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Roteiro de dez dias para receber o que o Japão tem para dar

Cidades escolhidas como base: Hiroshima, Osaka, Quioto e Tóquio (por esta ordem)

 

Parque em Miyajima

  

Quando se planeia fazer uma viagem longa como esta, com muitas horas de voo e à descoberta de um país, é muito importante informar-se antes de pisar territórios desconhecidos. Pelo menos é este o nosso lema.

 

Esta viagem foi comprada em abril de 2014, com viagem marcada para novembro do mesmo ano. Achamos muito importante reservar os hotéis, comprar os passes de transporte e escolher um ou outro bom restaurante. Nota importante: Pratiquem o vosso japonês pois eles não têm costume de falar inglês. Dica: Usem os gestos e expressões faciais, eles vão perceber mais facilmente.

 

Logo à chegada a Tóquio, apanhámos comboio até à estação Shinagawa e de lá até Hiroshima (TGV, 900 km em quatro horas), onde começamos verdadeiramente a nossa viagem. Todo o percurso foi feito de comboio com o passe para turista. Recomendamos vivamente pois a rede de transportes é a mais eficiente que já vimos e permite-nos chegar a todo o lado, seja de comboio ou metro. Este passe (comprar pela internet com algumas semanas de antecedência) funciona para vários transportes e, além de permitir a deslocação entre as várias cidades, também serve para utilizar o comboio dentro das próprias. É válido também para a viagem de ferry entre Hiroshima e Miyajima. Aqui fica o site para consultarem toda a informação http://www.jrpass.com/pt-pt

 

Bom, comecemos então (verdadeiramente) a viagem

 

 

Hiroshima/Miyajima

 

Ilha de Miyajima

 

Em Hiroshima ficamos uma noite e um dia, que foi o suficiente para visitar o centro da cidade e a ilha de Miyajima (viagem de ferry é 10/15 minutos) e vale a pena a visita. Duas horas são suficientes para visitar os templos principais, dar uma vista de olhos pela ilha e conviver com os veados que por lá circulam livremente. Cuidado com tudo o que seja de papel, desde sacos a mapas, isso para eles é um petisco e quando derem por ela, já as vossas compras ficaram para trás, caídas no chão porque a base do saco já está na barriga do veado.

 

Memorial da Paz de Hiroshima Castelo de Hiroshima

 

Em Hiroshima visitamos o Memorial da Paz e o Castelo, recomendamos muito as duas visitas! As entradas são baratíssimas (entrada no Museu do Memorial da Paz custa algo como 50 cêntimos!!) e os dois monumentos são relativamente perto, pelo que dá perfeitamente para ir a pé e ao mesmo tempo explorando um pouco mais a cidade. Em Hiroshima ficamos hospedados perto do porto, mas não recomendamos, pois é um pouco afastado das atrações principais, pelo que o melhor é ficar na zona central. É a cidade onde estivemos com o alojamento mais barato, por isso encontram-se sítios bons e bem localizados a bom preço.

 

 

Osaka/Nara

 

Jardins do Castelo de Osaka

  

De Hiroshima seguimos para Osaka, onde ficamos duas noites. Osaka é uma cidade muito grande portanto, em termos de alojamento, o ideal é ficar próximo de uma estação de metro ou comboio. Nós ficamos bem perto da estação central de comboio, o que facilitou a deslocação entre cidades. 

 

Jardins do Castelo de Osaka Castelo de Osaka

 

Em Osaka visitamos o castelo, com uma zona envolvente bonita, tranquila e com imensos jardins para explorar. No interior do castelo a exposição não é tão interessante e interativa como a do Castelo de Hiroshima, mas vale a pena entrar e subir ao último piso para uma vista panorâmica da cidade.

 

Noite em Dotombori

 

Depois da tranquilidade desta zona, nada como dar um pouco mais de agitação à vossa estadia em Osaka, por isso não deixem de conhecer a zona mais movimentada de lojas, restaurantes e bares: Shinsaibashi e Dotonbori.

 

No segundo dia em Osaka, saímos da cidade e fomos visitar o Parque de Nara (viagem de comboio de cerca de 45 minutos), que tal como o nome indica fica na cidade de Nara, uma cidade pequena mas carismática. O parque é lindíssimo, com uma área imensa, onde estão incluídos vários templos, mas o símbolo da cidade são mesmo os inúmero veados que por lá circulam (diz-se que são mais de 1000). É possível interagir com os animais, vendem-se até biscoitos próprios para os alimentarmos, contudo é melhor não perturbá-los demasiado, porque, embora acostumados a conviver com turistas, podem ter comportamentos um pouco agressivos.

 

Parque de Nara

  

Destaque para o Templo Todaiji, um templo de superlativos, pois além de ser o maior templo de madeira do mundo, alberga o maior Buda do Japão. Em contraste, existe uma coluna com um mini buraco no fundo, que, segundo a lenda, traz muita sorte a quem o conseguir atravessar.

 

Castelo no Parque Nara

 

Pode chegar-se a Nara rapidamente a partir de Osaka ou de Quioto, é depois uma questão de organização de roteiro.

