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Uma viagem pelo mar do Chef Rui Paula

Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira

 

Entrar no Restaurante Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, Matosinhos, é fazer uma viagem ao mar, mas sem molhar-se. Perfeitamente entranhado nas rochas, este espaço comandado pelo Chef Rui Paula, inaugurado em julho de 2014, é obrigatório para os amantes do peixe e marisco.

 

Idealizado pelo famoso arquiteto Siza Vieira, entre os anos de 1958 e 1963, a Casa de Chá Boa Nova foi, em 2011, alvo de profundas obras de requalificação por parte da Câmara de Matosinhos, novamente sob a orientação de Siza Vieira, sendo a concessão do imóvel entregue ao Chef Rui Paula, que tem agora a missão de o tornar um dos restaurantes mais aclamados do país e assim conseguir chegar, de uma vez por todas, às esperadas Estrelas Michelin.

 

A nossa visita ao Restaurante Boa Nova decorreu durante o almoço e acreditamos que este seja o melhor horário para desfrutar deste espaço, isto porque conseguimos desfrutar das vistas para o Oceano Atlântico sem impedimentos de luminosidade. O espaço é aconchegante e convidativo para uma refeição a dois ou mesmo entre amigos, mas sempre preservando a intimidade de quem gosta de ser acompanhado apenas pelo som do mar.

 

O peixe e marisco comandam, como esperado, a carta deste restaurante, fazendo jus à sua localização e ao ambiente inserido.

 

Ofertas do Chef

 

O Chef Rui Paula gere igualmente o DOP, na baixa do Porto, e o DOC, na Folgosa (concelho de Armamar), na marginal entre a Régua e o Pinhão, e já nos habitou a que as suas refeições sejam organizadas ao pormenor, acrescentando-lhe sempre um elemento de surpresa, com são as ofertas antes de cada refeição. Tudo é preparado ao pormenor e as apresentações são sublimes, sabendo orientar na perfeição esta viagem pelo mar.

 

Ofertas do Chef

 

As ofertas do chefe servem de apresentação para o que aí vem e Rui Paula não se inibiu de oferecer todos os truques na manga para agradar os seus clientes. Este Chef portuense sabe misturar perfeitamente os sabores, fazendo com que cada garfada seja um festival para as nossas papilas gustativas, sempre com o mar ligado às sensações.

 

Caldeirada de Marisco

 

Como prato principal escolhemos a Cataplana de peixe e marisco e a escolha resultou acertada. Neste prato reunimos peixe, camarão, lagostim, perfeitamente aromatizados e tudo de grande qualidade. Para acompanhar, umas bem confeccionadas batatinhas novas.

 

Sobremesa com beterraba

 

Foi-nos recomendada uma sobremesa de espargos, beterraba, romã e mousse de iogurte, que nos fez estranhar e ao mesmo tempo querer comprovar este mix de vegetais que se iriam transformar num prato doce. Tudo trabalhado em várias texturas deu esta obra que podem verificar na fotografia. Aqui, o Chef excedeu-se e passou com distinção.

 

Existem ainda pratos de carne e dois menus de degustação (Atlântico, Mar e Terra) de oito pratos e outro (Boa Nova) de quatro. Os preços destes menus variam entre os 85€ e os 120€

 

No final, todos os convidados vão conhecer os bastidores do restaurante numa visita pela cozinha, guiada pelo próprio Chef. Nota ainda para a impressionante garrafeira dotada de quase 800 referências.

 

O Chef Rui Paula voltou a acertar em cheio e esta viagem pelo mar merece uma segunda visita da nossa parte, agora para jantar.

 

Preço médio por casal: 100 euros, excluindo os menus de degustação

Colômbia: Uma viagem pelos 'Narcos' da Medellín e Cáli

Abertura da série Narcos (Netflix)

 

A série Narcos, agora em streaming na Netflix a segunda temporada, tem mostrado como os cartéis de Medellín e Cáli aterrorizaram as duas cidades nas décadas de 80 e 90, fazendo com que o mundo olhasse para a Colômbia como um país perigoso e a evitar pelos turistas. A culpa foi de Pablo Escobar e dos irmãos Orejuela.

 

Mas afinal o que mudou desde os anos 80 até aos dias de hoje em Medellín e Cáli e qual foi o impacto no turismo da Colômbia?

 


Medellín

Medellín @pixabay

 

Na década de 80 e 90 Medellín era classificada como uma das cidades mais perigosas do mundo e tudo por causa de um homem: Pablo Escobar, cuja retrato de vida está a ser apresentado agora pela Netflix. Na altura, a cidade estava tomada pelo tráfico de drogas e todo tipo de criminalidade até a morte de Pablo Escobar, em 1993.

 

Em 1991, havia 6.500 homicídios na cidade. Até 2009, a taxa de homicídios diminuiu para 2900. A taxa de assassinatos por 100 mil pessoas caiu de 184 em 2002 para 38 em 2013. Em 1991, morreram 750 homens por 100 mil habitantes por assassinato, demonstrando a influência que a morte de Escobar e o desmantelamento do Cartel de Medellín teve na cidade.

 

Nos últimos anos, a cidade teve uma forte transformação, centrada na segurança, cultura e educação. Hoje uma cidade universitária por excelência.

 

Medellín, a segunda maior cidade da Colômbia (atrás da capital Bogotá), com três milhões de habitantes, começa agora a atrair mais turistas, mas o tema da insegurança continua presente, porque a violência ligada ao narcotráfico continua a afetar algumas áreas rurais da cidade, fazendo com que um passeio em Medellín seja sempre feito com cautela, como em qualquer grande cidade. Ouça os conselhos dos locais, não ande com objetos de valor e mantenha-se nas zonas urbanas se estiver sozinho. Caso queira visitar as zonas mais rurais, faça-o através de agências de turismo.

 

Em 2013, Medellín foi distinguida com o prémio Cidade Inovadora do Ano pelo The Wall Street Journal, superando rivais Nova York e Tel Aviv, mostrando-se para o mundo que está a melhorar. Para perceberam o esforço da recuperação da cidade, Medellín nem consta na última lista das 50 cidades mais perigosas do mundo.

 

Pueblito Paisa, Los Alumbrados durante o Natal, a Catedral Metropolitana, Museu de Antioquia e Junin constituem os pontos turísticos de maior interesse e afluência nesta cidade colombiana.

 

Cáli

Cáli @pixabay

 

Depois da morte de Pablo Escobar e da disseminação do Cartel de Medellin, o reino do narcotráfico passou para Cáli e para o comando dos irmãos Gilberto e Miguel Rodríguez Orejuela. O Cartel de Cáli controlou 80% das exportações de cocaína da Colômbia para os Estados Unidos após a separação do Cartel de Medellín e a morte de Pablo Escobar.

