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volto já

para quem pertence a vários lugares

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Roteiro: A fantástica Nova Iorque que brilha mais durante o Natal

Natal em Nova Iorque

 

Se há cidade que fica bem com o Natal essa é Nova Iorque. Durante anos fomos invadidos por filmes natalícios com a cidade norte-americana como pano de fundo, chegando mesmo a dividir o espaço com os protagonistas. Com base nisto e como acreditamos que um viajante só poderá começar a intitular-se como tal se visitar a cidade que nunca dorme, fomos à procura da magia.

Partimos do Porto, fizemos uma pausa em Frankfurt e chegamos ao aeroporto Internacional de Newark já ao final da tarde. Para chegar ao nosso alojamento colocamo-nos numa ordeira fila, dissemos o nosso destino, deram-nos um papel com o valor da viagem (50 dólares) e esperamos pelo táxi. Claro que existem opções mais baratas, como o sistema de monotrilhos, conhecido como AirTrain Newark, que faz a ligação entre o aeroporto e a rede de comboios/metro de Nova Iorque.

 

Sky City Apartments at Riverfront North, em New JerseyCRÉDITOS: SKY CITY APARTMENTS AT RIVERFRONT NORTH

 

Como o nosso alojamento se tratava de um apartamento privado, o taxista viu-se aflito para o encontrar e tivemos de ser nós a procurá-lo, tanto no GPS como a perguntar nas recepções de hotéis. Terminado este percalço, encontramos o nosso apartamento e podemos dizer que foi o melhor espaço onde já ficamos hospedados até hoje. Chama-se Sky City Apartments at Riverfront North, fica perto do porto de New Jersey, com vistas privilegiadas para o World Trade Center e a uma paragem de comboio de Manhattan. Em suma, recomendamos de olhos fechados e podem ter a certeza que não se vão arrepender. Um apartamento moderno e bem decorado. Nas redondezas há supermercados, restaurantes, centros comerciais, parques, tudo o que precisam.

O que visitar


Antes de pisarem solo nova-iorquino, passem pelo site do city-pass e por cerca de 110 euros podem ter acesso fácil e rápido às seis maiores atrações da cidade: Empire State Building, Museu Americano de História Natural, The Metropolitan Museum of Art, Deque de Observação do Top of the Rock ou Museu Guggenheim, Estátua da Liberdade e Ilha Ellis ou Cruzeiros da Circle Line e Memorial & Museu do 11 de Setembro ou Museu Intrépido do Mar, Ar & Espaço. Nós deixamos de fora os Cruzeiros da Circle Line e o Museu Intrépido do Mar, Ar & Espaço, tendo comprado à parte o acesso ao Guggenheim, que na nossa opinião fica um pouco aquém das expetativas. Tivemos a mesma impressão no MoMA, mas isto porque não somos grandes amantes de arte moderna e contemporânea.

 

 

Rockefeller centre christmas treeCRÉDITOS: DR

 

Algo que também nos deixou desapontados foi a visita à Estátua da Liberdade e a Ilha Ellis, mas já sabem que o nosso espírito e as elevadas expetativas condicionam a forma como vemos e queremos ver as coisas e isso aconteceu-nos em grande parte das atrações.

Na altura em que visitamos Nova Iorque, o museu do Memorial do 11 de Setembro ainda não estava terminado, daí não termos conseguido contemplar na totalidade o espaço que foi dedicado a uma das páginas mais marcantes da história contemporânea. Mesmo assim, a árvore que resta de pé no memorial não deixa ninguém indiferente.

 

Rockefeller centre christmas treeCRÉDITOS: DR

 

Não deixem também de passear pelo High Line Park, em Chelsea, um parque suspenso sobre a cidade de Nova Iorque, que outrora era ocupado por linhas de comboio. Por falar em suspenso, é obrigatório passear a pé pela Brooklin Bridge, inesquecível.

Outros três locais de visita obrigatórios são o Grand Central Terminal, a Public Library of New York e, claro está, o Central Park.

O que mais gostamos


Uma subida ao Empire State Building ao final de tarde e outra à noite no Deque de Observação do Top of the Rock marcam completamente a vossa viagem. Aliás, a vossa visita a Nova Iorque nunca ficará completa se não subirem ao topo destes dois emblemáticos edifícios para se deslumbrarem com Nova Iorque aos vossos pés. Evitem é fazê-lo em dias de fim-de-semana, a menos que queiram enfrentar filas de espera de mais de três horas.