 

 

Quioto/Arashiyama/Fukushimi-inari

 

Depois de Osaka, fomos para Quioto, onde ficamos por mais duas noites, mas se pudéssemos ficaríamos talvez mais uma porque a cidade é muito bonita e nas imediações há também muita coisa interessante para visitar. Ficamos bem hospedados, bastante perto do centro, portanto para refeições e saídas andávamos sempre a pé. Além disso, tinha também pequeno-almoço incluído. Um pequeno-almoço tipicamente japonês, que até é giro experimentar, e aqui entenda-se que tipicamente japonês significa arroz e sopa miso, logo às 9h da manhã, comido com pauzinhos.

 

Gueixa em Quioto

  

Em Quioto há imensa coisa para visitar, é preciso fazer seleção, mas o essencial é Gion, o distrito das gueixas, bastante mais tradicional com casas, ruas e comércios típicos e também bastantes ryokans que são os restaurantes tipicamente japoneses onde se come em salas privadas (têm que experimentar). Nós fomos a um excelente, chamado Senya-Ichiya. Quanto a templos, estes foram os que visitamos: Kiyomizu-dera, Kinkaju-ji e Ginkaku-ji.

 

Pavilhão dourado

 

 

Floresta de Bambus

 

Fora da cidade, mas bastante perto de comboio, em Arashiyama, é imperdível a floresta de bambus (espetacular!!) e o Tenryu-ji temple (fica no caminho da floresta de bambus).

 

Tenryu-ji temple Tenryu-ji temple

 

Ainda próximo de Quioto, mas noutra direção, existe o Fukushimi-inari, um percurso de Toris de cerca de 2 Km pela montanha (imperdível, adorámos mesmo!!). De comboio são cerca de 10 minutos e a estação de comboio é praticamente em frente à entrada do templo.

 

Fukushimi-inari

 

Tóquio

Depois de Quioto, a nossa última cidade: Tóquio, onde ficámos 5 noites mas a primeira noite foi mesmo só para dormir porque chegamos bastante tarde de Quioto.

 

Monte Fuji

 

No primeiro dia fomos observar o Monte Fuji. Na maior parte do ano não dá para subir até ao monte, sendo que o ponto de observação mais próximo e mais procurado é a vila de Hakone, que foi onde fomos. Aqui, além de passearmos um pouco pelos jardins e miradouros da vila, fizemos a excursão, que permite ver o monte de diversos pontos e perspetivas com percurso de barco no lago, teleférico, eléctrico e comboio. É um passeio muito bonito! Mas neste dia, não dá para fazer praticamente mais nada, convém reservar um dia só para Hakone/Monte Fuji. O preço para este combinado de transportes é de cerca de 20 euros por pessoa, mas antes têm de lá chegar de comboio a partir de Tóquio.

 

Nos restantes dias em Tóquio, andamos pelos vários distritos da cidade. Visitem, pois são todos bastante diferentes: Shinjuku, Ueno, Asakusa, Ginza, Odaiba, Roppongi

 

Shibuya

 

Visitámos o Tsukiji Market e tomamos lá pequeno-almoço de sushi como manda a tradição, mas não ficamos muito impressionados, embora a visita pelo mercado tenha sido super gira. Subimos à Tokyo Skytree, a torre mais alta de Tóquio, que recomendamos pois a vista é incrível. Também têm de visitar Odaiba e ver a réplica da Estátua da Liberdade e a Rainbow Bridge. Só a viagem até lá vale a pena, pois é feita numa espécie de skytrain informatizado, em que não é necessário condutor. Em Asakusa, visitámos um dos templos mais conhecidos de Tóquio, o Sensoji temple, e andamos pelas ruinhas de mercado, há imensas bancas de venda entre a estrada principal e o templo.

 

Jantar no Fish Bank

 

Visitamos também a Tokyo Tower, aquela que é réplica da Torre Eiffell (como podem ver pela foto não dá para passar despercebida), mas não subimos, pois já tínhamos subido à Skytree para vistas panorâmicas. Visitámos também o Parque de Ueno e a zona envolvente. Tem imensas ruazinhas e o mercado de Ueno é enorme, faz-se óptimas compras lá (perfeitas para levar de recordação), pois como é menos turístico de que o de Asakusa, os preços são melhores.

 

Zona central de Tóquio

 

A zona mais central de Tóquio é mais moderna, já faz mais lembrar cidades como Nova Iorque, mas é muito gira e tranquila. Aí visitamos a estação de Tóquio, muito conhecida por ter uma arquitectura mais europeia, e o Palácio Imperial, aliás, os jardins porque não se pode entrar no Palácio.

 

Ginza é o distrito mais cosmopolita, onde está situada a avenida das lojas de marca (o equivalente japonês à 5th Avenue). Para quem gosta de compras é essencial.

 

Shibuya

 

Não podem também deixar de ir a Shibuya, ver a passadeira mais movimentada do mundo. É mesmo à saída da estação e vão perceber logo onde estão. É aqui onde está também a famosa estátua do cão Hachiko. Dica preciosa: Tomem um café latte e um muffin no Starbucks, onde podem apreciar calmamemente a agitação por debaixo dos vossos pés.

 

Quem viu o filme Lost in Translation acaba por querer ir ao bar onde os protagonistas se conhecem, o New York Bar. É no hotel Park Hyatt Tokyo, em Shinjuku, e como é num dos andares cimeiros tem também vistas bonitas. Se for antes das 20 horas não tem consumo mínimo. Muito próximo existe também o Metropolitan Government Building, que tem também um observatório da cidade e é gratuito. Não é tão alto e não tem vista 360º, mas se andarem na zona não perdem nada em lá dar um saltinho.

