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Melgaço Alvarinho Houses: O refúgio moderno com sabor a tradição

Em Melgaço nasceu um novo alojamento que promete muita coisa, sossego, paz, diversão com os amigos, piscina, lareira, vinhos, queijos, compotas… E o melhor de tudo, e o mais surpreendente, é que o cumpre com distinção. Há poucos alojamentos que se podem gabar de serem tão versáteis e o Melgaço Alvarinho Houses é um desses.

 

O único problema com que este alojamento se debate atualmente - com a esperança de ver este contratempo resolvido - é a sua difícil localização. Se a estadia não valesse realmente a pena seria um fator desmotivante, mas basta entrarmos para esquecer o tempo perdido na estrada.

 

Melgaço Alvarinho Houses tem duas casas, uma de tipologia T3 e outra T2, todas com suites e ainda com um sofá-cama em ambas. As unidades são independentes, mas, existe ligação entre elas, caso assim prefiram. No piso inferior têm uma ‘adega’ comum para as refeições ou convívios, equipada com cozinha e uma casa de banho de serviço.

 

Exterior

 

Se estão a pensar reunir um grupo grande, mais ou menos 14 pessoas, para celebrar uma data ou simplesmente para um convívio mais maduro, aqui têm uma excelente opção. E porquê maduro?

 

As casas do Alvarinho Melgaço Houses têm um toque requintado, sofisticado e aconchegante, desde a cozinha, passando pela sala até às suites. A receção feita pelos responsáveis é o reflexo deste tipo de alojamento. O Rui, o Pedro, a Lurdes e a Filipa recebem os seus hospedes com um cesto de boas vindas, composto por deliciosos produtos da região, um vinho alvarinho, compotas (Sabores de Melgaço), tostas e queijos (Prados de Melgaço). Façam um favor a vocês próprios e juntem-se à lareira (dissemos que aqui não falta nada) com este cesto antes do jantar, enquanto conversam com os vossos amigos, enrolados numa manta e apreciam o frio lá fora, não estivéssemos nós num dos pontos mais altos de Portugal.

 

Na hora de jantar têm duas opções: ou trazem de casa, restaurante ou supermercado ou pedem na receção que vos sirvam um bacalhau ou cabrito bem típico da região, isto porque o alojamento tem protocolo com um dos melhores restaurantes da zona, o Adega Sabino. Se não quiserem sair perto da lareira, sintam-se em casa e comam na sala de estar, ainda cobertos pelas mantas, até porque os donos do alojamento querem que as pessoas se sintam em casa e fazem de tudo para que isso aconteça. Mesmo que eles sirvam os ingredientes básicos (leite, bolachas, tostas, chá, café) para o pequeno almoço, previnam-se com aquilo que mais gostam, porque ninguém vai querer acordar, apreciar a paisagem lá fora e passar fome.

 

Suite

 

Todos os quartos estão equipados com casa de banho privativa, televisão e ar condicionado, assim como toalhas e produtos de higiene, tudo para que os hospedes tenham a estadia mais confortável e relaxante, até porque teria de combinar com a qualidade dos colchões e almofadas, algo a que o Volto JÁ está muito atento, porque um sono mal dormido é um dia perdido.

 

Nota ainda positiva para a arquitetura do espaço interior. Em cada compartimento as paredes confundem-se com as portas e as ligações entre eles fazem-se de forma harmoniosa, para não esquecer que a madeira e o fogo são os elementos-chave destas casas.

 

Sala de jantar

 

Se estão a pensar visitar Melgaço no verão podem manter o entusiasmo e o sorriso na vossa cara, o Melgaço Alvarinho Houses tem uma piscina à vossa espera para os dias mais quentes. Se querem ação, podem aventurar-se nos desportos radicais com as empresas parceiras, usufruindo de um desconto de 20 por cento nas atividades.

 

Já que tocamos no assunto, saibam que as tarifas por noite parecem que têm desconto, mas não. Hospedar-se na Casa das Vigotas (a maior) custa, por noite, 215 euros (época baixa) ou 235 euros (dias festivos ou mês de agosto). Já na Casa Clérigo o preço vai de 150 até 165 euros/noite.

 

Versátil, acolhedor e relaxante. O Melgaço Alvarinho Houses é daqueles espaços que nos dá vontade de ficar e com pena de deixá-lo para trás. Uma casa que, sem saber e sem poder, deixa um Volto JÁ na nossa cabeça.