 

 

Rockefeller centre christmas treeCRÉDITOS: DR

 

Outra experiência que adoramos e recomendamos a todos os que nos pedem dicas e conselhos, é assistir a uma peça na Broadway. Aproveitem os bilhetes de última hora porque ficam mais baratos. Contudo, ficam à mercê da disponibilidade. Queríamos ver o Rei Leão e acabamos por ver o Spider-Man: Turn Off the Dark. Simplesmente espetacular e vivemos cada minuto da peça. Ao sair, nada melhor do que comer um cachorro-quente em plena Times Square e ficar a olhar para as centenas de ecrãs de publicidade que rodeiam a praça mais famosa do mundo.

Sair à noite


Se a cidade é apelidada de ‘a que nunca dorme’, tem de haver muitas razões para estar acordado a noite toda. Nas seis noites que ficamos em Nova Iorque, fomos a alguns espaços noturnos, privilegiando quase sempre as vistas que nos ofereciam. Por isso, para aquecer podem passar pelo rooftop do Gansevoort e terminar a noite no The 40/40 Club. Noutra noite podem dedicar-se inteiramente ao espaços de lazer do Hotel The Standard High Line, começando pelo bar The Top Of The Standard, passando depois para o espetacular rooftop Le Bain. Reservem também uma noite para assistir a um espetáculo de jazz num dos muitos clubes dedicados a esse tipo de música espalhados pela cidade, mas se quiserem seguir a nossa dica passem pelo Blue Note.

Os restaurantes


Em Nova Iorque sejam norte-americanos e deliciem-se com os melhores hambúrgueres da cidade no Bill’s Burguer. Há vários espalhados pela cidade, mas em qualquer um deles, não se esqueçam de pedir como acompanhamento um milkshake de gingerbread. Usem a desculpa perfeita e poupem uns trocos ao comer em grandes cadeias de fast food como o Shake Shack, assim podem dizer que experimentaram comida local.

 

 

Rockefeller centre christmas treeCRÉDITOS: DR

 

O Fig & Olive foi uma das grandes surpresas em Nova Iorque. Quando pensávamos que já não havia mais nada de surpreendente, deparamo-nos com um dos restaurantes mais fascinantes que já visitamos. Tem um ótimo balcão para se tomar um 'drink' antes do jantar e há um 'DJ' para animar a vossa refeição. Ainda hoje está na nossa lista de melhores restaurantes do mundo.

Método de transporte


Tal como dissemos anteriormente, ficamos hospedados nas margens de New Jersey, com acesso fácil ao PATH, um comboio rápido que nos levava até Manhattan. Lá deslocávamo-nos maioritariamente a pé de um sítio para o outro, mas também no próprio PATH. Claro que existe sempre o metro da cidade, que requer muita atenção lá em baixo para não se perderem.

O Natal em Nova Iorque


A cidade ganha outra vida nesta altura do ano. Parques bem decorados, lojas preparadas para receber os enfeites e iluminação, mas há um local que se torna mágico no Natal, o Rockefeller Centre. Tudo à volta é espetacular e remete-nos para filmes, como Sozinho em Casa 2, com a sua árvore gigantesca e a enorme pista de gelo.

 

 

Rockefeller centre christmas treeCRÉDITOS: DR

 

Quando já tínhamos perdido a esperança de sentir a neve em Nova Iorque, eis que no último dia ela apareceu como que a despedir-se de nós. Tudo em Nova Iorque é grandioso e esta quadra natalícia ganha outras proporções. Uma excelente altura para visitar a "big apple".

 


 

Notas

Preço médio da refeição: 50 euros por pessoa, com entrada, prato, sobremesa, copo de vinho e café em restaurante. Se for em cadeias de fast food fica entre 10 e 15 euros.

Orçamento para os sete dias: Aproximadamente 2000 por casal para compras (muitas), refeições e transportes.

Como chegámos lá: Voo da Lufthansa, tendo custado 500 euros ida e volta;

Mês escolhido: dezembro

Alojamento: Sky City Apartments at Riverfront North, tendo custado 800 euros as seis noites, sem refeições incluídas.

Desde monstros a bodes de palha, as imagens das diferentes tradições natalícias pelo mundo

Krampus na Áustria

 

O Natal é provavelmente a festa cristã mais aguardada do ano. Nesta altura, esquecem-se rancores, enfeita-.se casas e cidades e deixa-se o melhor de nós vir ao de cima. Tudo isto, aliado a carta branca para duas semanas de docinhos sem sentimento de culpa. Assim, é o Natal para nós. Mas como será o Natal no resto do mundo? Aqui ficam algumas curiosidades e costumes praticados em diversos países do globo.

