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Os três restaurantes com melhor ambiente no Porto

Além de gostarmos de viajar e conhecer novos lugares, também adoramos comer bem. Além disso, também gostamos de nos sentir bem enquanto experimentamos novos sabores, na melhor das companhias.

 

A cidade do Porto continua em alta, a ganhar inúmeros prémios para melhor destino europeu e mundial, e por isso partilhamos os nossos três restaurantes preferidos da cidade Invicta.

 

Cafeína

Créditos: Facebook oficial Cafeína

 

É um clássico da elegância e sofisticação, longe da frenética Baixa, ideal para quem quer um local mais recatado e intimista. O aspeto mais positivo deste restaurante, localizado na Foz (Rua do Padrão, n.º 100), é a iluminação e a decoração sóbria, ideal para um jantar romântico.

 

Em 20 anos de existência, o Cafeína não perdeu a sua identidade e continua a ser o nosso local preferido para comemorar momentos importantes. Isto porque, falando agora de preços, que é sempre importante, não é um restaurante para todas as carteiras.

 

Um menu completo (entrada, prato, sobremesa e uma garrafa de vinho) pode chegar a custar 120 euros, para duas pessoas. Mais direcionado para uma cozinha francesa, que tanto gostamos, destacamos nas entradas o Vichyssoise com Pato Fumado (6.50€) e a Alheira de Caça Crocante, Concassé de Beterraba e Maçã (7.50€). Nas carnes, se optarem pelo Magret de Pato com Molho Agridoce, Legumes com Mel e Batata Rösti (18.50€) ou pelo Carré de Borrego com Crosta de Ervas e Limão (18.00€) não se arrependerão. Do lado dos peixes, a Pescada Recheada com Espinafres e Tomate Seco, Arroz Cremoso de Cebolinho (18.00€) é escolha acertada, enquanto nas sobremesas o Mil Folhas com Manga e Framboesas (7.00€) leva-nos ao céu. Mas estas são só as nossas sugestões, o menu do Cafeína é dos mais ricos e variados na cidade do Porto. Até fica difícil escolher no meio de tantas coisas boas.

 

Se estão à procura de um restaurante sofisticado para impressionar a vossa cara metade, o Cafeína é a escolha acertada. Não há como falhar.

 

Para mais informações consulte o site do restaurante em http://www.cafeina.pt/pt/cafeina/menu

 

 

Book

Créditos: Facebook oficial Book

  

O Book “é um restaurante fiel às memórias literárias passadas”. É desta forma que este local se apresenta, isto porque ocupa um espaço que durante décadas foi a Livraria Aviz. Por isso, podem esperar uma decoração literária, desde as estantes até aos menus, com cores brancas e alaranjadas, dando alegria a este espaço.

 

Um jantar no Book é ideal para aqueles que querem uma boa experiência gastronómica sem terem depois de se deslocar muito para os badalados bares desta zona da cidade Invicta. De forma a desfrutar ao máximo deste espaço, cheguem um pouco antes da hora prevista e provem um dos cocktails no bar do restaurante, ou peçam já o vosso vinho e vão bebendo enquanto esperam pelo jantar. Caso prefiram uma bebida mais fresca e descontraída antes da vossa refeição peçam uma caipirinha “Jorge Amado”, com cravo e canela (6€).

 

Quanto ao menu, devidamente dividido entre prólogo, introdução, capítulos e conclusão, destacamos o Carpaccio de vitela, rúcula, lascas de parmesão e molho de mostarda (11€), Bife de atum à portuguesa (22€) e Bochecha de vitela, e milhos estaladiços de Queijo da Serra da Estrela (16.50€). Nas sobremesas experimentem o melhor pão-de-lá do Universo (ovo ou chocolate) (6€).

 

No final, além de pagar a conta, que pode chegar aos 100€, ainda podem divertir-se ao som do DJ residente do Book, Rua de Aviz, n.º 10.