 

Contatos

Morada: Lugar de Pinheiro
Código Postal: 4960-254 Paderne, Melgaço
Telemóvel: 918 685 595
Email: geral@melgacoalvarinhohouses.com

* O Volto JÁ ficou hospedado uma noite a convite do Melgaço Alvarinho Houses

Tailândia só para mulheres, parte II

Maya Bay, Ilhas Phi Phi

 

Preparem-se, Banguecoque é a cidade mais caótica onde já estive, o trânsito é de arrancar cabelos (abençoados tuk tuk que circulam entre os carros) e o calor misturado com a poluição tornam o ar quase irrespirável. Digna dos maiores contrastes, esta cidade, consegue, à noite, transformar-se numa cidade vibrante e luminosa, assemelhando-se quase a cidades tão cosmopolitas como Nova Iorque ou Tóquio. Se durante o dia, caminhávamos meio de uma selva urbana e com esgotos a céu aberto, durante a noite deslocávamo-nos nas alturas, entre rooftops deslumbrantes e bares de cocktails que tornaram a nossa passagem por esta cidade bem mais digna de uma girls trip. Grande destaque aqui para o Sirocco Sky Bar do Hotel Lebua, cenário de uma das cenas do filme A Ressaca 2. Peçam um bom cocktail e desfrutem das vistas deslumbrantes do magnífico terraço do Bar. É uma experiência imprescindível!

 

Sirocco Sky Bar do Hotel Lebua

  

No primeiro dia aproveitámos para conhecer o Grande Palácio, antiga residência imperial, majestoso e exuberante, e no mesmo complexo o Wat Phraw Kaew o templo do Buda Esmeralda. Para o período da tarde reservamos visita ao Wat Pho, o templo onde se encontra o maior Buda deitado e ao Wat Arun, o Templo do Amanhecer, e o mais diferente dos três. Em qualquer um deles não é permitida a entrada com ombros ou pernas destapadas, portanto, apesar dos quase 40º C tapem-se a rigor, ou terão de usar uma das indumentárias que lá existem para emprestar a quem não vai preparado, coisa que, acreditem, não vão querer.

 

Mercado flutuante

 

No segundo dia, reservámos a manhã para visitar o mercado flutuante de Damnoen Saduak, que fica a cerca de hora e meia de carro da cidade. Mais uma vez, comprámos a excursão no hotel, por cerca de 15€, com transporte a partir do hotel e com a viagem de barco no mercado já incluída. Vão encontrar muitas críticas a este mercado, por estar já demasiado “feito” para turistas, mas o que é certo é que é uma experiência bem interessante e que dificilmente farão noutro local. Podem sempre procurar outros mercados flutuantes, mas não deixem de experimentar uma visita a um destes locais. Durante a tarde, deixamo-nos perder por Khao San Road, provavelmente a rua mais famosa da Tailândia, e certamente a mais agitada da cidade. Aqui vão encontrar tudo o que possam imaginar, hosteis, cafés, restaurantes, lojas de tatuagens que são também cibercafés, ping pong shows, todo o tipo de artigos made in china, as famosas bancas de insectos cozinhados... é 1 km de rua que resume perfeitamente a essência de Banguecoque.

 

E chega de cidade, é hora de seguir para Sul, deixar a azáfama, vestir o bikini e partir para as tão desejadas praias. Sim, guardámos o melhor para o final.

 

Krabi, Tailândia

A primeira paragem foi em Krabi, onde chegámos de avião a partir de Banguecoque e onde ficámos por duas noites, no hotel Ao Nang Phu Pi Maan Resort & Spa, lindo e com uma envolvência natural deslumbrante. Óptimo para ir com amigas, mas também bastante romântico, para levarem a vossa cara metade. O centro de Krabi é pequenino, com todos os serviços necessários e o melhor é que é tudo bastante próximo, e facilmente acessível a pé. Quanto às praias, são inúmeras, quase todas só acessíveis de barco, mas das mais bonitas que vi na Tailândia. A minha favorita sem dúvida, a Railay Beach, pouco povoada e com uma muralha de vegetação e penhascos que lhe dá o toque de praia selvagem que eu tanto gosto. A cereja no topo do bolo é a bela gastronomia que se encontra nos restaurantes de Krabi, onde abundam os pratos de peixe e marisco, perfeitos para comer acompanhados de uma Singha fresquinha, uma cerveja típica do país.