 

Suécia

Julbock, bode de Natal

O Julbock, bode de Natal, é um dos maiores símbolos natalícios dos países escandinavos. Desde 1966 que uma representação do Julbock com 13 metros de altura, feita de palha, tem sido colocada na praça do castelo na cidade de Gävle, como decoração natalícia. Esta tradição deu início a uma outra, em que a população tenta incendiá-lo, tendo já sido bem sucedida 26 vezes em 50 anos de história.

 

Dinamarca

Um dos doces típicos de Natal é o arroz doce (Risengrød), ao qual é adicionada uma amêndoa inteira. Segundo a tradição, a pessoa a quem calhar a amêndoa, recebe a "Mandelgave", um pequeno presente, como por exemplo um brinquedo.

 

França

No Natal, deixamo-nos inundar de bons sentimentos, motivo pelo qual os franceses têm a tradição de perdoar os "inimigos" no dia 25 de dezembro, indo até casa deles e brindando com vinho.

 

Islândia

Nas 13 noites que antecedem o Natal, 13 "duendes" conhecidos como Jólasveinarnir visitam as crianças do país. Estas deixam os seus sapatos nas janelas e a cada noite, um duende diferente passa e deixa presentes aos bem comportados e batatas podres aos mais traquinas. 

 

Venezuela

Na véspera de Natal, é tradição as famílias irem à missa, algo bastante comum noutras partes do mundo, contudo, na Venezuela deslocam-se até à igreja... de patins! Este costume é tão popular, especialmente entre as crianças da cidade de Caracas, que neste dia as ruas são fechadas ao trânsito.

 

Japão

No Japão come-se no KFC

Apenas cerca de 2% da população é cristã, pelo que a celebração do Natal nunca teve muita expressão no país. No entanto, desde 1974 surgiu uma nova tradição, devido a uma campanha publicitária da cadeia KFC, tornando-se estes restaurantes o local de eleição para a consoada de Natal. A procura é tanta que chega a ser necessário reservar com meses de antecedência.

 

Alemanha

Neste país europeu, a celebração do Natal é muito forte, começando logo a 6 de Dezembro com o Nikolaustag, o dia de S. Nicolau, aquele que é segundo a igreja a figura mais próxima do Pai Natal. Neste dia, São Nicolau sai pelas ruas, distribuindo doces e goluseimas nos sapatos das crianças bem comportadas. 

 

Áustria

Já na Áustria, além da figura do São Nicolau, existe o Krampus, um monstro cuja tarefa é precisamente a oposta, castigar as crianças mal comportadas. Assim, na noite de 5 de Dezembro, é comum os jovens mascararem-se de Krampus e saírem pelas ruas com correntes e sinos, a "aterrorizar" os miúdos.

 

Filipinas

Na cidade de San Fernando, a "capital do Natal das Filipinas", realiza-se todos os anos no sábado anterior à véspera de Natal, o Festival das Lanternas (Ligligan Parul Sampernandu). Inicialmente eram feitas de papel e iluminadas por velas, mas atualmente o festival tem tanto impacto que as lanternas são enormes e iluminadas por lâmpadas que brilham com padrões caleidoscópios.

 

Reino Unido e EUA

Beijo debaixo do azevinho 

Quantas vezes já viram o final feliz de uma comédia romântica americana terminar com um beijo debaixo do azevinho? Pois bem, essa tradição remonta ao tempo dos celtas, que acreditavam que esta planta tinha propriedades mágicas. Inicialmente no Reino Unido e posteriormente importada pelos EUA, ainda hoje se acredita que um beijo apaixonado debaixo do azevinho é sinónimo de felicidade e promessa de amor eterno.

Sete razões para amar Florença

Florença, Itália

 

Alice Barcellos

 

 

É fácil ficar deslumbrado com uma das mais belas cidades do mundo. Conhecer Florença é descobrir séculos de história esculpida nos seus palácios imponentes, nas suas ruas estreitas, nas suas belas igrejas e nas suas pontes românticas. Esta é uma pérola italiana que precisa visitar pelo menos uma vez na vida.

 

 

1. A Duomo


A Catedral de Santa Maria del Fiore, também conhecida como a Duomo de Florença, é uma das obras arquitetónicas mais impressionantes e belas do mundo. Não é um exagero descrevê-la assim e quem já a viu ao vivo e a cores reconhece que a grandiosidade da Duomo fica muito além das fotografias que lhe representam. Ao mesmo tempo, a decoração exterior em mármore branco, rosa e verde confere-lhe uma leveza e uma suavidade que contrastam com o tamanho da estrutura – é a quinta maior catedral da Europa.