 

Para mais informações consultem a página oficial do Book em http://www.restaurantebook.pt

  

 

Champanheria da Baixa Bistrô

Créditos: Facebook oficial Champanheria da Baixa Bistrô

 

Depois do sucesso da Champanheria da Baixa, na Rua da Picaria, os donos do espaço decidiram alargar o conceito e abriram um restaurante na Rua Sá da Bandeira, n.º 467, para refeições mais duradouras.

 

A Champanheria da Baixa Bistrô foi a nossa mais recente descoberta e podemos confessar que foi marcante. A decoração do espaço é das mais bonitas da cidade do Porto, com uma ambiente cool e descontraído, uma vez que neste espaço, enquanto comem, irão ouvir música electrónica de ambiente.

 

A árvore colocada no meio do restaurante, no centro do bar de cocktails, confere ao Champanheria da Baixa Bistrô um ponto de visão único, difícil de tirar os olhos de cima. Por isso, este restaurante é a escolha ideal para grupos ou para um jantar a dois mais descontraído e animado.

 

Contudo, e devemos dizer a verdade, a comida não é o ponto forte deste restaurante, pecando pelo menu pouco diversificado. Mesmo assim, queremos referir que se come bem, mas não ficamos deslumbrados. Mas então o porquê da escolha deste espaço neste Top-3? Porque não há muitos restaurantes deste género na cidade do Porto, um género que muito apreciamos e que se assemelha ao que procuramos quando viajamos pelo mundo.

 

No final do jantar relaxem e deixam-se levar pelas escolhas do barman. Gostam de gin’s? Então peçam a vossa marca preferida e deixem que lhe preparem. Nós arriscamos no Gin Nordés com laranja e podemos partilhar que foi o nosso melhor gin até à data. Melhor do que um só mesmo dois.

 

Quanto a contas, a vossa fatura deverá rondar os 100€ com refeição completa.

 

Para mais informações consultem a página de Facebook do restaurante em

https://www.facebook.com/champanheriadabaixabistro/?fref=ts

Ano novo e mais destinos para o Volto JÁ

Inverno em Salzburgo

  

O ano de 2016 está a começar e é tempo de planear as nossas viagens. A primeira é já em fevereiro e vamos fazer um circuito por quatro cidades da Europa central. Desta vez, quisemos destinos com neve e frio, algo que habitualmente não fazemos e que, ao mesmo tempo, nos permita conhecer cidades bonitas com muita oferta.

 

O circuito tem início em Munique, passa por Salzburgo e Viena, terminando em Budapeste. Tudo em nove dias. Ponderámos incluir a cidade de Bratislava neste roteiro, mas achámos que seria muita coisa para se fazer em tão poucos dias. Preferimos desfrutar das cidades que visitamos em vez de correr apenas para marcar ‘check’ nos locais.

 

Sendo assim, depois da escolha de destino, comprámos as nossas viagens de avião. Para chegar a Munique tínhamos duas opções, comprar até Memmingen pela Ryanair ou até ao aeroporto da cidade pela Iberia. Depois de uma breve pesquisa, constatámos que Memmingen fica a 100 quilómetros de distância de Munique. Mesmo sendo mais barato o bilhete pela Ryanair não queremos perder tempo em viagem desnecessária, então comprámos o bilhete pela companhia aérea espanhola, com a vantagem de transportar uma mala grande sem custos adicionais. O frio obriga a uma mala pesada de coisas quentes para nos aquecer.

 

Olhando para o mapa da Europa central, a distância entre Munique (ponto inicial) e Budapeste (fim de viagem) é de cerca de 650 km, com boas ligações de comboio ou autocarro, descartando assim a hipótese de alugar um carro, evitando também os perigos de conduzir com neve. Contudo, gostamos de arriscar e vamos alugar um veículo apenas para um dia, com o próposito de visitar o sul de Munique para conhecer dois dos castelos mais famosos do mundo: Neuschwanstein e Linderhof. Muitos próximos um do outro, estes dois pontos de interesse ficam a 120 quilómetros da cidade alemã, acreditando que vale a pena.

 

Serão duas noites em Munique, com uma paragem obrigatória no restaurante/club mais famoso da cidade, o HEART.