 

De Krabi seguimos para as ilhas Phi Phi, de ferry, numa viagem que dura cerca de duas horas e nos presenteia com belas paisagens da costa tailandesa. Aqui o nosso principal interesse era “A Praia”, a famosa Maya Bay, a praia de sonho descoberta por Leonardo DiCaprio no filme A Praia. Esta praia também só pode ser acedida de barco, e deslumbra-nos ainda antes de pisarmos a areia, quando se revela entre dois penhascos. De areia branca e mar azul cristalino é tal e qual se imaginam as praias paradisíacas. Melhor mesmo só se fosse menos movimentada, pois como devem imaginar todos os turistas querem visitar este local, principalmente depois do sucesso do filme de Hollywood. Além desta magnífica praia, abundam neste arquipélago inúmera praias dignas de visita, bem como óptimos locais para fazer snorkeling. A animação noturna é outro dos fortes desta ilha, principalmente para quem viaja com amigos ou até mesmo sozinho, com festas diárias na praia que duram até ao amanhecer.

 

Ao Nang Phu Pi Maan Resort & Spa

 

Aqui ficámos por duas noites, de onde seguimos novamente de ferry, para Phuket, a nossa última paragem. Optámos por alojar-nos na praia de Kata Beach, por termos visto que era uma zona de praia melhor e mais calma do que o centro de Phuket e não nos arrependemos. Nesta zona as praias são menos paradisíacas mas em compensação o mar é mais agitado, permitindo desfrutar de outro tipo de atividades e desportos radicais, um dos fortes de Kata Beach. Não poderíamos no entanto deixar de nos aventurarmos por Phuket numa das noites da nossa estadia, algo que não posso também deixar de recomendar aqui. A expressão aventurar não foi usada inocentemente, pois enfrentar Phuket à noite é uma verdadeira aventura, que começou logo com a viagem até lá, num tuk tuk decorado com néons de todas as cores e colunas a “berrar” as músicas do momento, capazes de nos ensurdecer no primeiro km. Tudo em Phuket é assim, exagerado e berrante, uma verdadeira feira popular para adultos.

 

Quase quase a terminar a nossa viagem de amigas pela Tailândia, reservámos um programa bem feminino e revigorante para o dia seguinte. Começámos com um fabuloso pequeno-almoço no hotel Sawasdee Village Resort and Spa, o escolhido para esta última etapa onde ficámos por três noites e que se revelou ainda mais bonito e agradável do que as fotos prometiam. Presenteámo-nos com uma belíssima massagem tailandesa que nos trouxe anos de vida, algo bastante típico e que não podem deixar de experimentar (há inúmeras casas de massagens pelas ruas e com preços bastante acessíveis) e deixámo-nos só ficar na piscina a beber cocktails de frutas e a planear o destino seguinte.

Roteiro: Tailândia só para mulheres, parte I

Maya Bay, Ilhas Phi Phi

 

Tailândia, o destino de praias paradisíacas que integrava a nossa lista de 'must-see' desde cedo, por isso quando surgiu a oportunidade de fazer uma viagem de amigas pela Ásia, nem hesitámos em incluir esse destino no nosso roteiro.

 

A nossa viagem começaria e acabaria em Singapura, país do qual falaremos depois, mas entre as variadíssimas e igualmente interessantes opções de países vizinhos, optamos apenas por conhecer a Tailândia para podermos explorar melhor o país. Muito ficou por visitar, uma vez que são inúmeras as ilhas deste país, tornando até difícil a elaboração do roteiro, motivo pelo qual deixo aqui relatada a nossa experiência e diário de viagem. Uma das dúvidas mais comuns costuma surgir bem antes de chegarmos a esta parte e prende-se com a necessidade ou não de vacinação. Bom, pela minha experiência, a opinião dos médicos quanto a essa questão é um pouco variável, uma vez que de um grupo de três, apenas uma das meninas foi aconselhada a fazer vacinação, contudo não deixem de ir à consulta do viajante e tomar as devidas precauções que vos forem recomendadas. Acima de tudo, cuidado com águas não engarrafadas e alimentos crus.

 

Como já referi, começamos por Singapura, onde ficámos alojadas alguns dias e, daí partimos para Banguecoque. Há imensas companhias 'low cost' a ligar os dois países, pelo que foi fácil e barato arranjar um voo conveniente. Como decidimos começar o nosso roteiro pelo norte do país e descer a partir daí, à chegada a Banguecoque apanhámos logo voo de ligação para Chiang Mai, a capital do norte da Tailândia. Atenção, não se esqueçam de verificar sempre de que aeroporto de Banguecoque sai o vosso voo, pois existem dois aeroportos na cidade, o Aeroporto Internacional de Banguecoque – Suvarnabhumi e o velho aeroporto internacional de Banguecoque – Don Mueang, de onde saem a maior parte das companhias 'low cost'. Caso cheguem a um aeroporto e saiam de outro, como no nosso caso, não se preocupem pois há transporte de autocarro gratuito entre os dois, que demora cerca de 45 minutos, dependendo do trânsito (que tende a ser caótico nesta cidade, por isso previnam-se com alguma margem de tempo). Basta seguirem as indicações de shuttle bus e apresentarem o vosso bilhete de avião no balcão existente ao lado do ponto de recolha.