 

Duomo de FlorençaCRÉDITOS: ALICE BARCELLOS

 

Outro elemento a reter desta obra que demorou seis séculos a ficar pronta é a cúpula do arquiteto Filippo Brunelleschi. As técnicas da sua construção permanecem em segredo e muitos estudiosos tentam perceber como é que a cúpula foi erguida sem recurso a andaimes. É, ainda hoje, a maior cúpula de alvenaria do mundo e foi inspirada no Panteão de Roma.

2. Andar a pé


O centro histórico de Florença é, relativamente, pequeno e, por isso, vai poder descobri-lo a pé, sem preocupações em andar de transportes públicos. E mais, vai poder andar a pé tranquilamente e quem já esteve em Roma vai, com certeza, agradecer por poder andar por várias ruas do centro de Florença sem a preocupação de ser atropelado por carros e motos, que na capital italiana circulam por todo o lado e com pouco respeito pelos peões. Em Florença, a área entre a Duomo, a Ponte Vecchio e a igreja Santa Croce é pedonal, por isso, já sabe: esta é uma cidade para ser descoberta ao ritmo dos passos.

 

 

Ruas de FlorençaCRÉDITOS: ALICE BARCELLOS

3. Luxo nas ruas


Nada como andar a pé para captar a essência de Florença. Cidade de famílias nobres, governada pelos Médici do século XV até ao século XVIII, e de papas, Florença não esconde o luxo e a sofisticação, presentes nas fachadas dos edifícios e nas muitas lojas que ocupam o centro histórico. Um destino a levar em conta para os que não dispensam fazer compras durante uma viagem.

4. Arte em todo o lado


A riqueza e a arte andam de mãos dadas, uma vez que para o desenvolvimento artístico estão por trás, na maioria dos casos, mecenas que suportam o trabalho de grandes artistas. Assim aconteceu em Florença que acabou ser considerada o berço do Renascimento, período que representou uma ruptura com os valores da Idade Média, revolucionando a arte, a filosofia, a religião e a forma como o homem olhava para o mundo e para si mesmo. Deste período áureo da História permanecem em Florença obras de grandes artistas, como Botticelli, Donatello, Brunelleschi, Leonardo Da Vinci, Michelangelo, entre outros.

 

 

Arte em FlorençaCRÉDITOS: ALICE BARCELLOS

 

É na Galeria Uffizi e na Galeria da Academia que vai encontrar um espólio riquíssimo, incluindo o David de Michelangelo, mas para entrar nestes dois museus terá de pagar bilhete e enfrentar filas. A grande vantagem é que para apreciar arte não é preciso cruzar a porta destes espaços, embora estes sejam imprescindíveis para os amantes da arte, ela está espalhada pela cidade, nas praças e edifícios. Florença é mesmo uma cidade-museu, ideal para ser descoberta com calma e sem grandes planos. Para os que adoram literatura, não esquecer que Florença é a cidade do célebre escritor Dante Alighieri, autor da “Divina Comédia”.

5. Romantismo


Este ponto diz respeito a uma opinião mais pessoal, aquela que é construída pelo próprio viajante e pelas impressões que retira dos locais que visita. A verdade é que quando estive em Florença senti um ambiente de romantismo no ar, que culmina com o pôr-do-sol visto do alto da Piazzale Michelangelo ou de uma das várias pontes que cruzam o rio Arno. Uma das cidades mais românticas de sempre, mas isso não se explica, sente-se.

6. Pontes


Por falar em pontes, são muitas em Florença, dando aquele charme especial à cidade. São nove as travessias pelo rio Arno, sendo que a distância entre elas não é assim tão grande. Cada ponte de Florença esconde uma história, mas a mais famosa é a Ponte Vecchio (Ponte Velha). Acredita-se que foi construída durante a Roma Antiga, originalmente em madeira. A estrutura de três arcos, que se mantém, veio do século XIV e, desde então, a ponte ficou famosa por ser um espaço comercial, uma vez que sempre albergou lojas e mercadores que ali faziam e fazem negócio. Até 1593, todos os tipos de produtos eram ali vendidos, mas a partir desta data um duque dos Médici ordenou que na Ponte Vecchio só poderiam estar presentes ourives e joalheiros. Até hoje é assim e atravessar esta ponte é captar no olhar o brilho das joias expostas nas suas montras.

 

 

Pontes de FlorençaCRÉDITOS: ALICE BARCELLOS

7. Porta de entrada para a Toscana


Florença é a maior cidade e a capital da região da Toscana, uma das mais belas de Itália, caracterizada pelas suas paisagens bucólicas e por vilas imaculadamente preservadas, que parecem ter parado no tempo. Os vinhos e a gastronomia também são cartões de visita da Toscana. Por isso mesmo se quer conhecer esta região italiana, Florença pode ser uma ótima porta de entrada e até uma boa base para explorar outros locais, como Lucca, Sienna ou Pisa.