 

Desde os anos 90, Cáli é o ‘quartel-general’ de algumas das organizações de tráfico de droga mais temidos da Colômbia. Além do de Cáli, também o de Vale do Norte e, desde o início deste século, o de "Los Rastrojos”, dominam a terceira maior cidade colombiana.

 

Atualmente, a taxa de homicídios é muito maior do que em Bogotá e Medellín. Cáli conseguiu reduzir a sua taxa de assassinatos de 1909 para 1559 entre 2013 e 2014 (82 para 66 por cem mil habitantes). No entanto, continua bem acima da média nacional (27). Em 2016, a cidade foi considerada a 10.ª mais perigosa do mundo. Palmira é a cidade mais perigosa da Colômbia, ocupando a oitava posição.

 

Além dos ‘gangues’ que operam a nível nacional, a cidade tem atualmente cinco quadrilhas que operam desde o centro de Cáli. A incidência de criminalidade juvenil nos últimos 20 anos aumentou 1340%, passando de 10 grupos de máfia em 1992 para 134 em 2012.

 

Apesar de o crime relacionado com cartéis conseguir a maior parte da atenção da imprensa colombiana, o crime de rua é o que atinge a população de Cáli. De acordo com o Departamento de Polícia da cidade, 20 pessoas são roubados por dia e este número está constantemente em crescimento.

 

Por estas razões, qualquer visita a Cáli deve ser feita ainda com mais precaução do que a Medellín, porque a criminalidade continua muito presente. Certifique-se que reúne todas as condições para a visitar, ponderando os prós e contras de uma visita turística.

 

Plaza de Caycedo, Cristo Rei, La Ermita, Barrio Granada, Torre de Cali e a Estátua de Belalcázar são alguns dos pontos de interesse turístico da cidade. Cáli é conhecida ainda por ser a capital da Salsa.

 

Turismo na Colômbia

Bogotá @pixabay

 

Em 2015, a Colômbia recebeu quase três milhões de turistas. Em 2006 entrou apenas um milhão. Bogotá (54.5%), Cartagena (11.2%), Medellín (9.6%) e Cáli (6.9%) são as cidades mais visitadas. Os norte-americanos são os mais curiosos por visitar o país, seguidos dos europeus, com números a rondarem os 300 mil visitantes.

Dez lugares na Europa que rimam com outono

É a época do ano em que muitos acreditam ficar deprimidos porque os longos dias de calor e luz estão a ir-se embora. Pois bem, temos o remédio santo para essas depressões ligeiras. Porque viajar é o melhor comprimido contra a tristeza, deixamos dez sugestões para o outono, seja sozinho, com amigos ou com a cara-metade. Vamos começar?

 

1. Cracóvia

Cracóvia, Polónia

É a cidade mais bonita da Polónia e, apesar de valer uma visita por si só, tem ainda o bónus de ser o ponto de paragem mais acessível para chegar a Auschwitz. Ainda não tivemos oportunidade de dizer isto, mas se há sítio que vale a pena conhecer para nos conhecermos melhor é aqui. Voltando a Cracóvia, é uma cidade pequena, com um centro histórico muito arranjado, perfeito para um fim de semana recheado de sossego e cultura. Se vivem na zona norte de Portugal preparem-se: a partir de 27 de março, a companhia área Ryanair vai abrir duas ligações semanais desde o Porto.

 

 

2. Budapeste

Budapeste, na Hungria

 

A cidade que ninguém fica indiferente e quase sempre pelas boas razões. Aquele típico orvalho e cores de outono caem na perfeição nesta cidade húngara. Uma cidade cheia de vida e que não perde a energia nesta estação do ano. Perfeita para uma escapadela com aqueles amigos que têm vontade de se divertirem e apreciar a beleza estonteante de Budapeste.

 

 

3. Munique

Neuschwanstein, perto de Munique

Munique combina com outono porque combina com outubro e tudo junto chega-se à Oktoberfest. Apesar desta festa da cerveja estar já disseminada pelo mundo, a de Munique continua a ser a rainha de todas elas. É uma experiência única para os amantes de cerveja e até para aqueles que não gostam. Se quiserem rentabilizar a vossa viagem com algo mais sossegado, visitem Neuschwanstein (fotografia). Por detrás da beleza deste Castelo, esconde-se umas das histórias mais fantásticas que a monarquia já conheceu.

 

 

4. Sevilha

Sevilha, Espanha

Os 40 graus que se fazem sentir durante o verão afugentam qualquer turista. Por isso é que o outono cai na perfeição na mais bela cidade de Espanha. Esta cidade andaluza reúne tudo o que é necessário para uma boa estadia: boa comida, música flamenca, pessoas simpáticas, história, cultura e aquele 'calentito' que só a Andaluzia nos consegue dar. 

 

 

5. Islândia

Aurora na Islândia

 

Se querem ver imagens como esta, a Islândia pode ser o vosso destino. A melhor altura para se assistir a este espetáculo gratuito, que se dá pelo nome de aurora boreal, é entre outubro e março. Por isso é que o outono é a melhor altura para visitar a Islândia, assim como mergulhar nos seus banhos termais naturais. É ingrato para este país escolher apenas uma fotografia para o ilustrar, mas façam um favor a vós próprios e pesquisem na internet mais imagens deste belo país. Qualquer um fica de queixo caído.

 

 

6. Toscana

Toscana, Itália

Toscana rima com outono. Ponto. Esta zona de Itália inspira serenidade e ao mesmo tempo aventura. É ainda o destino perfeito para aventureiros rurais e amantes de boa comida e bom vinho. A Toscana é para percorrer, e perder-se de carro, deixando-se levar pelas belas planícies da região. No outono temos mais contato com as zonas vinhateiras e as cores acastanhadas conferem algo de belo e 'tosco' ao mesmo tempo. Único.

 

 

7. Edimburgo

Edimburgo, Escócia

Continuamos no espírito natural e chegamos a Edimburgo. Aquela típica neblina de outono cai que nem uma luva na capital escocesa. Rodeada por imponentes montanhas, passear por esta cidade faz-nos sentir que estamos dentro de uma série/filme de fantasia. Fãs de Guerra dos Tronos, acho que encontramos o destino ideal para vocês.

 

 

8. Douro

Douro, Portugal

É daquelas sítios que percebemos que não precisamos de andar muitos quilómetros para nos sentirmos fora de casa. A região vinhateira do Douro é mágica e concede-nos uma paz interior que poucos conseguem dar. Qualquer altura é boa para visitar o Douro, mas é durante os meses de setembro e outubro que podemos apreciar as tão famosas vinhas em todo o seu esplendor. Ainda por cima, a oferta hoteleira é tanta e de grande qualidade, que fica difícil escolher. Mais fácil fica escolher o vinho para o jantar.

