por pessoa, com entrada+prato ou prato+sobremesa, copo de vinho e café;

Orçamento para os quatro dias: Aproximadamente 400/500 euros para os dois;

Como chegámos lá: Avião Ryanair de Porto para Marselha, tendo custado cerca de 80 euros por pessoa, ida e volta. De Marselha a Apt são 90 km, com carro alugado no aeroporto (23 euros por dia);

Mês escolhido: julho, melhor altura para observar os campos de lavanda em flor;

Alojamento: Le Saint Massian - Chambres d'hotes, em Apt, tendo custado 65 euros a noite com pequeno almoço incluído.

 

Até JÁ

Querer viajar é saber planear com paciência

Planear uma viagem

 

 

Nos últimos anos temos feito algumas viagens que até há pouco tempo pareciam ser inacessíveis, de tão dispendiosas. Falamos por exemplo de Japão e sul de França. Vamos tentar ajudar-vos, sem oferecer dinheiro, a planear as vossas férias para que elas não pareçam tão caras. Mas não se enganem, há que pegar no cartão bancário.

 

Temos de ser sinceros, ir a estes sítios não é passar um fim de semana com os amigos numa casa alugada. É preciso gastar dinheiro e esquecer algumas peças de roupa que há muito queríamos comprar ou adiar aquela ida ao restaurante caro da cidade. O truque é conseguir dosear os nossos gastos. Vamos deixar algumas dicas de como conseguir planear aquela viagem que há muito andam a adiar, falando das nossas experiências.

 

Tal como disse Filipe Morato Gomes na sua crónica do Diário de Notícias, “viajar não é coisa de ricos”, e nós subscrevemos por inteiro.

 

Não somos adeptos das marcações de última hora, pois não permitem planear, que é a verdadeira razão deste tópico. Costumamos marcar pelo menos com seis meses de antecedência, sejam umas férias intercontinentais ou uma escapadinha de fim de semana.

 

O primeiro a fazer é comprar a viagem de avião. Recorram aos motores de busca. Temos preferência pelo Momondo mas o Skyscanner também não está mal. Sejam flexíveis nas datas e lembrem-se que viajar a meio da semana e durante a noite pode sair mais barato.

 

Depois dos resultados nos motores de busca não perdem nada em espreitar o site da própria companhia área para verificar o preço. Não é comum, mas os motores de busca também precisam de ganhar dinheiro e os valores podem ser diferentes. Tenham sempre à mão um cartão de débito, assim evitam taxas desnecessárias. Lembrem-se que desta forma irão estar já a pagar a vossa viagem de avião.

 

Sejam pacientes. O valor apresentado hoje pode não ser o mesmo de amanhã. Por isso pesquisem todos os dias a viagem pretendida e podem ser brindados com uma descida de preço. Contem que também podem sofrer alterações para cima. Confiem nos vossos instintos.

 

No ano passado conseguimos uma viagem de avião para o Japão por menos de 500 euros e foi graças à ajuda do Facebook. Na altura seguíamos o feed da companhia KLM - façam o mesmo que têm excelentes promoções - e surgiu esse preço. O processo de compra ficou aberto apenas dois dias, com viagem marcada para sete meses depois. Falámos um com o outro e comprámos logo, até porque não havia muito tempo para decidir - apanhados (com muita satisfação) na armadilha da compra por impulso... Este tipo de promoções tem meses marcados para a concretização, por isso, se têm flexibilidade na marcação de férias ajuda e muito. Estejam atentos e subscrevam as newsletters de várias companhias aéreas, preferencialmente as que voam para os vossos destinos de sonho.

 

Já com o avião marcado, passem para a pesquisa de hotéis. Apreciamos o serviço do Booking e o Agoda, mas por vezes não é lá que estão os melhores preços. E é aqui que surge o segundo truque. Se vão reservar mais de um hotel para a vossa viagem, doseiem os gastos. Paguem pelo menos um na altura de reserva (espreitem o Gala Hotels) e deixem o outro para pagar durante a estadia. Se conseguirem o pequeno-almoço incluído aproveitem, que é cada vez mais raro nas opções de reserva.