 

Mais duas coisas para fazer em Tóquio: Karaoke (há imensos por toda a cidade, fomos a um da cadeia Big Echo) e jogar máquinas arcade (tentem em Shinjuku e em Shibuya).

 

Notas:

Preço médio da refeição: 15/20 euros por pessoa, com entrada, sobremesa, copo de vinho e café. Podem encontrar refeições tipicamente japonesas mais baratas (5 euros), tanto ao almoço como ao jantar.

Orçamento para os dez dias: Aproximadamente 1400 euros para os dois

Como chegámos lá: Avião da KLM (Lisboa-Amesterdão-Tóquio), comprado numa promoção da companhia holandesa por 470 euros.

Mês escolhido: Novembro/Dezembro. Aqui não tivemos muita escolha, uma vez que devido à promoção tínhamos semanas específicas para marcar a nossa viagem. Contudo, ainda bem que assim foi, pois visitámos o Japão em pleno Outono, o que se revelou uma experiência incrível! Recomendamos esta estação para viajar até lá.

Alojamento: Grand Prince Hotel Hiroshima, em Hiroshima, tendo custado 68 euros a noite, sem pequeno almoço.

Hotel Consort, em Osaka, tendo custado 102 euros as duas noites, sem pequeno almoço.

Toyoko Inn Kyoto Gojo-Karasuma, em Quito, tendo custado 147 euros as duas noites, com pequeno almoço

Hotel Lungwood, em Tóqui, tendo custado 312 euros as cinco noites, sem pequeno almoço

O amor é um lugar estranho. E esse lugar fica no Japão

Shibuya, Tóquio

 

Quando no ano de 2003 os espetadores portugueses perceberam que o novo filme de Sofia Coppola se ia chamar "O amor é um lugar estranho" - para a tradução de "Lost in Translation" - ficaram confusos. Mais uma vez, que porcaria de tradução, diziam muitos! Ficaria assim tão mal "Perdidos na Tradução"?

 

Traduções à parte, dificilmente haverá, pelo menos até agora, um título melhor para aquele filme do que "O amor é um lugar estranho". Primeiro porque a frase, por si só, faz todo o sentido. O amor é um lugar estranho por ser um conjunto de sentimentos positivos e negativos. Há o carinho e há o ciúme, há a dedicação e há os sacrifícios, e por aí adiante. Mas não vamos desviar-nos do verdadeiro assunto: O Japão.

 

Esta introdução foi necessária para perceber o que é o Japão, segundo a nossa perspetiva claro. O Japão é mesmo um lugar estranho, por termos amado muito mas também por ter existido algo que, no momento, nos fez recuar na nossa opinião. Estamos a falar da gastronomia.

 

Não partimos para o Japão com o objetivo de encontrar o melhor sushi do mundo, até porque sabíamos que aquele que se faz na Europa é mais ao nosso gosto, o chamado sushi de fusão. Mas sempre nos disseram que no Japão se come maravilhosamente bem. Podemos dizer que foi a nossa pior experiência gastronómica de todas as viagens. De todos os restaurantes de sushi onde entrámos, gostámos apenas de um. E estivemos lá 10 dias!

 

Não pensem que vão ao Japão para encontrar restaurantes de sushi em cada esquina porque vão enganados. Pensávamos que lá o sushi era o equivalente ao bacalhau em Portugal, mas não. O sushi está mais para o preguinho. Preparem-se para encontrar muito porco frito, pele de galinha frita, coração de galinha frito, dumplings de consistência estranha e Okonomiyakis (uma panqueca frita com rebentos de soja, molho de barbecue, maionese e outras coisas estranhas no meio). Pelo meio ainda fazem umas omeletas em cima do arroz para o deixar bem empapado, de gordura. Ah, quanto a doces, esqueçam...bolos só de massa é para meninos, quanto mais nata e creme tiverem por cima mais delicioso é (ou não) e, na maioria das vezes, ainda conseguem juntar-lhes uma compota de feijão, no mínimo intragável.

 

Atenção que isto foi simplesmente a nossa experiência. Conhecemos pessoas que lá foram e adoraram a comida. Dizem até que é a Meca da gastronomia. Não conseguimos perceber...

 

Mas o Japão é muito mais do que isto (e com uns bons hambúrgueres e bifes as coisas recompõem-se), conhecer o país do sol nascente é das experiências mais sensacionais que alguma vez vivemos. Já pensaram num país em que não têm de ficar preocupados com as bolsas e mochilas no metro? Onde se fazem filas indianas para entrar nos comboios de alta velocidade ou sermos atendidos em cafés? Onde não suportam ver um cliente insatisfeito? Onde as sanitas têm jactos de água com temperatura e intensidade reguláveis, brisas secantes e música ambiente? Além do mais, aliado a isto tudo, ainda somos brindados com comodidade, civismo e pontualidade de excelência.

 

Já que referimos, deixem-nos falar de civismo, que desde que fomos ao Japão essa palavra adquiriu o seu verdadeiro sentido. No Japão pedem-nos para colocar o nosso telemóvel em silêncio no metro ou para falarmos baixo, isto para não incomodarmos os outros passageiros. Imaginamos a surpresa de um japonês quando visita Portugal e se depara com a chincalharia das nossas carruagens... No Japão, as pessoas que trabalham para os serviços de transporte fazem todos os possíveis para que as nossas viagens sejam cómodas, com tudo impecavelmente explicado, mesmo que para eles seja muito difícil comunicar em inglês. Ou seja, é tudo aquilo que esperamos enquanto turistas num país onde a comunicação não é fácil.