 

 

9. Estrasburgo

Estrasburgo, Alsácia, França

 

Tal como o Douro, a Alsácia, em França, é conhecida pelas suas vinhas, tão características da zona. O vinho branco é diferente do nosso, mais licoroso e ácido. Para um bom apreciador de vinhos esta é outra zona a conhecer durante o outono. Montem a vossa base em Estrasburgo, com os seus belos canais a percorrer toda a cidade. É ideal para quem quer conhecer dois países de uma vez só, a Alemanha e a França. Não deixem de visitar também a pitoresca Colmar.

 

 

10. Londres

Londres, Inglaterra

Primavera, verão, inverno ou outono, qualquer altura é boa para visitar uma grande cidade como Londres, mas escolhemos o outono por ser a que melhor combina. Sejamos francos, Londres significa frio e chuva (em quantidades moderadas), por isso esta é a melhor época do ano para a visitar. Além disso, a capital inglesa tem muitos espaços culturais onde podemos ficar recolhidos, até vamos agradecer o mau tempo lá fora. Para aquecer, nada melhor que um chá e um bolo em Notting Hill.

Cinco cidades para uma viagem em grande com as amigas

Andam à procura da cidade perfeita para uma viagem com as vossas amigas e com tudo a que têm direito? Pois bem, o Volto JÁ reuniu uma lista de cinco cidades indicadas para uma viagem só de mulheres. Ao contrário da lista feita para os amigos, alargamos um pouco as expetativas geográficas e escolhemos uma cidade fora do continente europeu. Diversão, homens bonitos, compras e 'chic' q.b. são os ingredientes para esta lista. Vamos começar?

 

 

Paris

Macarons em Paris

É inevitável certo? O pináculo da essência feminina! A bela capital francesa reúne todos os requisitos para uma viagem com as amigas, diríamos até que é a 'perfeita' desta lista. A própria cidade está camuflada com um ambiente propício para as mulheres, por isso, não há como falhar. Dizem que é a cidade do amor, mas acima de tudo, é um regalo para os olhos das mulheres. É um 'must go' para todas as mulheres, reunindo os ingredientes necessários: a gastronomia, o glamour, a pastelaria, os restaurantes, os bares, a alta costura...

 

 

Roma

Fontana di Trevi, Roma

É a única cidade a surgir nas duas listas, homens e mulheres, mas aqui surge por razões (muito) diferentes. A bela Fontana di Trevi é o local perfeito para as mulheres ficarem a comer um 'gelato' e apreciar a arquitetura italiana, mas as mulheres também vão querer espreitar os homens romanos. Em algum momento da vida, elas precisam de se juntar e ficar a olhar para uns homens bem-feitos e elegantes. Se estão com este espírito, este é o vosso destino. E se estiverem fardados com o fato polícia, melhor ainda...

 

 

Milão

Galeria em Milão

A segunda cidade italiana desta lista. Escolhemos Milão por ser uma das quatro capitais do mundo da moda e por ficar aqui tão perto. Se querem conhecer o ponto mais alto das compras italianas visitem a Galeria Vittorio Emanuele II, bem no centro. Como é linda e imponente, é perfeita para umas selfies com as nossas melhores amigas. Se tiverem poupado uns bons trocos antes da viagem, podem perder a cabeça e trazer para casa aquele vestido lindo de 'alta-costura'. Além disso, é nesta cidade que irão encontrar os restaurantes e bares mais sofisticados de toda a Itália.

 

 

Nova Iorque

Central Park, Nova Iorque

Tal como dissemos no início, é a cidade mais distante de Portugal e não dá para a visitar num fim de semana, é necessário pelo menos uma semana. Mas se há cidade que conquista as mulheres pelas compras é Nova Iorque. Meninas, juntem-se e visitem as mega lojas da Victoria Secret espalhadas pela cidade e sintam-se umas verdadeiras 'angels'. Quem gosta de 'Sex And the City' pode visitar a Magnolia Bakery de Greenwich Village para comer um cupcake ou jantar no Sushi Samba tal qual uma Carrie Bradshaw e companhia. As mais sonhadoras podem andar mais uns metros, até à Perry Street, e tirar uma selfie, todas juntas, nas escadinhas do nº 66.

 

 

Madrid

Madrid, Espanha

É a cidade mais festeira desta lista, é perfeita para aquele grupo de amigas que quer uma viagem curta, intensa e de muita animação pelas 'calles' de Madrid. Preparem-se para conhecer a verdadeira noite espanhola. Para isso, basta circular pelas ruas do centro e entrarem nos muito bares que têm à vossa disposição. Não é por acaso que Madrid é a nova 'meca' das despedidas de solteira. Se acordarem muito cansadas, ainda podem relaxar no Parque do Retiro.

Cinco cidades para um fim de semana em grande com os amigos

Seja para uma despedida de solteiro ou uma pausa da vida quotidiana (por vezes com muita influência feminina), o Volto JÁ preparou uma lista de cidades para se visitar com os amigos. Vamos ter em conta a diversão que a cidade oferece, a facilidade no acesso no meio de transporte e, claro está, de despesas leves para nos divertimos à grande e esquecer os problemas da vida por um fim de semana.

 

 

Dublin

Dublin

Começamos na capital irlandesa republicana. Em Dublin, irão encontrar pessoas afáveis e, o mais importante, whisky e (muita) cerveja. Percam-se à noite (mas com cuidado) pelas ruas e certamente irão encontrar os melhores bares para passarem a noite com os amigos. Não é a cidade mais barata desta lista, por isso tenham cuidado, não se percam nas contas. Se querem um pouco de cultura para as vossas namoradas/mulheres não ficarem chateadas, visitem o museu/fábrica da Guiness.

 

 

Roma

Roma

A capital italiana obriga-nos a mais do que dois dias para a visitar, mas o propósito desta lista é passar apenas à frente dos museus/monumentos, por isso um fim de semana é suficiente. Roma é perfeita para aquele grupos de amigos que, com pouco dinheiro, querem fazer a festa. Para isso, aproveitem os 'aperitivos' italianos a partir das 19 horas na zona de Trastevere, porque só pagam o que bebem. Podem aproveitar a tarde para passear nas imediações do Coliseu e sentirem-se uns verdadeiros romanos.

 

 

Kiev

Kiev

Um pouco mais afastado de Portugal, mas é uma cidade que vale mesmo (muito) a pena pelas mulheres que por lá passeiam. Se procuram as mulheres mais bonitas da Europa, quiçá do mundo, elas encontram-se pelas ruas da capital ucraniana. Se querem ver 'Irinas Shayk's' a passear ao vosso lado é aqui que deverão ir. Mais, é uma cidade barata e com museus a céu aberto sobre a guerra soviética, dá para tirar boas fotografias ao lado tanques de guerra.