 

Seguiremos então para Salzburgo, para conhecer a cidade austríaca onde Mozart nasceu. Pelas fotografias que nos apresentam, sabemos que vamos adorar esta cidade, bem ao nosso estilo. Pequena, encantadora, espaços amplos para passear, é isto o que esperemos de Salzburgo. Por ser pequeno, vamos ficar apenas uma noite, com um merecido descanso no fantástico hotel Altstadthotel Kasererbräu.

 

Continuaremos na Áustria, mas agora em Viena. Serão duas noites na capital austríaca com direito a um espetáculo de Ópera. Estando aqui, seria inadmissível faltar ao 'espetáculo rei' desta cidade. Por termos dias marcados não tivemos muitas hipoteses de escolha, mas acho que com a Tosca de Puccinni estamos bem servidos. O vestido comprido e o fato de gala vão sair à rua em Viena.

 

Além de querermos experimentar os cafés e os pães vienenses, queremos deliciar-nos com a sua famosa pastelaria, principalmente o Apfelstrudel (torta de maçã). Pelo meio queremos conhecer o Palácio Schönbrunn, o Palácio Hofburg, a Catedral de Santo Estevão, o Museums Quartier e andar na roda gigante Riesenrad.

 

Não sabemos se vamos deixar o melhor para o fim (depois viremos cá contar), mas temos mesmo muitas expetativas para Budapeste, a capital da Hungria. Toda a gente nos diz que vamos adorar e quem lá esteve faz eco desses mesmos conselhos. Conhecemos poucas imagens icónicas de Budapeste, mas o Parlamento e a Ponte das Correntes fluem no nosso imaginário, querendo fazer parte destes locais que parecem saídos de uma tela de cinema. Estando lá não iremos falhar a um dos famosos banhos termais ao ar livre. Contra o frio e a neve queremos conhecer o prazer de se banhar em água muito quente.

 

Os voos de regresso para o Porto também já estão marcados e, à semelhança da viagem de ida, também ficamos divididos. Ambos os voos de partida eram da Wizz Air, mas um deles iria para Eindhoven e outro para Lisboa. Não sei se fizemos bem, mas escolhemos voar para Holanda e depois voar pela Ryanair até à cidade Invicta. O preço era o mesmo e, na outra opção, teríamos de viajar depois de Lisboa até ao Porto. O problema é que, sendo viagens low cost tivemos de adicionar uma mala grande nos dois voos. No momento foi o que fez mais sentido.

 

Quem segue este blogue sabe que gostamos de marcar tudo com antecedência e por isso os nossos hotéis já estão marcados, todos pelo Booking. Cada vez somos mais adeptos deste motor de busca de hotéis. É fiável, os preços já não diferem dos rivais e, acima de tudo, tem um excelente serviço ao cliente.

 

Se acham que nos está a faltar alguma coisa para esta nova viagem ajudem-nos com dicas e conselhos através dos comentários. Falem até dia 5 de fevereiro ou calem-se depois dessa data.

Três livros para viajar até à Provença

Valensole, Provence. Créditos: Volto JÀ

 

A região da Provença foi um dos sítios mais encantadores onde estivemos recentemente e que nos faz querer voltar. Sempre que comemos algo com “ervas da Provença” ou lavanda transporta-nos imediatamente para o sul de França.

 

Mas como temos outras viagens para fazer antes de voltar, encontrámos outra forma de matar saudades da Provença, através dos livros.

 

Por isso, deixamos algumas recomendações para aqueles que querem ser transportados para a Provença a partir de um sofá e também para aqueles que querem ser aguçados pelo apetite de visitar pela primeira vez.

 

 

Peter Mayle, Um ano na Provença

 

Um ano na Provença, Peter Mayle, 1989

 

Foi vencedor do prémio de melhor livro de Viagem do British Book Awards. É uma das mais divertidas, adoradas e bem sucedidas obras do género já publicadas. Quem não gostaria de largar tudo e recomeçar a vida num dos lugares mais charmosos do mundo? Peter Mayle e a sua mulher fizeram o que, para a maioria de nós, continua a ser apenas um sonho, quando resolveram morar numa casa rural no sul da França.