 

Caso queiram incluir um aluguer de carro nas vossas férias - o que não se justifica para uma escapadinha numa cidade grande - façam o seguinte. Um mês, ou dois, depois da terem comprado os bilhetes de avião procurem no Rentalcars (serviço ótimo), AtlasChoice e Auto Europe (excelentes preços) ou economyrentalcars as vossas melhores opções. 

 

Pensem que estão de férias e não precisam de um carro vistoso. Aluguem um carro económico, pois, além do preço do carro, a despesa da gasolina também sairá da vossa carteira. Nos referidos sites deixam apenas um depósito (atenção que desta forma perdem o cancelamento gratuito) que ronda os 25 ou 35 euros e terão de pagar o restante apenas um mês antes do levantamento. Tenham sempre atenção com os tipos de seguros e verifiquem se o vosso contrato tem quilómetros limitados, assim como a política de abastecimento.

 

Para concluir, e muito importante, falem do orçamento para gastar durante as férias. Estipulem um orçamento máximo. Costumamos fazer uma média de 100 euros por dia, por casal, mas geralmente acabamos por gastar só 80 por cento desse valor. O truque é ir juntando os extras que vamos ganhando ou aquele dinheiro que sobra ao final de cada mês.

 

Aconselhamos a não recorrer ao método ‘mealheiro’, aquele que fica religiosamente guardado no vosso quarto. Deixem o dinheiro guardado de lado apenas na vossa mente, mas que na verdade está à disposição na vossa conta bancária. Isso tornar-vos-á mais disciplinados para futuras viagens.

 

Têm outro truque que queiram partilhar connosco? Estamos prontos para ouvir.

 

Até JÁ

Cinco filmes que nos fizeram viajar

Não sabemos se vos acontece o mesmo, mas, por vezes, somos influenciados pelos frames que nos ficam na retina dos cenários que suportam as histórias do cinema.


Acreditamos no poder do cinema e na facilidade com que nos transporta para outros locais, mesmo sentados no sofá ou numa sala de cinema. E é por isso que, muitas vezes, damos por nós a fazer as malas à boleia de filmes que nos fazem viajar.

 

Eis a nossa lista dos filmes que já valeram milhas aéreas.

 

1- The Beach, de Danny Boyle (2000)

The Beach, com Leonardo Di Caprio

 

Há 15 anos víamos o jovem Leonardo Di Caprio a lutar por uma praia que equivalia ao paraíso para os seus habitantes. O momento em que, pela primeira vez, vimos a Maya Bay, nas Ilhas Phi Phi (Tailândia), foi de tirar o fôlego, questionando-nos se a praia existia mesmo ou se era um truque da produção ... Descansem, existe mesmo e é, sem dúvida, magnifica.


Com a popularidade do filme, o turismo cresceu na ilha tailandesa e é impossível desfrutar deste pedaço caído do céu sozinho. Bem, impossível não é, pois há a possibilidade de lá acampar, ainda que tenha provavelmente que partilhar Maya Bay com outros campistas. Mesmo acompanhado, vale a pena.

 

 

2-  Lost in Translation, de Sofia Coppola (2003)

Lost in Translation

 

A filha do mestre Francis Ford Coppola conseguiu transmitir algo que parecia impossível: o reencontro do 'eu' na agitada cidade de Tóquio. Pelo menos, é o que Bill Murray e Scarlett Johanson foram fazer à capital japonesa. Cá entre nós, não nos parece a cidade ideal para tais introspecções, mesmo sendo o filme muito bom, assim como a cenografia.

 

Mas Coppola conseguiu apimentar a curiosidade por Tóquio, transmitindo a amabilidade dos japoneses e as cores da cidade, misturando na perfeição a loucura das salas de jogo e o karaoke.