 

 

Ibiza

Ibiza

Pode ser a cidade/ilha mais esperada desta lista, mas Ibiza é mais do que aquilo que dizem sobre ela. Ibiza tem duas caras: As praias mais badaladas como Santo António ou d'en Bossa, onde encontrarão muita festa na areia, seja de dia ou de noite, ou as mais recatadas como as de Santa Eulalia, perfeita para descansar depois de uma noite nas discotecas Space, Pacha, Privilege, Ushuaïa ou Amnesia. Apesar de serem caras, valem mesmo a pena conhecer pelo menos uma vez na vida.

 

 

Liubliana

Liubliana

Não se deixem enganar pela beleza encantadora da capital eslovena. À primeira vista pode parecer mais indicada para casais, mas aqui irão encontrar mulheres lindíssimas e, acima de tudo, todos os espaços noturnos têm bom gosto e classe. É um cidade barata para a oferta de qualidade dos estabelecimentos de diversão, sejam restaurantes, bares ou discotecas. 

As fotografias que não podem faltar no vosso álbum

Uma das coisas de que não abdicamos em qualquer viagem é a nossa máquina fotográfica. Podemos até levar pouca roupa, ou mesmo poucos acessórios, mas a máquina e os cartões de memória andam sempre connosco. A verdade é que nem sequer faria sentido não trazer as melhores imagens dos sítios que visitamos, nem que estes sejam apenas locais de passagem. Por isso, o número de memórias que temos nos vários álbuns cá de casa é mesmo incalculável! Pelo menos, sabemos que há 5 tipos de fotografias que não podem faltar e que também vos aconselhamos a terem nos vossos álbuns.

 

 

Fotografias do nascer e do pôr-do-sol 

Este género de imagens também é lindíssimo de se guardar, porém, é mais aconselhado para quem gosta especialmente dos fenómenos naturais e fica mesmo à espera que estes aconteçam, quer seja de madrugada ou ao anoitecer. Queremos com isto dizer que, se o nascer e o pôr-do-sol realmente vos fascina, fotografem-nos sempre que puderem, mas de preferência em locais bonitos e especiais, até mesmo para poderem experienciar a mudança de cores que lhes é tão característico.

Provença, França

 

 

Fotografias das cidades/países e da sua cultura

Estas são as fotografias que mais gostamos de tirar, principalmente se formos viajar para alguma cidade icónica ou com grande movimento. Gostamos de preencher os nossos álbuns com pedaços de cultura, de saberes, de vivências. Portanto, nestas viagens, andamos sempre com a máquina e até com o telemóvel na mão, a tentar captar todos os pormenores e todos os elementos característicos e culturais que achamos importante guardar.

Torre Eiffel, Paris

 

 

Fotografias das paisagens naturais

As paisagens também não devem faltar em qualquer álbum fotográfico, sobretudo se viajarem para um país paradisíaco, para descansar do stress e passar aquelas férias bem merecidas, onde pouco há para explorar. E há locais cuja beleza é tão estonteante, que é impossível não ficarmos apaixonados com o que vemos. Chega a ser até difícil voltarmos para casa, sabendo o que certas paisagens naturais nos oferecem. Só nos resta não as deixarmos escapar, guardarmos tudo na nossa cabeça e, claro, na nossa máquina fotográfica!

Monte Fuji, Japão

 

 

 

Fotografias da gastronomia típica dos locais

A gastronomia típica acaba também por fazer parte da cultura de um país ou de uma cidade, portanto, não podia ficar de fora do álbum de memórias. E, se forem verdadeiros apreciadores da gastronomia típica local, ainda mais importantes se tornam estas fotografias. No entanto, se não gostarem de fotografar tudo o que comem (o que é bastante compreensível), guardem apenas o que mais vos marcar e o que fizer mais sentido para vocês. É sempre muito engraçado quando, tempos mais tarde, olhamos para estas imagens e nos recordamos, de imediato, do local a que correspondem!

Gazi, em Melbourne

 

                   

Fotografias de viagens de lua-de-mel

Por fim, também não podemos deixar de referir as fotografias de lua-de-mel, muito românticas e cheias de amor. Bom, no fundo, elas fazem parte das memórias de muitos viajantes, nomeadamente dos recém-casados. Como tal, também temos que lhes atribuir importância. Se já casaram ou estão prestes a fazê-lo, e ainda não sabem muito bem como fotografar a vossa lua-de-mel, devem aproveitar os momentos mais românticos para captarem as melhores imagens, de modo a que possa ficar retratado o amor e o carinho que vos une. Outra sugestão que vos podemos dar é pedirem alguns conselhos aos profissionais que trataram da vossa fotografia de casamento, pois podem dar-vos dicas muito interessantes para conseguirem imagens criativas e muito especiais.

Gold Coast, Austrália

  

 

Os álbuns de fotografia são autênticas preciosidades e têm uma importância vital na nossa vida, por isso, fazemos questão de enchê-los cada vez mais, sempre que voltamos de mais uma viagem. Até porque é através deles que podemos voltar a reviver os momentos fantásticos que passamos pelo mundo fora!

Roteiro para conhecer as melhores praias da Sardenha

Cala Moresca, Golfo Aranci

 

Estas férias foram marcadas com pouco tempo de antecedência, que é como quem diz no mês anterior. Gostamos de saber para onde vamos pelo menos com seis meses de antecedência, mas desta vez quisemos arriscar e saber o que é isso de férias de última hora, também para experimentar.

 

Faltava um mês para as nossas férias e nada, não aparecia nada que se adequasse ao pretendido. Pensamos na Sardenha, mas os voos estavam muito caros. Então pensamos numa viagem de barco desde Barcelona até Sardenha. E assim foi. Levamos o nosso carro até à Catalunha e depois de ferry até Porto Torres. Para os mais sensíveis às ondulações do mar devemos dizer que, caso o apanhem muito agitado, irão sentir o balançar dentro do barco. Por isso, previnam-se com pastilhas contra o enjoo. Lá dentro irão encontrar restaurantes, discoteca, piscina, bar, muitas coisas para se entreterem nestas (pelo menos) 12 horas de viagem em alto mar. Caso a viagem seja feita no período da noite, recomendamos reserva de cabine, para descansarem à vontade e com conforto, ou vão iniciar as vossas férias já com as baterias em baixo.

 

Chegados à Sardenha, em Porto Torres, dirigimo-nos até ao nosso apartamento alugado, perto de Olbia, na bela Costa Esmeralda. Cuidado na estrada porque para os sardos não existem limites de velocidade nem linhas contínuas, tudo serve para ultrapassar-vos. Apesar dos 120 quilómetros que separam Porto Torres de Olbia, demoramos cerca de duas horas a lá chegar, devido às más condições de estrada. Por isso preparem-se e conduzam com cuidado.