 

E o que dizer das cores do Japão? Passear pelas ruas modernas japonesas é entrar numa máquina arcade de videojogos, com direito às luzes néon e ao sair já estarmos de repente num quadro pintado com uma palete de vermelhos, amarelos, roxos e laranjas, como acontece nas zonas mais tradicionais como, por exemplo, Quioto. Do nada, alguém acendeu um vela de incenso e somos transportados para a serenidade japonesa nos seus belos jardins. E do nada, reaparecem os letreiros neón e já estamos outra vez na máquina arcade de videojogos.

 

Viver o Japão é ainda mais, é ser apanhado em contra-corrente na passadeira mais movimentada do mundo, beber um café calmamente sentado numa mesa com vistas para o exterior enquanto vemos os japoneses agitados lá fora. É poder fazer parte da história da II Guerra Mundial (Hiroshima) e visitar castelos do Período Edo. É sentir o orgulho dos pais quando queremos tirar uma fotografia com os filhos que estão vestidos de Gueixas ou Taikomochi. É ser bem recebido pelos japoneses e ter vontade de lá voltar apenas porque nos deram muitos sorrisos.

 

E ainda dizem que a hospitalidade e o civismo não servem como cartões de visita para os turistas? Conhecer o Japão é conhecer tudo aquilo que não iremos visitar nunca mais, em nenhum outro lugar estranho.

 

Se ficou interessado em conhecer o Japão, e não sabe como, basta consultar o nosso roteiro de dez dias.

 

Até JÁ

 

 

Como poupámos 60€ numa reserva de hotel

Pesquisa de Hotéis

 

Calma! Apesar da vontade ainda não conseguimos oferecer-vos vouchers de desconto para utilizarem no momento de reserva de um hotel. Esse dia há de chegar, mas para já vamos partilhar convosco como poupámos 60 euros numa reserva recente de um hotel.

 

Roma é a nossa cidade e por isso vamos voltar (pela terceira vez) no mês de novembro para celebrar o aniversário de um de nós. Com a viagem comprada - num daqueles impulsos, que só quem é viciado em viajar sabe o que é - chegou a altura de fazer a reserva do hotel. Para se situarem, a nossa estadia irá ser entre 27 e 30 de novembro e começámos a pesquisa em finais de julho.

 

Como se trata de um sítio que adoramos, optámos por ficar bem no centro da capital romana e a zona escolhida foi a Fontana di Trevi, que nessa altura já deverá estar a funcionar em pleno depois de um ano e meio em obras. Olhámos para as nossas hipóteses no Booking e encontrámos o local perfeito, a custar 100 euros por noite com pequeno almoço incluído.

 

Efetuámos a reserva como manda e aqui fica a primeira das dicas. Se estiverem na dúvida optem sempre com cancelamento gratuito e pague depois. Não é novidade para ninguém, mas o cancelamento gratuito serve para conseguirem anular essa mesma reserva sem custos, caso encontrem um melhor futuramente. O pague depois também é vantajoso para estes casos, pois assim evitam taxas que possam surgir de surpresa. Exemplo: Se fizerem uma reserva sem a opção pague depois a unidade hoteleira pode retirar a qualquer momento o valor da primeira noite ou até a totalidade. Se a reserva for para um local fora da Europa irão pagar aquelas malditas taxas que os vossos bancos cobram. Até aqui tudo bem, é algo com o que temos de conviver. Contudo, se cancelarem (atenção que estamos a falar de um cancelamento gratuito sem a opção pague depois)  o vosso querido banco não vai devolver as taxas que cobrou inicialmente. Por isso fiquem atentos.

 

Voltando então à reserva em Roma, vamos lançar a segunda dica e esta requer mais persistência do que a primeira. Todos nós perdemos tempo (desnecessário) no Facebook ou Instagram a fazer scroll down certo? Então que tal usarmos esse tempo para encontrar preços mais baixos nas reservas de hotéis que fizemos? Não custa mesmo nada. Basta abrir a página do Booking e automaticamente vai aparecer a vossa última pesquisa, já com as datas pretendidas e tudo. São apenas dois cliques. Aqui podem voltar a ver outros hotéis da zona que tenham ficado mais baratos ou até o mesmo. E foi isso o que nos aconteceu.

 

No mesmo site (Booking), o mesmo hotel, duas semanas depois, o preço tinha descido de 300 para 280 euros. E não pensem que ser um cliente genious tem muitas vantagens porque não tem. Um de nós tem esse 'título' e o outro não, e o preço era o mesmo. A diferença não era assim tão significativa, mas decidimos cancelar a nossa reserva inicial e fazer uma nova.

 

Mesmo assim continuámos a pesquisar todos os dias, o mesmo hotel, os mesmos dias... Fomos alternando entre motores de busca até que, no site Agoda (que pertence ao mesmo grupo do Booking) observámos que o preço estava nos 240 euros, isto um mês depois do início das nossas buscas. Novo cancelamento e nova reserva. Mas aqui até alternámos o nome do hospede principal. Temos cara de pau mas não tanto!

 

Como referimos anteriormente, aqui a opção de pague depois também ajudou, porque assim iríamos andar numa roda viva de montantes para cá e para lá.

 

É assim que conseguimos bons preços nos hotéis quando viajamos. Agora todos sabem o nosso segredo. Aproveitem.