 

Aliás, o New York Bar, no topo do Park Hyatt, bem pode agradecer ao filme os muitos turistas que por lá passam.

 

 

3- A good year, de Ridley Scott (2006)

Chateau La Canorgue, villa in Good Year

 

Quem viu o filme sabe o quão difícil foi segurar a vontade de entrar no próximo avião e rumar à Provença quando entraram os créditos.

 

Russell Crowe é um empresário muito ocupado que parte para o sul de França depois de herdar um 'château' de um tio querido que acabou de falecer. Lá encontra a tranquilidade, e também Marion Cotillard.

 

Não é preciso ser um bom filme para nos fazer viajar. Este filme é a prova disso. As paisagens, as cores, o calor e o restaurante de Fanny (Marion Cotillard) são razões suficientes para querermos amar num lugar diferente, de preferência na Provença.

 

 

4- To Rome with Love, de Woody Allen (2012)

To Rome with Love

 

Bem, o filme é muito fraco, até os fãs do realizador concordam connosco. Mas Roma é sempre bela, mesmo com um mau guião. As ruas estreitas, as cores, as fontes, os monumentos e a comida estão no filme e, por isso, perdoamos Woody Allen. Achamos até que a decisão de fazer este filme foi uma desculpa do realizador para poder tirar umas férias na capital italiana. Alguém o pode censurar?


A Piazza Venezia, o Vittorio Emmanuele II, a Fontana de Trevi, o Caffè della Pace e a belíssima Via Margutta estão todas lá e isso salva o filme. Allen continua mestre em fazer dos seus filmes verdadeiros documentários das cidades.

 

5 - Sex and the City, Darren Star (1998-2004)

Magnolia Bakery

 

Vamos fazer batota e terminar esta lista com uma série. Isto porque colocar os filmes não seria a mesma coisa para os fãs de Carrie e companhia.

 

Os restaurantes e bares mais trendy's, os rooftops mais vistosos estão lá e fazem qualquer mulher pegar nas amigas e viajar para a badalada cidade norte-americana.

 

Para o sexo masculino e caso viaje com a namorada ou amigas não vale a pena ficar preocupado com a histeria feminina ao tirar fotografias na Magnolia Bakery ou em frente à casa da Carrie. Afinal, para elas são verdadeiros monumentos.

 

 

Menção honrosa

Dolce and Gabbana, na Sicília

 

Já fizemos batota no ponto 5 e não queríamos voltar a fazê-lo, por isso criámos esta menção honrosa... não deu para aguentar.

 

Em 2012, o famoso fotógrafo Mario Testino rodou o anúncio publicitário para a Dolce and Gabbana na Sicília. Os poucos segundos do comercial foram suficientes para nos levar até esta bela ilha italiana. E sabem que mais? É muito melhor do que vimos nas imagens. O anúncio foi filmado na Riserva Naturale Dello Zingaro. 

Entrem no avião e visitem a Sicília. JÁ!

 

Provença: Os mais belos sons e cheiros da Europa

Vila de Gordes, Luberon

Ir à região da Provença, em França, é como ter a mais rica experiência sensorial sem gastar dinheiro. Isto porque a melhor forma de conhecer a Provença é viajando de carro, de vidros abertos, para poder ouvir as cigarras (é impossível deixar de as ouvir a cantar todo o dia e noite) e sentir o cheiro da lavanda (o maior símbolo desta região). E para ter isto tudo não precisamos de gastar dinheiro. Claro que temos de abrir a carteira para comer e dormir...

 

É o local perfeito para relaxar e desfrutar dos pequenos prazeres da tranquilidade que esta região oferece. A Provença apresenta-se exatamente como a imagem que Van Gogh nos fez passar. Muitos campos de lavanda e girassóis, belos vilarejos no topo das colinas e todos eles impecavelmente apresentados para os turistas e devidamente preservados pelos locais.

 

Convém dizer que a Provença tem um 'target' de turismo mais sénior, mas, mesmo assim, não deixa de ser um dos melhores locais para um casal jovem apaixonado que quer desfrutar um do outro. 