 

Já instalados no Vila Sole Ruju, o nosso anfitrião rápido tentou integrar-nos com dicas de praias e restaurantes. Aqui ele não falhou e seguimos as suas recomendações. Como já vos dissemos no texto anterior sobre a Sardenha, esta ilha é para os amantes da praia, por isso o melhor é escolherem uma base como fizemos (duas também serve o propósito é claro) e pegarem no carro para explorar as praias.

 

Este roteiro servirá para contar as impressões de cada praia que visitámos. Tenham em atenção que só explorámos o norte da ilha. Segue então a nossa lista por ordem de visita. Nota que visitávamos duas praias por dia.

 

Spiaggia Del Principe

Spiaggia Del Principe

 

Foi o nosso primeiro contato com as praias da Sardenha e ficamos logo satisfeitos com a nossa escolha de destino para as férias de verão. Uma praia tranquila, areia branca e mar turquesa.

 

Spiaggia Rena Bianca (Olbia)

Spiaggia Rena Bianca (Olbia)

 

Depois de termos ido à primeira praia, esta ficou um pouco aquém das nossas expetativas. Não é de visita obrigatória, mas não deixa de ser uma boa praia para famílias.

 

Spiaggia Le Farfalle

Spiaggia Le FarfalleSpiaggia Le Farfalle 

Esta descobrimos por acaso. Seguimos os carros à nossa frente e deparamo-nos com esta maravilha da Sardenha. Esta é uma praia exclusiva e secreta na Sardenha. É de visita obrigatória, até pelas paisagens magnificas. Se Leonardo di Caprio tivesse encontrado "A Praia" na Sardenha, seria esta sem dúvida.

 

Spiaggia Cala Brandinchi

Spiaggia Cala BrandinchiSpiaggia Cala Brandinchi

 

É a pérola da Costa Esmeralda, rica em diversidade, mas também com muita afluência de pessoas. Quando chegarem à Cala Brandinchi vão encontrar duas zonas distintas, explorem as duas que valem muito a pena. É daquelas praias onde podem andar metros e metros que não deixarão de ter pé.

 

Spiaggia Rena Bianca (Santa Teresa di Gallura)

Spiaggia Rena Bianca (Santa Teresa di Gallura)

 

Devemos confessar que foi a nossa preferida e esse sentimento começa logo antes de colocarmos os pés na areia. A chegada à praia é deslumbrante (como podem ver na foto) e, apesar de ser pequena, é aconchegante, envolvente e ao mesmo tempo familiar. Gostamos tanto que foi a única que mereceu uma segunda visita.


Stintino Spiaggia La Pelosa

Stintino Spiaggia La Pelosa

 

O cartão-postal da Sardenha. Mar transparente (aliás como todas as praias na Sardenha) e infinito, apenas com um torre de decoração no meio da água. Por ser das mais conhecidas é também muito frequentada. Sabíamos que era mês de julho, pico das férias de verão, mas foi a única praia em que a grande quantidade de pessoas nos incomodou.

 

Spiaggia Sos Aranzos

Spiaggia Sos Aranzos

 

Não temos muito a dizer sobre esta praia. Como já tínhamos visitado tantas praias maravilhosas demo-nos ao luxo de dizer ‘esta não é tão boa’. Mas, agora, olhando para trás, percebemos que estávamos mesmo a ser exigentes. Ainda assim, não é uma praia que mereça uma viagem propositada até lá.

 

Cala Moresca (Golfo Aranci)

Cala Moresca, Golfo Aranci

 

Já esta é completamente o contrário. É daquelas de difícil acesso, irão apanhar muito pó até lá chegar, mas vale realmente a pena. É muito pequena e tem muitas rochas dentro de água, que conferem um cenário idílico para as fotografias, com os iates à vossa frente a ajudar. Vale mesmo muito a pena. Aqui foi onde sentimos que a água estava menos quente.


La Spiaggia Bianca (Golfo Aranci)

La Spiaggia Bianca (Golfo Aranci)

 

Uma praia razoável da Sardenha, que vale a pena pelo bar/restaurante na praia. A partir das 19 horas é ‘happy hour’ e não deixem de ter um momento mais irreverente: peguem nos vossos mojitos ou caipirinhas e relaxem ao som da música que o bar vos oferece. Como bónus, e como estão em Itália, ao pedirem uma bebida os funcionários do estabelecimento oferecem-vos um prato de aperitivos.

 

Isola Di Spargi e Isola Di Santa Maria, Arcipelago Della Maddalena

Isola Di Santa Maria, Arcipelago Della Maddalena

 

Reservamos o último dia da nossas férias para algo que não somos propriamente amantes. Fazer uma excursão pelo afamado Arcipelago Della Maddalena. Temos de dizer que as praias são estonteantes, de um mar com uma cor formidável, e que aproveitamos a nossa viagem ao máximo, mas por estar tanta gente nas praias e por termos horas marcadas para permanecer em cada local, não conseguimos realmente desfrutar daquilo que esta ilha nos pode oferecer. Contudo, é de visita obrigatória e não vai deixar ninguém desiludido. Podem optar por fazer excursão de barco, tal como nós, ou atravessar de ferry e explorar à vossa vontade de carro.

 

Tenham em atenção que a maior parte das praias tem estacionamento pago.

 

Quanto a cidades ou vilas, visitem Alghero ao pôr do sol e aproveitem para jantar por lá. Não é uma cidade espetacular, mas tem mais carisma que Olbia e transmite mais segurança ao turista. Claro que se estão na Sardenha não vão querer deixar de visitar a badalada vila de Porto Cervo. Apesar de ser construída para agradar à classe alta, merece muito a visita, pois é diferente de tudo o que visitaram até então. E de vez em quando temos de espreitar a forma como vivem os ricos e famosos.

 

Agriturismo Stazzu li Paladini 

Para terminar, não deixem mesmo de jantar num Agriturismo, algo muito típico na Sardenha, que passa por um desfile de inúmeros pratos num local de turismo rural. É obrigatório. Nós fomos ao Agriturismo Stazzu li Paladini.

 


Informações da viagem
Mês da viagem: Julho de 2016
Orçamento para estes sete dias: Aproximadamente 800 euros por casal (para despesas de refeições, compras de supermercado, gasóleo);
Como chegámos lá: De carro até Barcelona e depois de Ferry (Grimaldi Lines) para Porto Torres. O bilhete de ida e volta de barco custou 225€ por pessoa, com lugar para o carro e cabine para dormir na viagem de ida.
Preço médio da refeição: Se for em restaurante, com entrada, prato, copo de vinho e sobremesa, pagam aproximadamente 20 euros por pessoa;
Alojamento: Apartamento na Vila Sole Ruju, perto de Olbia, reservado previamente no Homewawy. Custou 500€ para sete noites.