 

Já íamos esquecendo, querem ver o hotel que tantas vezes foi mencionado certo?

 

Aqui fica http://www.bbtreviroma.com

 

Até JÁ

 

As músicas que nos calharam no sul de França

Radio Carro

 

 

Somos adeptos da rádio enquanto conduzimos. Levamos sempre um Ipod com playlists para as viagens, mas acaba sempre por ficar em segundo plano.

 

Gostamos de saber (e ouvir) o que está a dar nos países que visitamos.

 

A nossa última viagem foi ao sul de França (acho que todo o mundo já sabe) e deixamos aqui uma lista das músicas que  mais "bombavam" na rádio do nosso carro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Roteiro de cinco dias para sentir o glamour de Côte d' Azur

Quartel general: Ficamos alojados em Nice, por ser um ponto central da Côte d’Azur, possibilitando-nos a deslocação fácil e rápida entre Cannes e Mónaco (20 km de distância).

 

Nice é um cidade grande, mas de fácil circulação e estacionamento, sendo que encontrámos sempre, com mais ou menos dificuldade, estacionamento público perto do hotel. O hotel escolhido ficava perto do Porto Velho, uma zona bastante animada, com muitas opções de restaurantes e animação noturna.

 

Nice

 

Nice cativa pela vida da cidade, onde há sempre gente na rua, nos parques e nas esplanadas. A toda a hora convida-nos a sentar numa esplanada na belíssima praça Massena, ou apenas a desfrutar de um pic-nic num dos jardins da imensa Promenade du Paillon. Isto, claro, sem esquecer, o ponto mais icónico de Nice, a Promenade des Anglais, um passeio à beira-mar que se estende ao longo de toda cidade, com o belo forte numa das pontas a contemplar a cidade e o Hotel Negresco, um dos mais antigos da cidade, a conferir uma aura de charme a quem se passeia por aqui.

 

NiceNice

 

Quanto à praia, vale a visita. O mar é de um azul hipnotizante que convida ao mergulho, mas o “areal” é de jogas irregulares, por isso esqueçam saídas da água em grande estilo. O mais provável é que acabem por chegar à toalha de gatas.

 

Nice

 

Vamos então agora sair de Nice e percorrer a Côte d’Azur, que é a zona litoral do sul de França que se estende entre Toulon e a fronteira com a Itália. É um percurso maravilhoso para se fazer de carro, pela estrada nacional que acompanha o mar, sem pressas, desfrutando da vista e da sensação de liberdade que nos transmite.

 

É uma costa belíssima, rica em vilarejos e cidades charmosas à beira-mar, por isso o ideal é deixar-se ir, perder-se e ir parando onde a vontade comandar. Foi o que fizemos. De qualquer forma, para vos auxiliar no percurso, vamos destacar aqui alguns dos principais pontos turísticos.

 

 

Villeneuve-Loubet/Cagnes sur mer

Villeneuve-Loubet/Cagnes sur mer

 

A 14 km de Nice, tem uma arquitetura mais moderna e vistosa, com imensas praias de areia e estacionamento público gratuito à descrição. Bom para fazer praia e relaxar.

 

 

Antibes, Cap d’Antibes e Juan-Les-Pins

AntibesAntibes

 

A costa de Antibes estende-se desde Nice até Cannes e possui algumas das praias mais bonitas da Riviera francesa, muitas delas de areia. O difícil aqui é escolher. (Estacionamento é mais uma das vantagens desta zona, visto que é fácil estacionar e quase sempre gratuito). Muito perto de Nice (23 km).

 

A costa recortada e os pinheiros a acompanhar o mar criam cenários lindíssimos de verde e azul, dos quais se destaca Cap d’Antibes. Destaque também para Juan-les-Pins, uma vila medieval, que oferece charme e um cenário de outros tempos a quem desfruta da praia, com a cidade velha a dominar a encosta. Apesar de uma vila pequena, tem bastante oferta de restauração e comércio, mas para uma maior diversidade e animação noturna temos então a cidade de Antibes, já mais movimentada e cosmopolita.

 

 

Cannes

CannesCannesCannes

 

Esta cidade é um ponto de paragem obrigatório para quem vem à Cote d’Azur, ou não fosse aqui realizado um dos festivais de cinema mais célebres do mundo. E mal se chega, percebe-se o porquê. Cannes tem um dos passeios mais bonitos e glamorosos da Costa Francesa, a Croisette. As fachadas dos belos e luxuosos edifícios em contraste com o ambiente exótico conferido pelas palmeiras ao longo do percurso fazem-nos sentir, a nós próprios, verdadeiras estrelas. Explorando um pouco mais a cidade, vemos que Cannes tem um ambiente até bastante jovem e descontraído, com oferta variada de restaurantes, bares e cafés, não podendo deixar de ser referido que foi a cidade por onde passamos com os preços mais elevados.

 

Quanto à praia, não é um dos fortes da cidade. A água não é tão límpida e convidativa. Além disso, quase toda a área de praia é concessionada por restaurantes e cafés, pagando-se entre 25€ a 30€/dia por uma cadeira com guarda-sol. Para quem não quiser pagar, existe uma zona de praia pública, embora demasiado pequena, fazendo com que fique sobrelotada.

 

De Nice a Cannes são apenas 34 km.