 

No seu primeiro ano na Provença, Peter, um ex-publicitário inglês, realizou um registo mês a mês da sua ambientação à nova realidade e das suas incríveis descobertas e surpresas. A começar pela gastronomia e pela paisagem, passando pelos hábitos dos franceses e as diferenças culturais, tudo é contado em detalhe, com descrições deslumbrantes e um humor refinado e irresistível.

 

Livros de receitas e guias da região costumam seduzir-nos com refeições fartas, coloridas e apetitosas, plantações de lavanda, belíssimos vinhedos e céus azuis. Mas nada como conhecer o relato em primeira mão de quem deixou a cidade grande para se entregar à experiência de desfrutar tudo isso, num local onde o tempo é governado pelas estações, não pelos dias. Todos os prazeres rústicos da vida provençal estão reunidos neste retrato fascinante, misto de caderno de viagens, crónica e romance - obra que deve ser degustada como o melhor dos vinhos. (Sinopse de estante virtual)

 

Depois de “Um ano na Provença”, seguiram-se mais dois títulos para completar a trilogia: Toujours Provence e Encore Provence: New Adventures in the South of France.

 

A má notícia é que nenhum destes livros está traduzido para o nosso português, podendo encontrá-los em espanhol ou no português do Brasil.

 

Mayle escreveria mais tarde a novela “A Good Year” (2005), que foi adaptado para o cinema pelo realizador Ridley Scott e protagonizado por Russell Crowe e Marion Cotillard.

 

 

Encontro na Provença, Elizabeth Adler, 2011

 

Encontro na Provença, Elizabeth Adler, 2011

 

No Sul da França, os segredos serpenteiam pelo campo ensolarado como os ramos das videiras – e como um bom vinho, tornam-se melhores a cada ano que passa. Mas Franny Marten sabe pouco desse mundo. Tudo o que serpenteia através da sua pequena casa de campo na Califórnia é o sonho de se apaixonar. Franny pensava que o sonho podia tornar-se realidade - até que conhece a mulher do seu amante! Mas, quando começa a sentir que o seu coração já ficou destroçado demasiadas vezes, Franny recebe uma carta misteriosa que muda tudo.

 

A carta é um convite para uma reunião da família Marten num château na Provença. Sabendo pouco sobre a família, Franny decide arriscar e faz as malas para a aventura de uma vida. A sua decisão de ir a França irá empurrá-la para um mundo na orla do tempo, onde o azul do Mediterrâneo se mostra ao longe com a promessa de que tudo é possível. E quando Franny descobre por que motivo o destino a levou à Provença, vai finalmente entender que quando se trata de amor, às vezes nem tudo é o que parece. Às vezes, é ainda melhor. (Sinopse de Fnac)

 

Elizabeth Adler é conhecida por escrever romances que misturam amor e viagens. Além desta obra dedicada à Provença, conta também com títulos como: Viagem a Capri, Regresso a Itália, Romance na Toscana, Verão na Riviera, Lua de Mel em Paris, e muitos mais. Contudo, ao contrário de Peter Mayler, Adler tem como alvo o público feminino.

 

 

Provença - O Lugar Mágico Onde Se Curam Corações Partidos, Bridget Asher, 2012

 

Provença - O Lugar Mágico Onde Se Curam Corações Partidos, Bridget Asher, 2012

 

Não existe uma boa história de amor que não encerre dentro de si um outro amor. Com o coração destroçado e ainda a chorar a perda do marido, Heidi viaja com Abbot, o filho de sete anos, e Charlotte, a desinteressada sobrinha de dezasseis, até à pequena aldeia de Puyloubier, no Sul de França, para uma casa de pedra já velhinha que tem sido responsável pela recuperação de corações partidos, desde antes da Segunda Guerra Mundial.

 

Ali, Charlotte revela um segredo perturbante e Heidi fica a saber a verdade sobre o «verão perdido» da mãe, quando ela era ainda criança. Ao mesmo tempo que três gerações colidem entre si, com uma vizinha que conhece todos os segredos da família e um francês enigmático, Heidi, Charlotte e Abbot iniciam uma viagem que passa pelo amor, pela dor e pelas gargalhadas entre as vinhas, os ventos quentes e pela deliciosa comida da Provença. Conseguirá a magia da casa curar também o coração de Heidi? (Sinopse de Fnac)

 

Este é o único livro publicado em Portugal desta autora. É semelhante ao livro de Elizabeth Adler, por isso, se forem do público feminino e sonhadoras, têm aqui outro livro para se entreterem.