 

 

24 Horas na Toscana

 

Toscana, Itália

 

Felizmente, há muitas vantagens em ser jornalista e uma delas é poder viajar em trabalho. Claro que quando se está com a mente focada no serviço, não conseguimos apreciar ao máximo o que uma viagem tem para nos oferecer, mas deu para ficar com um deslumbre da essência da Toscana, uma região muito ligada aos sentidos.

 

Existem duas entradas (e saídas) para chegar até aqui, podendo fazê-lo através dos aeroportos de Pisa e Florença. A partir de Portugal, há uma companhia aérea de baixo-custo que voa até Pisa, seja do Porto ou Lisboa. Hoje estamos aqui para apresentar um cartão-visita da região, o que podem esperar dela e o que tem para vos oferecer.

 

Como referido anteriormente, esta viagem foi muito curta e a maior parte do tempo foi passada em trânsito e hospedado num complexo hoteleiro. Algo a reter para aqueles que estão a pensar em conhecer a Toscana é que é exatamente igual ao que vemos nas fotografias quando fazemos uma pesquisa na internet, com grandes planícies, vilarejos nos topos das colinas, campos demarcados a verde, amarelo e vermelho e famosas árvores (Cipreste-italiano) alinhadas... A Toscana é uma viagem pela tranquilidade, fazendo dela o lugar ideal para um casal relaxado ou para uma família que procura sossego e ao mesmo tempo descoberta.

 

Pelo facto de a viagem ter sido tão curta, durante o trajeto de carro do aeroporto de Florença até ao destino final, foi recolhido o máximo de informação dos locais a pensar naqueles que estão a pensar em voltar, isto serve para o Volto Já e para os curiosos que estão a ler este artigo. Para os mais citadinos não deixem de visitar grandes cidades como Florença, Pisa, Siena, Livorno ou Lucca, mas para sentirem o verdadeiro aroma da região o ideal é alugarem um carro e partirem à descoberta dos vilarejos mais charmosos, tais como Castelfalfi, Vinci, San Gimignano, Colle di Val'Elsa, Volterra, Pontedera. Estes são, pelo menos, obrigatórios para quem quer sair da Toscana com a consciência tranquila e cheia.


Quanto à melhor altura para a visitar, segundo os locais, no início ou final do verão é o ideal, por isso apostaríamos no mês de setembro. Durante este período, conseguem sentir o calor necessário para ouvir a terra, fazer piqueniques e observar a mudança de cores das planícies e folhas de árvores.


Quanto à gastronomia, podem esperar muitos enchidos, pasta e queijos, assim como carnes gordas e polenta, mas o que define mesmo a região são os vinhos. A Itália tem uma variedade de vinhos e uvas maior do que qualquer outro país. Apesar de a região de Veneto (nordeste de Itália) ficar com grande parte da fama vinícola, a Toscana é sem dúvida mais conhecida pela sua beleza. A sua principal uva é a Sangiovese, com um sabor típico de cereja e ervas aromáticas, que dão vida ao Chianti e ao Brunello di Montalcino, os mais conhecidos da região. Se são amantes de vinhos e estão na Toscana, então têm de passar por Montepulciano, Montalcino, Greve in Chianti e Montefioralle.

 

Quanto a alojamento, ainda não estamos preparados para oferecer grandes dicas, mas, e novamente segundo informação recolhida no local, o melhor a fazer é dividir os vossos pontos de descanso entre lugares urbanos e rurais, tendo em conta que os pequenos vilarejos estão próximos uns dos outros e por isso não é necessário estar sempre a fazer as malas. Florença é uma cidade que vale a pena ficar, no mínimo, duas noites hospedados, enquanto Siena e Pisa dá para visitar num dia inteiro. Nas 24 horas em Toscana, ficamos hospedados em Castelfalfi, no Hotel La Tabaccaia, no complexo hoteleiro Toscana Resort. Aqui, o hotel cinco estrelas estará pronto em março, mas podem usufruir desde já de um campo de golfe e um dos restaurante típico no vilarejo, o La Roca, sendo ainda um 'spot' perfeito para captar, em fotografias, a essência da Toscana.

 

Se estão já a pensar nas férias do próximo ano e procuram algo sossegado, marcante, com boa comida e querem alargar (com estilo) o vosso álbum de fotografias de viagem, então acho que está escolhido o vosso destino.