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voltoja

Hello New York, can we meet you?

Vista para o Empire State Building, através do Rainbow Room do lounge SixtyFive@Eliana Miranda

 

Uma viagem a Nova Iorque será sempre marcante. É das cidades mais procuradas do mundo, nem que seja para perceber o porquê de ser tão visitada e ter uma opinião. A cultura audiovisual bombardeia-nos com imagens desta cidade norte-americana e estará sempre nas listas de “a visitar”.

 

Há algo em Nova Iorque que não existe em mais lado nenhum. Por cá, no Volto JÁ, gostamos igualmente do cinema norte-americano e do francês, mas o estilo cinematográfico americano tem algo que mais nenhum tem. E porquê? Porque consegue transmitir perfeitamente a palavra “sonho”. Há algo na cultura pop que nos faz querer visitar NY, que nos faz querer fazer parte desse dito ‘sonho’.

 

A nossa viagem aconteceu precisamente há dois anos, aproveitando, claro está, a quadra festiva do momento, o Natal. Queríamos ruas iluminadas, neve e frio. Quem já foi na primavera ou outono diz que é igualmente espetacular, ou até melhor, com destaque para o Central Park, o espaço verde da cidade, que ganha cor e vida nessas duas estações.

 

O que vamos falar daqui para a frente pode ferir os mais sensíveis e amantes desta cidade, por isso perdoem-nos. Não tomem isto a peito, como sempre dizemos, isto é um blogue, é a nossa opinião, vale o que vale.

 

Para começar, temos de dizer que fazemos parte de um grupo exclusivo de pessoas que não ficaram rendidos a NY. É bonita, tem centenas de experiências para viver, excelentes opções gastronómicas, mas saímos de lá sem perceber se houve química entre nós e a cidade. Pode estar relacionado com o nosso estado de espírito no momento em que lá estivemos, não sabemos… Temos a certeza que já aconteceu a todos os que nos estão a ler. Há cidades espetaculares que aparecem no momento errado das nossas vidas. Se calhar fomos nós que não quisemos conhecer Nova Iorque, mesmo que ela estivesse cheia de vontade de nos mostrar o que realmente vale.

 

Mas o que conta é a semana que lá passámos e é isso que vamos comentar.

 

Nova Iorque tem as suas grandes avenidas, com prédios gigantescos e imponentes, mas não deixa de ser um aglomerado de betão, perfeitamente alinhado. Por cá, gostamos de edifícios antigos, gastos pela sua importância histórica. A Times Square é outro lugar obrigatório, sem dúvida, ganha mais vida de noite, mas mesmo assim não deixam de ser painéis gigantes de luz.

 

Não somos amantes de museus de arte contemporânea, daí não termos ficado impressionados com o MoMA (Museu de Arte Moderna) ou com o Guggenheim. Preferimos claramente o Metropolitam Museum of Art, mas existem outras opções bem melhores na Europa (Vaticano, Louvre ou Prado).

 

Calma, obviamente que existem os pontos positivos e destacamos a Brooklin Bridge e também os 'decks' de observação do Empire State Building e o Rockefeller Center. São arrebatadores e dão-nos a visão do quão arrasadora é NY desde o alto. O passeio pela ponte de Brooklyn, que liga os distritos de Manhattan a Brooklyn, foi das coisas que mais gostámos de fazer.

 

Outro local onde tínhamos muita expetativa era o Memorial do 11 de Setembro que, infelizmente, não passa de uma atração, onde não se sente o peso da tragédia que abateu a cidade. Nem os dois espaços com água corrente conseguem silenciar as vozes que se ouvem pelo local onde sustentava as duas torres gêmeas.

 

Outra coisa que adoramos fazer quando viajamos é sentar numa esplanada depois de andar tanto de um sítio para outro. Talvez por ser inverno, não sabemos, mas não é um cidade que nos convida a sentar, desfrutar e observar o movimento. Para os que querem um pouco mais de serenidade visitem então o Central Park, o pulmão da cidade, e também o parque suspenso de Chelsea, conhecida como High Lane. Neste último, conseguem sentir o vibrar da cidade, mas sentindo-se mais resguardados.

 

E quanto a opções gastronómicas (já sabem que adoramos comer bem) temos obrigatoriamente de destacar um dos restaurantes mais fascinantes que visitámos desde que começamos a viajar. Se forem a Nova Iorque não deixem de jantar no Fig&Olive em Meatpacking, recomendamos de olhos fechados. É o tipo de restaurante com estilo descontraído, com música eletrônica de ambiente, um bar central para nos servirem um cocktail enquanto esperamos pela nossa mesa. Arriscamos a dizer até que foi um dos dois momentos mais espetaculares da nossa viagem. Mas se querem algo mais nova-iorquino, mas com estilo, comam no Bill´s Bar & Burguer. Delicioso.

 

Falámos em dois pontos altos e estamos prestes a revelar o segundo. O nosso alojamento. Ficamos num apartamento autónomo em Newport, New Jersey. Já sabem que privilegiamos a localização e preferimos ficar sempre no centro das cidades. Mas devido a alterações de última hora tivemos de mudar de alojamento. E esta revelou-se muito acertada. Ficamos nos Sky City Apartments at Riverfront North e podemos dizer que foi assombroso. Num bairro sossegado e fácil de chegar à ilha Manhattan (através do comboio PATH) e o melhor de tudo eram as nossas vistas para o World Trade Center (zona financeira). Desligar as luzes do nosso apartamento, suspirar enquanto fechávamos as cortinas e olhar para o que tínhamos em frente, é algo que não iremos esquecer.