Oito restaurantes pelo mundo que tem de conhecer para ficar mais feliz

Quem não gosta de desfrutar de uma boa refeição quando se encontra de férias? Por vezes, as recomendações não vão ao encontro daquilo que pretendemos e nem sempre correm bem.

 

Para facilitar as vossas viagens, escolhemos oito restaurantes pelo mundo com o selo de presença e qualidade do Volto JÁ. Temos a certeza que não irão desiludir os amantes da boa comida, tal como nós.

 

Kong (Paris)

Kong (Paris) 

É daqueles restaurantes que serve de aquecimento para uma grande noite. O Kong fica situado bem no centro de Paris e com umas vistas fantásticas para o Rio Sena. É jovem, divertido, descontraído e com gente bonita. Depois do jantar podem perder a cabeça no bar com o mesmo nome, que fica umas escadas abaixo deste magnifico espaço. Peçam sempre um lugar perto da janela e desfrutem da magia das luzes de Paris na primeira fila.

 

Le Bistrot d' Aurelie (Bordéus)Le Bistrot d' Aurelie (Bordéus)

Continuamos em França e este é um restaurante mais discreto, situado no centro de Bordéus, acolhedor e sossegado, perfeito para um jantar descontraído. Tudo é delicioso no menu, assim como as opções de vinhos. O espaço pode não parecer sofisticado como o menu, mas acreditem que é um tiro certeiro durante um passeio nesta 'deliciosa' cidade francesa.

 

L' Avenue (Paris)

 L' Avenue (Paris)

Voltamos à capital francesa e este é daqueles restaurantes que queremos visitar para nos sentirmos bem. Um dos espaços mais bem frequentados de Paris e onde toda a gente quer ver e ser vista. Desfrutem de uma refeição durante o almoço, na esplanada se possível, e peçam um cocktail enquanto comem, por exemplo, uma lagosta, uma escolha certeira.

 

Shangri-La (Sidney)

Shangri-La (Sydney)

Vamos ser sinceros, vale mais pela vista e experiência do que pela comida. Atenção, a comida é ótima e o staff muito atencioso, mas com aquelas vistas fica difícil dar atenção a outras coisas. Fica estrategicamente no topo de um dos prédios mais altos de Sidney, com vistas para a Casa da Ópera. Antes do jantar, relaxem no bar situado mesmo ao lado.

 

Fig&Olive (Nova Iorque)

Fig&Olive (Nova Iorque)

Uma das grandes surpresas em Nova Iorque. Quando pensávamos que já não havia mais nada de surpreendente nesta cidade americana, deparamo-nos com um dos restaurantes mais fascinantes que já visitamos. Tem um ótimo balcão para se tomar um 'drink' antes do jantar e há um 'DJ' para animar a vossa refeição.

 

 Fish Bank (Tóquio)

Fish Bank (Tóquio)

As ruas de Tóquio podem ser cansativas, com muito ruído dos jogos arcade e luzes fluorescentes. Por isso é que existe o Fish Bank, indicado para uma romântica pausa a dois. No 41.º andar de um edifício na zona mais executiva da cidade, este restaurante oferece-nos aqueles parênteses que precisamos depois de uns bons passeios pela cidade. Não deixem de experimentar também o bar. Os funcionários são muito atenciosos, não tivessem eles herdado o civismo tão típico do Japão.

 

Sushi Leblon (Rio de Janeiro)Sushi Leblon (Rio de Janeiro)

Não poderia faltar um restaurante de sushi nesta lista e optámos por aquele que reúne vários pontos positivos. Ambiente descontraído, mas elegante ao mesmo tempo, e peixe de excelente qualidade. Mas os combinados são os reis do carnaval deste Sushi Leblon. Uma autêntica experiência degustativa. Não deixem de experimentar o combinado com ovo de codorniz.

 

Medusa (Viena)

Medusa (Viena)

Fechámos esta lista com a nossa melhor experiência gastronómica pelo mundo. O Medusa, em Viena, é 'o perfeito' desta lista. Decoração bonita e sofisticada, comida ao mais alto nível, ambiente jovem e elegante e aquela música 'eletrónica-ambiente' que tanto gostámos enquanto desfrutamos da nossa refeição. O staff do Medusa sabe aconselhar os clientes e acertaram em tudo com as suas recomendações. No bar, no piso de cima, irão encontrar um bartender que vos aconselhará o melhor cocktail para terminar a noite. Se querem ter uma noite ainda melhor, antes de entrar no Medusa, vistam os vossos melhores fatos e vejam uma peça na Casa de Ópera.

O guia para percorrer a ilha mais bonita da Europa. Eis a Sicília!

Praia de San Vito lo Capo

 

Antes de começarem a ler o nosso roteiro para a Sicília não deixem de espreitar, caso não o tenham feito, a nossa impressão sobre este ilha fantástica no mediterrâneo. Este guia serve para ajudar na vossa visita à Sicília e vamos explicar passo a passo, com a ordem exata dos pontos de paragem das cidades e praias. Mas já sabem, deixem-se levar pela calor siciliano e percam-se nesta aventura que é viajar pelas mais belas praias da Europa.

 

Taormina (desde Catânia são 55 quilómetros. Ficamos hospedados duas noites)

 

Chegamos ao aeroporto de Catânia por volta das 22 horas, jantamos algo rápido e partimos de imediato para Taormina, até porque o ambiente ao redor do aeroporto não é o mais favorável para quem está a começar umas férias de verão. Mas calma, não se assustem, não há razões para entrar em pânico.

 

Taormina é uma cidade muito bonita que fica no topo de um rochedo gigante em forma de cone. A cidade é muito iluminada, conferindo um charme típico do glamour italiano. É ordenada mas também apertada, ideal para estacionar o carro e passearem a pé pelo movimentado centro da cidade e deixarem-se deslumbrar com as vistas desde o topo de Taormina.

 

Ficamos hospedados no Hotel Villa Greta, um alojamento muito simpático com umas vistas espetaculares para o vulcão Etna e para o mar. Logo na primeira noite ficamos na varanda do Villa Greta a sentir aquele típico calor de noite de verão, acompanhado de um bom copo de vinho da região e hipnotizadas pelo vermelho da lava que escorria do vulcão.

 

No dia seguinte, fomos jantar ao Arco dei Cappucini, muito bonito mas também caro. Não comemos mal, mas não se justificou os 100 euros (refeição mais do que completa) que pagamos. Há imensos restaurantes, muitos turísticos que servem refeições mais acessíveis, mas são isso mesmo, turísticos. Podemos dizer que Taormina é o Mónaco da Sicília.