 

 

Saint-Tropez

Saint-Tropez

 

É uma cidade costeira já mais distante (115 km) de Nice, mas merece completamente a visita. O charme provençal e o glamour da Riviera estão combinados na proporção certa em Saint-Tropez, fazendo da cidade o sítio onde toda a gente quer estar. Lojas luxuosas camufladas sob o laranja e amarelo da arquitectura característica da zona, esplanadas pitorescas plantadas em ruas estreitas, bares animados em frente à marina…tudo aqui convida a ficar e desfrutar da cidade, principalmente assim que o sol se põe.

 

Também há as praias, claro, mas neste caso são um acessório, o carisma está mesmo no centro da vila antiga. Se puderem, aproveitem e fiquem uma ou duas noites em Saint-Tropez, será o que faremos numa próxima visita.

 

 

Saint-Paul de Vence

Saint Paul de Vence

 

Afastamo-nos agora um pouco da costa, mas não muito, o suficiente para nos deslumbrarmos mais uma vez. Saint-Paul-de-Vence fica a cerca de 20Km de Nice e merece totalmente o desvio. Uma vila medieval, construída numa colina, com casinhas e ruas de pedra castanha, a fazer lembrar os vilarejos provençais. É conhecida pela concentração de galerias de arte e basta começar a percorrê-la para descobrir isso mesmo, o que confere à vila um ar de modernidade. Imperdível!

 

Villefranche sur mer

Villefranche sur merVillefranche sur mer

 

Mudamos agora de direção e seguimos para o Mónaco, mas antes de lá chegarmos não resistimos a mais uma das muitas vilas de beira-mar que encontrámos pelo caminho. Desta vez, decidimos parar em Villefranche sur mer (8 km de Nice) para desfrutar um pouco da praia. Esta vila é um encanto, com as casinhas laranja a ladear o mar, esplanadas refrescantes onde apetece sentar a ver a noite chegar e um mar deslumbrante, quente e calmo a convidar a longos serões dentro de água. O único senão que aqui encontramos foi o estacionamento, demasiado pequeno e caro.

 

Mónaco

Mónaco

O principado das histórias de princesas. Ganhou projeção graças a Grace Kelly e agora é um ponto de passagem obrigatório nesta zona. Quem cá vive, diz que não há melhor qualidade de vida, quem por cá passa, percebe isso. Luxo espelhado em cada pormenor, desde a fachada do casino, à marina, aos iates e automóveis… (Dica para homens: se querem visitar o interior do casino, o que recomendamos, vistam calças, pois não é permitida a entrada a homens de calções).

 

O Mónaco merece uma visita ao final da tarde para assistir à transformação do principado da noite para o dia, com as luzes na encosta a fazer lembrar um cenário de Natal. Se nos permitem até alguma subjetividade, diremos que o Mónaco ganha outra vida à noite. Boa oferta de restauração e animação noturna, principalmente junto à marina.

 

Quanto ao trajecto entre Nice e Mónaco, há várias opções, Basse Corniche, Moyenne Corniche e Grand Corniche, sendo a primeira estrada junto ao mar e as seguintes a meio e pelo cimo da montanha. Se o que procuram são belas paisagens marítimas o melhor é optar pela primeira. Se, por outro lado, procuram aventura e adrenalina, optem pela última, serpenteante e nas alturas. Na dúvida, vão por uma e voltem por outra.

 

Èze Village

Éze Village

 

Outra das vilas medievais que se pode encontrar nesta zona. Não tão carismática quanto Saint Paul de Vence, vale a visita pelo percurso até lá e pela vista que se tem sobre a costa e a extensão de mar cá em baixo.

 

Por ficar apenas a 13 km de Nice, dê lá um salto para comer qualquer coisa.

 

Cassis

CassisCalanques de Cassis

Típica vila piscatória francesa, com casas em tons pastel e um castelo majestoso a guardar o velho porto. Rica em gastronomia, principalmente em pratos de pescado (destaque para o bouilliabasse – uma sopa rica de peixe), Cassis é mais conhecida pela produção do licor ao qual se dá o nome da cidade, por ser produzido com bagas de cor escura conhecidas como cassis ou groselha negra. É também em Cassis que se podem visitar as Calanques, que são pequenas baías ladeadas por grandes escarpas que se estendem pelo mar, algumas delas formando pequenas praias. E são fantásticas, com a água de uma cor turquesa quase irreal a contrastar com o cinzento hostil das escarpas. Nesta zona existem cerca de 10 calanques, que podem ser visitadas de barco, com saída do porto velho, ou a pé pelas trilhas das falésias. Nós optamos pelo passeio de barco, com visita a 3 Calanques (custo de 15€ e duração de cerca de 45 minutos), tendo sido o suficiente para nos deixar rendidos. Há possibilidade também de fazer passeios de maior duração com visita mais alargada ou até a possibilidade de alugar barco durante o dia para explorar à vontade e fazer praia nas calanques.

 

Mas Cassis não é só isto, pelo que não deixem de dar um passeio pela vila e desfrutar de uma boa refeição de peixe fresco ou de um gelado de cassis numa das muitas esplanadas.

 

Fizemos a nossa paragem nesta vila piscatória no último dia das nossas férias, quando regressávamos para o aeroporto de Marselha. De Nice a Cassis são 200 km, mas de Marselha a Cassis são apenas 34 km.