Viajar, o melhor presente para uma mulher

Travel and Love

 

Este post é escrito exclusivamente pelo elemento masculino deste casal. Ela não sabe que o estou a fazer. Não pensem que sairá daqui uma declaração de amor à minha mulher. Isso faço-o todos os dias, à frente dela.

 

E esta introdução faz a ponte perfeita para justificar o meu título. Quando digo que viajar é o melhor presente para uma mulher não precisa de ser propriamente para assinalar aniversários de datas importantes. Porque o melhor que lhe podemos oferecer a uma mulher são três coisas e não nos sai da conta: Amor, dedicação e respeito.

 

Isto é um blogue de viagens, por isso não nos desviemos do assunto que nos traz aqui. Mas agora que olho para o segundo parágrafo vejo que assenta muito bem para começar o quarto parágrafo, porque irei começar pelo fator surpresa.

 

Já ofereci muitas viagens à agora minha mulher, seja em aniversário, natal ou só porque sim. Mesmo desconfiando do que se esconderia por detrás daquele pequeno papel que a transportaria para outro lugar, no final, acabo sempre por surpreendê-la.

 

Encaremos os fatos, as mulheres precisam de ser mais surpreendidas do que os homens e sentir-se mais especiais do que nós. E nós gostamos de as surpreender, pelo menos deveríamos fazê-lo sempre que surja a oportunidade.

 

As mulheres gostam de receber relógios, jóias e roupas, não ando aqui a enganar ninguém, mas se nunca ofereceram uma viagem à vossa mulher, façam-no pelo menos uma vez na vida. Não por mim, mas por vocês e pelas vossas mulheres.

 

Vejo nas redes sociais dezenas de mulheres a partilharem as suas viagens com os seus parceiros e a verdade é mesmo esta: Elas estão felizes nas fotografias que publicam. Até pode ser para fazer inveja ao mostrarem o quanto estão felizes, mas tenho a certeza que o estão. Elas, mais do que nós, adoram conhecer novos lugares.

 

Agora atenção, a cidade não faz tudo por nós. Podemos estar num lugar muito bonito, badalado, mas se não estivermos na mesma frequência das mulheres, a cidade deixa de ser tão maravilhosa. Precisamos de as fazer sentir integradas, e apaixonadas, no novo sítio que escolhemos para a surpreender. Esse é o segredo.

 

Viajar com a nossa mulher é mais do que passear e conhecer novos sítios. É termos a oportunidade de sermos aquilo que não conseguimos ser todos os dias em nossa casa. É claro que devemos, todos os dias, viajar com a nossa mulher dentro de casa, mas não sou de falsos moralismos. Os empregos, as rotinas, o cansaço não nos deixam ser tão livres como gostaríamos de ser.

 

Já fizemos dezenas de recomendações para amigos, e desconhecidos, com roteiros de visita, mas há algo que nunca iremos conseguir transmitir para vocês. Aqueles momentos em que estou sentado com a minha mulher num bar ou restaurante, descontraído, despreocupado com as horas e com o trabalho. Ali sinto-me verdadeiramente de férias. Ou quando vou de carro, de vidros abertos, em terras desconhecidas, para um novo lugar. Ou quando acordo com um despertador apenas para me alertar para o pequeno almoço que me vão servir, só porque me apeteceu acordar cedo, sem ser obrigado. Ou quando fico horas deitado na cama a resumir o nosso dia, com sono, mas sabendo que não me esperam obrigações no dia seguinte. Isso sim, se me perguntarem por aí, saberão que esta é a melhor definição de viajar/férias.

 

Amar é viajar e viajar com amor é ainda melhor. Isto será o maior cliché que alguma vez irão ler neste blogue, mas também a coisa mais verdadeira que irão ler de mim.

Ana e João