 

Isola Bella

 

Quanto a praias perto de Taormina, não deixem mesmo de passar um bom tempo na Isola Bella (praia com características muito próprias e para os que não se deixam intimidar com as pedras em vez de areia) e ainda Giardini-Naxos, onde poderão contar com bom ambiente e música enquanto desfrutam das vistas, agora doutra perspetiva, para Taormina.

 

Vulcão Etna

 

Para os mais aventureiros, subam até ao Monte Etna para encontrarem o maior vulcão ativo da Europa. Subam de carro até onde der (há excursões que vos levam até lá, mas como tínhamos alugado carro optámos por usufruir dele) e explorem a zona. Se não estiverem com as contas muito apertadas, por 60 euros podem ir até ao topo do vulcão. Fomos porque nunca tínhamos subido a um vulcão e não nos arrependemos da experiência, mas fica ao vosso critério. E desenganem-se se acham que vão chegar bem perto do centro da ação, não vão ver lava nem nada que se pareça, mas podem contar com alguns ruídos de pequenas explosões que já dá bem para soltar a adrenalina. No topo do vulcão está mais frio, podendo chegar a atingir temperaturas negativas, por isso, se pensarem em subir até ao ponto mais alto, agasalhem-se. Enquanto lá estávamos, nevou, para grande excitação nossa! Quantas vezes imaginaram estar no topo de um vulcão, ativo, enquanto nevava?

 

Catânia (desde Taormina são 55 quilómetros)

 

Só passamos lá uma tarde. É uma grande cidade, bastante industrial e com todo aquele peso dramático de uma cidade grande, algo que não queríamos para as nossas férias de verão. Mas como ficava a caminho da nossa próxima paragem aproveitamos a praia, que é grande e com água bastante quente. Acho que vale a pena mesmo se for só de passagem.

 

Siracusa (desde Catânia são 68 quilómetros. Ficamos hospedados uma noite)

 

É uma cidade mesmo agradável para se passear, com muita gente na rua à noite, aliás como em toda a Sicília. Há poucos bares, mas aproveitem para passear pela cidade velha, vale mesmo a pena. Há também bastantes ruínas de construções gregas e romanas para visitar no centro e arredores da cidade, mas se gostam de ruínas, esperem pelo vem por aí. Quanto a gastronomia, um restaurante imperdível, conselho de um local: Sicilia in Tavola. Comemos massa de frutos do mar, deliciosa, mas percebemos que tudo lá era bom. Aproveitem para beber vinhos do Monte Etna, apostem nos brancos, até para refrescar. Ah, e não podem sair da Sicília sem provar uns belos de uns cannoli!

 

Reserva natural de Vendicari

 

Na viagem entre Siracusa e Sciacca, paramos na reserva natural de Vendicari. Saimos um pouco da rota, mas a aventura vale a pena. Tivemos que deixar o carro numa zona de estacionamento e andar cerca de um quilometro até à praia. É uma praia com água muito quente e que mais parece uma piscina. Andámos, andámos, andámos e nunca deixámos de ter pé. É possivelmente a água mais transparente da Sicília. De seguida, fizemo-nos novamente à estrada e ainda antes de chegarmos a Sciacca, paramos em Agrigento. Obrigatório visitar o Valle Dei Templi! Se puderem façam-no no crepúsculo.

 

Valle Dei Templi, Agrigento

 

Sciacca (desde Siracusa são 270 quilómetros. Ficamos hospedados uma noite)

 

É uma cidade pequena, com um bom ambiente de festas populares, trazendo muito movimento à rua, de dia e de noite. Procurem o bar shoteria e todos os bares ao lado. Nesta zona não tivemos muita sorte com as praias, uma delas foi Mazzaro del Vallo, é bom para se refrescarem apenas.

 

Trapani (desde Sciacca são 71 quilómetros. Ficamos hospedados duas noites)

 

Uma das cidades mais espetaculares da Sicília, havendo muita coisa para ver nesta zona. Come-se muito bem, e o cheiro dos restaurantes costuma atrair os clientes. Trapani é (mais) uma cidade com muita movimentação à noite, com imensos restaurantes e bares frequentados por gente jovem e muitas, mesmo muitas, gelatarias.

 

Vila de Erice

 

Uma das desilusões desta zona foi mesmo Erice, vila na qual depositávamos muitas expetativas. É engraçadinha, mas deserta. De qualquer maneira dêem lá um salto, podem ter outra opinião.

 

Aqui, perto de Trapani, vão encontrar um grande número de praias fabulosas, diríamos até que as cinco que vamos anunciar são mesmo imperdíveis para quem está a pensar visitar a Sicília.

 

Reserva Natural de Zingaro -Tal como Vendicari, há que estacionar o carro e explorar a zona até chegar à primeira praia, que é deslumbrante. Nós paramos logo por ali, porque ainda se anda um bocado até lá chegar, mas se forem com tempo podem alongar a caminhada e explorar outras praias. Por ser uma reserva natural, tem um custo de entrada 5 euros mas válido para todo o dia.

 

Reserva Natural de Zingaro

  

Scopello – É a praia mais bonita que alguma vez o João viu. Preferimos ser assim curtos, porque achamos que é o suficiente. Paga-se 3 euros para desfrutar da zona.

 

Scopello

 

San Vito lo Capo – É a praia mais completa de toda a ilha. É a Copacabana da Sicília. É animada e com um areal extenso e um cenário de arrasar. Vamos dar um aviso que serve para todos os locais onde pensem estacionar o carro, no entanto, nós vamos usar este texto para o dizer porque fomos multados em San Vito lo Capo. Cuidado ao estacionar, olhem sempre para as placas e para os horários em que é permitido deixar lá a viatura. Quando voltamos não tínhamos carro, tinha sido rebocado, e não queiram chatear os funcionários das empresas de reboque, eles podem nem entender-vos.

 

Castellamare del Golfo - Uma praia agradável que vale a pena conhecer por ser tranquila e por ter muito espaço, sentindo-se o contato com a natureza verdejante.

 

Falando novamente de gastronomia, aqui provámos outra das especialidades sicilianas: brioche com gelado. Parece estranho mas é delicioso! Para ser o mais siciliano possível, optem por gelado de pistácio.

 

San Vito lo Capo

  

Mondello – Como não chegamos a alojar-nos em Palermo, fomos de carro apenas até Mondello. É uma praia com a água cristalina e areia muito branca. Foi uma das surpresas das férias, pelo facto de se encontrar tão perto da capital da Sicília.

 

Mondello

  

Depois destes belos dias partimos em direção ao aeroporto de Trapani, mas isso não significava o fim das nossas férias. Tal como aconselhámos no texto de introdução à Sicília, colem esta viagem, se conseguirem, a uma visita a Roma, é a combinação perfeita.