 

As cidades/vilas/pontos obrigatórios a conhecer são Avignon, Aix-en-Provence, Gordes (na fotografia), Saint Rémy, Nîmes, Fontaine de Vaucluse, Roussillon, Bonnieux, Abbaye de Sénanque, Lourmarin, Les Baux-de-Provence, Plateau De Valensole, Moustiers-Sainte-Marie, Gorges du Verdon e Cassis. Fizemos todos estes locais em quatro dias, com base em Apt, bem no centro do Parque Regional Natural do Luberon (algo equivalente ao nosso Gerês).

 

Podem consultar o nosso roteiro de quatro dias na Provença, caso tenham ficado interessados em visitar esta bela região, que, afinal, está aqui tão perto.

 

Quanto a preços, bem, estamos em França, por isso não podemos deixar de dizer que refeições são mais caras do que em Portugal. Contem pagar, em média, 20 euros por pessoa por refeição. Vão encontrar muitas "fórmulas" de prato+sobremesa ou entrada+prato a 15 euros, mas terão de adicionar as bebidas. Fiquem a saber que uma garrafa da água de 1 litro custa entre 4 a 6 euros e um copo de vinho varia entre os 3 e os 6, com as garrafas a custarem acima dos 18 euros. Os vinhos rosés são os mais característicos da zona. Recordar ainda que, tal como no resto do país, os restaurantes/cafés costumam oferecer água (da torneira).

 

A gastronomia é outro ponto alto desta viagem. Com a elevada produção de lavanda, os restaurantes utilizam esta planta na confeção dos pratos, assim como nos aromas de gelados. Apostem num bom hambúrguer provençal, onde irão encontrar todo o sabor da Provença numa só dentada ou num gelado com sabor a lavanda e pêssego. 

 

Quanto a estadia, tal como dissemos anteriormente, ficamos numa casa de Turismo rural, em Apt, tendo custado 60 euros a noite, com pequeno almoço incluído.

 

Caso estejam a planear as vossas próximas férias de campo/montanha, e não querem ir para muito longe, não deixem de visitar a Provença. É uma recomendação cem por cento segura e temos a certeza que não se vão arrepender.

 

Nota: Esta viagem foi feita juntamente com a Côte d'Azur.

 

Ate JÁ

 

Lançamento do Blog Volto JÁ

DSC_0824.JPG

Além de um casal apaixonado um pelo outro, também somos apaixonados por partilhar as nossas experiências em viagem.

 

Decidimos criar este espaço para ajudar quem também gosta de conhecer novos sítios, seja em Portugal ou no resto do mundo.

 

Da nossa parte prometemos empenho e dedicação ao Volto JÁ e estaremos prontos para vos ajudar no que for necessário.

 

"Eles são apaixonados pela vida, por tudo o que conhecem um do outro e o que fazem um com o outro. O João e a Ana são um casal curioso que focam a sua vida no plural, no “Nós”. É um foco contínuo, uma parceria que fizeram e que não pensam quebrar.

 

Acreditam que viajar é viver em pleno, acreditam que ler antes e durante uma viagem é um alimento crucial para o corpo e mente, mostram como um filme pode ser a ignição para uma nova aventura, que devemos aproveitar o tempo em vez de fugir dele. Eles são a prova que não podemos ignorar o passar dos anos e das horas, mas que podemos usar essa maturidade usando e abusando dos dias maiores, dos mais chuvosos no mar ou na serra…

 

“Tenho em mim todos os sonhos do mundo” é uma frase que carrega uma verdade tão absoluta que os levou a criar o “Volto Já”, um blog que nos mostra que a distância entre os nossos sonhos e a realidade é algo que nos compete a nós encurtar, o João e a Ana têm uma sede incansável de novos ares e culturas que os move, provando que o que realmente importa é o que trazem dentro de si …Uma paixão mútua pelo mundo que os carrega", in Badio Magazine

 

Até JÁ