 

Chiang Rai, Tailândia

  

À chegada a Chiang Mai, apanhámos táxi até ao nosso hotel, onde ficaríamos por duas noites. O serviço de táxi é um dos menos regrados da Tailândia, por isso ao entrarem no carro peçam sempre para ligarem o taxímetro ou combinem antecipadamente o preço que irão pagar pela viagem, caso contrário, o mais provável é pagarem, por exemplo, o triplo do valor real da viagem.

 

Chiang Mai é uma cidade tranquila, sem qualquer semelhança com a azáfama caótica de Banguecoque e onde é possível ter um maior contato com a cultura tailandesa. Apesar da sua tranquilidade, não faltam opções de restaurantes e bares e a gastronomia aqui é das melhores que experienciámos. Aliás, não posso deixar de recomendar que visitem o restaurante vegetariano Anchan, simples e despretensioso, mas onde nos serviram algumas das comidas mais deliciosas da viagem (panacotta de mel e lavanda: bom, bom, bom!)

 

Tínhamos guardado a visita que mais nos empolgava para o dia seguinte, pelo que aproveitámos este primeiro dia para conhecer as principais atrações de Chiang Mai, considerada a capital espiritual da Tailândia, motivo pelo qual existem mais de 300 templos espalhados pela cidade. Grande parte deles estão concentrados no centro histórico da cidade, por isso o truque é dirigir-se até lá e deixar-se perder. A não perder também o Night Bazaar, aberto das 18h30 às 24h00 e onde podem treinar a vossa capacidade de regatear, algo muito útil neste país. Se não sabem regatear, acreditem, vão saber no final da vossa viagem. Para quem gosta de animais, há ainda duas boas opções o Templo dos Tigres, e o Patara Elephant Farm, uma quinta onde podem visitar estes animais e até ajudar os instrutores a cuidar da alimentação ou dos banhos dos elefantes.

 

Para o segundo dia em Chiang Mai, deixámos então a visita à tribo das Long Neck, e ao templo Wat Rong Khun na província de Chiang Rai. É um passeio que ocupa o dia todo, e pode ainda ser completado com uma viagem de barco no rio Mekong pelo triângulo dourado (Tailândia, Laos e Myanmar), mas que optámos por não fazer. Comprámos a excursão no nosso hotel, onde nos apanharam bem cedo e deixaram no final do dia, estando o almoço incluído, tudo pelo custo de cerca de 25€.

 

O templo branco como é conhecido o Wat Rong khun, datado de 1997, é dos templos mais bizarros já construídos, com a serenidade e pureza do seu belo exterior branco a contrastar com o interior de paredes de cores fortes e adornadas com pinturas de alguns dos maiores símbolos e elementos da cultura pop contemporânea - Michael Jackson, Freddy Krueger, Neo do filme Matrix entre outros – valendo a pena perder algum tempo a apreciar este desfile carnavalesco de elementos sem qualquer relação aparente entre si.

 

Tribo das Long Neck

 

A visita à tribo das Long Neck ficou para a tarde, com um almoço buffet de comida tailandesa pelo meio para recarregar baterias. A excitação para esta visita era muita, por estarmos prestes a conhecer algo totalmente novo para nós e com um toque de aventura que nos aumentava a adrenalina. No final de contas, revelou-se uma experiência fascinante mas bastante menos aventureira do que imaginámos, uma vez que as mulheres-girafa como são também conhecidas, estão bastante habituadas às visitas dos turistas, sendo essa a sua principal fonte de rendimento, motivo pelo que somos convidados a adquirir alguma das peças de artesanato que lá têm expostas. Convidam-nos também a experimentar um colar semelhante àqueles que usam e a posar para as fotografias fazendo parelha com elas. Embora se tenha perdido a genuinidade do quotidiano na tribo com estas visitas, não deixa de ser algo que não irão mais conhecer noutro qualquer local do mundo, por isso, fica a recomendação de visita.

 

O dia seguinte, foi dia de regressar a Banguecoque, desta vez com paragem de dois dias e três noites para conhecer a cidade. Ficámos alojadas no Hotel Adelphi Suites, no bairro Sukhumvit 8, com excelente localização, próximo de bastantes restaurantes, bares e zonas comerciais. O melhor: o pequeno-almoço, a excelente vista do nosso quarto no 6 piso e a piscina no último piso do hotel, que fez as nossas delícias todos os finais de tarde.

 

E as praias, perguntam vocês? Calma que guardamos o melhor para o fim. O roteiro continua, por isso fiquem atentos.