 

Informações da viagem
Mês da viagem: Julho de 2014
Orçamento para estes setes dias: Aproximadamente 800 euros por casal (para despesas de refeições, transportes, gasolina, bares e entrada em atrações);
Como chegámos lá: Avião Ryanair de Porto-Milão-Catânia e regresso Trapani-Roma-Porto, com um custo de 70 euros por pessoa (ida e volta);
Aluguer de carro: Previamente alugado através da Rentalcars na Europcar: 260€ para os sete dias de viagem, com recolha em Catânia e depósito em Trapani;
Preço médio da refeição: Se for em restaurante, com entrada, prato, copo de vinho e sobremesa, pagam aproximadamente 25 euros por pessoa;
Alojamento: Hotel Villa Greta, Taormina, 140€ por duas noites, com pequeno almoço,
Le Grand Bleu Siracusa, Siracusa, 44€ por uma noite, com pequeno almoço,
Locanda Al Moro, Sciacca, 65€ por uma noite, com pequeno almoço,
B&B Drepanum, Trapani, 130€ por duas noites, com pequeno almoço

Sardenha, a ilha para os amantes de praia

Spiaggia Cala Brandinchi

 

Ai a Sardenha, a Sardenha... Durante muito tempo povoou nos nossos pensamentos depois de vermos as suas belas praias nos programas de viagens ou quando folheávamos revistas cor de rosa e víamos o Cristiano Ronaldo no seu iate em pleno mar da Sardenha e rapidamente mudávamos de canal ou fechávamos a revista porque estávamos a sonhar alto e caro…

 

Ora bem, estamos cá para desconstruir essa ideia de que ir até à Sardenha é caro. Mas essa informação fica para o nosso roteiro, que iremos publicar brevemente. Agora, queremos explicar, afinal, o que significa férias na Sardenha.

 

Sabem aquele momento do ano em que estamos sentados à frente de um computador a trabalhar (aposto que o estão a sentir agora), com mais de 35 graus lá fora, exploramos o Facebook ou o Instagram dos amigos e vemos fotos da praia e ficamos com raiva: “Dava tudo para ir de férias e não fazer nada!” Bem, isso é mais ou menos a Sardenha. Os italianos inventaram a expressão 'dolce fare niente' e só não foi inventada na Sardenha porque assim teria de ser o 'salato fare niente', isto porque a água do mar na Sardenha é extremamente salgada. Mas a verdade é que Sardenha é sinónimo desta formula = acordar, comer, praia, mar, comer e dormir. Mais ou menos isto para simplificar.

 

Na Sardenha, esqueçam os monumentos e os museus porque lá ninguém quer perder o seu tempo com filas, trânsito e ficar vestido e calçado. Na Sardenha só precisam de uns calções de banho/biquíni e uma toalha. Isto sim é a Sardenha. Acho que já ficou explicito que esta ilha serve apenas para desfrutar das praias, certo?

 

E então as praias, como são, perguntam vocês? Vale a pena ir para a segunda maior ilha do mediterrâneo apenas para ir à praia? Vale sim, e muito! Visitar as praia da Sardenha é como alguém vos deixar entrar num stand da Porsche e terem a possibilidade de escolherem um carro diferente para cada dia. Pelo facto de se tratar de uma ilha vão encontrar inúmeras praias ou calas e como têm um tempo limitado (falamos para aqueles que tiraram uns dias de férias e não para os que querem ficar lá a viver) terão de escolher que praias visitar.

 

Antes de partirmos para a Sardenha, em julho de 2016, pesquisámos em blogues a melhor zona para montar o nosso quartel general e percebemos que a Costa Esmeralda (no noroeste da ilha) reunia consenso entre os utilizadores. Não é uma ilha grande (se partirmos do ponto mais a Este até ao sentido contrário são cerca de 200 quilómetros) e apenas um alojamento serviu os nossos interesses, uma vez que a parte Norte da Sardenha é a mais visitada. Contudo, a Sul há bastantes praias interessantes como depois constatamos à chegada, mas como tínhamos o tempo contado não deu para ver tudo. Quem puder não deixe de visitar.

 

Todas as praias são fantásticas e fica difícil escolher qual a melhor. Para perceberem o que estamos a tentar dizer, achámos que esta era a praia mais ‘fraca’ de todas… Com este mar azul e areia branca….

 

SOS Arazos

 

Queremos dizer com isto que, depois de visitar tantas praias bonitas, a nossa exigência vai aumentando consoante a nossa permanência na ilha. Pois tenho a certeza que toda a gente acha que esta (na foto SOS Aranzos) é uma praia bonita, mas quando se lá está, e depois de visitar tantos sítios mágicos e paradisíacos, a nossa perceção muda completamente, acreditem.

 

Na Sardenha, arrisquem na procura das vossas praias e escolham dois ‘spots’ diferentes por dia, assim conseguem visitar muita coisa e acreditem que não vão ficar cansados, até porque é só levantar de uma praia e ir para outra logo de seguida! Podemos recomendar três, apenas porque são as mais conhecidas da ilha. La Pelosa-Stintino, Rena Bianca (Santa Teresa di Gallura) e a Cala Brandinchi, em San Teodoro.

 

Quanto a cidades não vale a pena perderem muito tempo, somos o mais sinceros possível, e dizemos isto com pena, mas podemos dizer que Alghero é simpático, por isso aproveitem para ir lá jantar quando visitarem a praia de La Pelosa, fica perto.

 

Quanto à gastronomia sarda, também não podemos dizer grande coisa. Para terem uma ideia, a maior parte dos doces vêm da ilha ao lado, da Sicília, por isso nem eles acreditam no poder da sua gastronomia. Mas como estão numa ilha aproveitem o que de melhor se pode extrair do mar. Comam peixe na brasa em Golfo Aranci (Costa Esmeralda) ou percam a cabeça e jantem ao lado de grandes iates em Porto Cervo e não deixem de se enfartar com uma típica refeição num Agriturismo, bastante típico na Sardenha. São estas as nossas três recomendações gastronómicas. Nas restantes refeições, aproveitem a praia ao máximo e levem umas sandes ou uma saladas.

 

Como vêem, todos os caminhos da Sardenha levam até ao mar. E por falar em caminhos, uma advertência, cuidado na estrada. Para os sardos não existem linhas contínuas ou limites de velocidade e as estradas são como a ilha, bastante selvagens e ‘naturais’.

 

A Sardenha não é memorável ou única, mas vale pelas ótimas experiências de verão. Lembram-se de quando eram jovens e tinham férias de verão? Acordar, comer e praia? Pois, é esse o estilo da Sardenha. Se estão a precisar de voltar aos vossos anos de juventude então está encontrado o vosso destino de verão.

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