 

 

Notas:

Preço médio da refeição: 30 euros por pessoa, com entrada+prato ou prato+sobremesa, copo de vinho e café;

Orçamento para os quatro dias: Aproximadamente 500/600 euros para os cinco dias por casal;

Como chegámos lá: Avião Ryanair de Porto para Marselha, tendo custado cerca de 80 euros por pessoa, ida e volta. De Marselha a Nice são cerca de 200 km, com carro alugado no aeroporto (23 euros por dia);

Mês escolhido: Julho. Tivemos muita sorte no período que fomos, com temperaturas a rondarem os 37º

Alojamento: Hôtel Kyriad Nice Port, em Nice, tendo custado 75 euros a noite com pequeno almoço incluído.

Côte d' Azur: O destino perfeito para os amantes do luxo

Villefranche-sur-Mer

 

Quem é do norte de Portugal sabe o quão difícil é conseguir aproveitar um bom banho de mar. Entrar na água até aos joelhos é já uma vitória… Mas na Côte d’ Azur isso não é um problema. Se são daqueles que adoram passar horas dentro de água com uma temperatura amena, está escolhido o vosso destino de férias.

 

Além do calor do mar, a Côte d’ Azur oferece aquilo que procurámos num destino de férias de verão: facilidade de estacionamento, água de cor verde e turquesa (e limpo) e muitas opções de praias diferentes (areia e pedras).

 

A Côte d’ Azur, ou se preferirem a Riviera francesa, é um destino versátil, bom para casais e famílias, perfeito para grupos de amigos que querem divertir-se.

 

Contudo, enganem-se aqueles que acham que irão encontrar muita ‘movida noturna’ e loucura alcoólica nas praias, com jovens irrequietos e promíscuos. A Côte d´ Azur é sofisticada (e cara para esse tipo de público).

 

Mónaco, Nice, Cannes e Saint-Tropez são os quatro pontos que não podem deixar de visitar se passarem por esta bela região. Se quiserem saber quais foram todos os nossos pontos de paragem consulte o roteiro de cinco dias.

 

A maior surpresa nesta zona foi mesmo Saint-Tropez. Estávamos à espera de encontrar a ‘Ibiza francesa’, mas fomos confrontados (e ainda bem) com a cidade mais elegante e chique de todo o sul de França. Imaginem ruas estreitas, esplanadas com iluminação de festa popular, gente bonita e descontraída… Isso é Saint-Tropez.

 

Outra boa surpresa foi Nice, que mesmo sendo uma das maiores cidades de França, tem o seu encanto de recanto, com um passeio marítimo gigantesco (muito semelhante à Copacabana no Rio de Janeiro), jardins para os pais passearem os filhos e muita opção de restauração. É movimentada mas não caótica, perfeita para estabelecer base, tal como nós fizemos.

 

Mónaco é aquele destino que toda a gente devia experimentar, por isso não morram sem antes visitar este principado. Ainda por cima é pequeno e dá para visitar num dia. No Mónaco irão encontrar muito dinheiro a passear nas estradas - sendo o destino perfeito para amantes de carros de luxo -, um belo casino e uma marina com restaurantes descontraídos para terminar a noite.

 

Mas se no Mónaco a riqueza mora nas estradas, em Cannes está bem perto da praia. Mesmo ao lado de La Croissette (das marginais mais bonitas que vimos), estão todas as lojas de grife, uma a seguir à outra. Mas nesta cidade, que acolhe um dos festivais mais importantes do mundo, também se podem aventurar no interior do centro, sentar numa esplanada e ficar a beber uma cocktail ou cerveja ao final da tarde.

 

Agora, se preferirem beber um mojito ou caipirinha num dos bares da praia, preparem-se para desembolsar cerca de 25/30 euros. Um conselho: façam-no noutra cidade. Mas já sabem, aqui é tudo um pouco mais caro do que em Portugal. Preparem-se para pagar 30 euros por pessoa ao jantar/almoço (entrada+prato+copo de vinho+café) ou seis euros por uma cerveja.

 

Quanto a gastronomia, bem, não é o ponto forte da Côte d’ Azur. Mas, mesmo assim, e porque temos de nos alimentar, apostem nos pratos à base de peixe. Caso façam o combinado com a Provença, aproveitem para desfrutar mais da gastronomia provinciana, é sem dúvida melhor.

 

Portanto, aqui fica um conselho de amigos. Querem um destino de férias com excelentes temperaturas de mar? Não gostam de ficar a escalar dunas para chegar às praias? Preferem dentro da Europa, mas perto? Então acho que já está escolhido o vosso destino para as próximas féria de verão!

 

Nota: Esta viagem foi feita juntamente com a Provença. Veja o que dissemos sobre esta região e consulte o nosso roteiro.

É fã de 007? Os sete locais que precisa de visitar

Skyfall, Londres

 

Por cá somos grandes fãs dos filmes do agente inglês James Bond. Há as Bond girls, a vodka martini, os carros e, claro está, as paisagens que suportam a magia envolvente do 007.

 

Ver os filmes da saga 007 também é viajar através do grande ecrã, aventurar-se por novos países, exóticos ou cosmopolitas. Por isso deixamos aqui algumas sugestões para se sentir um verdadeiro agente.

 

1. Monte Carlo, Mónaco

Monte Carlo, Mónaco

 

Tem glamour, dinheiro e mulheres. Haverá melhor destino para os fãs? É tão adequado que apareceu em dois filmes: Nunca Mais Digas Nunca (1983) e Goldeneye (1995).

 

O majestoso Casino de Monte Carlo e a sua imponente fachada conferem o estilo ‘bondiano’ por excelência.

 

Quem por lá passeia encontra muitos smokings e Aston Martin's. Para os mais corajosos, aventure-se dentro do casino e transpire a confiança necessária para se sentar a uma mesa de póquer e dizer o apelido, nome e novamente apelido.

 

2. Lago Como, Itália

Lago Como, Itália

 

Este belo cenário aparece na parte final do filme Casino Royale (2006) e na sequência inicial de Quantum of Solace (2008).

 

É na Villa La Gaeta que Daniel Craig diz pela primeira vez “O meu nome é Bond, James Bond”, após atirar em Mr. White.

 

Os edifícios bonitos que tocam suavemente nas águas deste belo lago, contornado pelas pequenas estradas, dão vontade de querer parar o tempo e passar  lá o resto da vida com a nossa cara-metade.

 

3. Nassau, Bahamas

Nassau, Bahamas

 

Sim, o hotel em que Daniel Craig fica instalado em Casino Royale (2006) existe mesmo e chama-se One&Only Ocean Club, em Nassau, Bahamas.

 

Os quartos que mais parecem vilas, com a praia a olhar para nós, dão vontade de apanhar o primeiro avião para esta ilha da América Central e desfrutar de um bom cocktail na varanda do nosso 'novo' lar. Se possível acompanhado de uma bela mulher.

 

Contudo, esta não foi a primeira aparição de James Bond nas Bahamas. Em Thunderball, em 1965, Sean Connery aparece em Paradise Island numa perseguição ao agente SPECTRE Emilio Largo.

 

4. Ocho Rios, Jamaica

Ocho Rios, Jamaica

 

É 'a cena' quando se fala de 007, com Sean Connery a espreitar Honey Ryder quando esta sai do belo mar de cor turquesa na Jamaica, no primeiro filme da saga, Dr. No (1962)

 

O biquíni branco, a adaga pendurada na anca, o búzio na mão... É a entrada perfeita para uma verdadeira Bond girl. A atriz Ursula Andress deixou todos os homens de boca aberta com esta cena. Em 2003, a oscarizada Hale Berry tentou imitá-la em 'Morre Noutro Dia', mas sem o fulgor de outrora. Até porque no início do novo milénio já muitas atrizes se tinham despido para o ecrã...

 

Aproveitamos para dizer que Ian Fleming iniciou a escrita dos livros do 007 na Jamaica, país que serviu também de pano de fundo para o filme Goldeneye.


5. Phang Nga Bay, Tailândia

Ilha James Bond, Tailãndia

 

Hoje é conhecida como a ‘Ilha James Bond’, por isso, é uma paragem obrigatória para todos os fãs do agente secreto.

 

O cenário que aparece em 'O Homem da Pistola Dourada' (1974), com um imponente penhasco devidamente equilibrado no mar, fica em Phang Nga Bay, perto de Phuket. O penhasco é o esconderijo secreto do vilão Scaramanga, interpretado por Christopher Lee, falecido recentemente.

 

Basta uma pesquisa rápida no Google para perceber a influência que as rodagens do filme tiveram na ilha tailandesa. São centenas de fotografias de pessoas a empunhar uma pistola imaginária.


6. Rio de Janeiro, Brasil

Rio de Janeiro, Brasil

 

Continuamos em cidades com praias e viajamos agora para o Brasil. Em 1979, no filme Moonraker, James Bond (interpretado por Roger Moore) trava uma batalha tensa com Jaws (também falecido recentemente) em cima de um caraterístico ‘bondinho’, que liga o Pão de Açúcar ao Morro da Urca.

 

As vistas para a 'cidade maravilhosa' são tão estonteantes que até nos fazem esquecer que 007 está em perigo...

 

A cena em que Jaws corta os cabos de aço do teleférico com a boca é mítica e impossível de esquecê-la quando estamos a ser transportados entre os morros.


7. Istambul, Turquia

Istambul, Turquia

 

A cidade dividida por dois continentes aparece em dois filmes da saga: Da Rússia com Amor (1963) e Skyfall (2012).

 

É no filme de Sean Connery que ficamos encantados com o Hagia Sophia, símbolo máxima desta cidade turca, onde somos convidados a entrar na mais bela mesquista alguma vez construída.

 

Já em Skyfall, a irregularidade dos telhados dos bazares e a cor castanha dos edifícios conferem o cenário perfeito para uma das melhores perseguições da história do cinema.


Menção honrosa: Portugal

Serra da Arrábida, Portugal

 

Não podíamos terminar esta lista sem falar em Portugal. Aliás, foi no Casino do Estoril que Ian Fleming se inspirou para recriar o cenário de Casino Royale, o primeiro livro da saga.

 

George Lazenby, que vestiu o fato de 007 apenas esta vez, dá início  'Ao Serviço Secreto de sua Majestade' (1969) com o resgate daquela que viria a ser a sua única mulher, Teresa di Vicenzo, nas águas do Guincho, em Cascais.

 

O Palácio Hotel, o Casino do Estoril, o Rossio, Sesimbra, a Ponte 25 de Abril estão lá e o turismo português agradece.

 

Duas das cenas mais marcantes da toda a saga também foram filmadas em Portugal: Quando James Bond se casa com Teresa di Vicenzo na Herdade do Zambujal, em Palmela, e, poucos minutos depois, já em lua de mel, é assassinada no Parque Natural da Arrábida, em Setúbal.