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volto já

para quem pertence a vários lugares

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Roteiro: Um dia em Salzburgo

Centro de Salzburgo

 

A nossa visita a Salzburgo inseriu-se no circuito pela Europa Central, que envolveu mais três cidades: Munique, Viena e Budapeste.

 

Salzburgo foi a nossa segunda paragem depois de termos visitado Munique. Optámos pela ligação de comboio (19€), através da ÖBB, e comprámos os bilhetes com dois dias de antecedência no site da Trainline-europe. A viagem é rápida e sem complicações.

 

Chegados à estação de comboios de Salzburgo, fomos perguntar ao balcão de informações qual seria a melhor forma de chegar ao nosso hotel e deparámos-nos com um senhor extremamente antipático e carrancudo que, no final de contas, não nos deu informações nenhumas. Insistimos e lá conseguimos arrancar algo. Na plataforma para entrar no autocarro voltámos a perguntar e voltámos a levar com uma resposta seca e sem vontade de ajudar. A verdade é que esta é a impressão que levamos das pessoas da cidade, mesmo sabendo que se calhar foi azar de nos termos cruzado com pessoas que são simplesmente assim por natureza.

 

A viagem de autocarro serviu para ter um vislumbre de Salzburgo e perceber onde ficavam as atrações que depois quereríamos visitar. No hotel, mais uma pessoa antipática na receção, percebemos que o quarto escolhido (aquele em que depositávamos maiores expetativas) não era tão deslumbrante como nos fizeram crer. Não fomos enganados, até porque a banheira estava no sitio, mas foi apenas um excelente trabalho de fotografia por parte da equipa do Altstadthotel Kasererbräu.

 

Como era hora do almoço saímos para desbravar Salzburgo e encontrar um restaurante simpático para almoçar. Já era um pouco tarde, é verdade, já passava das 14h30, e por isso levámos com muitas portas na cara, ora fechadas ora indisponíveis para servir refeições. Acabámos por nos sentar num pequeno (mas simpático) restaurante para comer algo rápido e provar as típicas tortas de chocolate (boas mas não inesquecíveis).

 

Lá continuamos a passear e a impressão que trouxemos de Salzburgo é que é uma cidade vazia, de pessoas e de estética. As praças são enormes, de betão e sem preenchimento. Só quando nos deslocamos para as ruas comercias (grandes cadeias de vestuário e restauração) é que começamos a ver gente e a sentir que fazemos parte de uma grande cidade. Aí as ruas são de facto bonitas e originais, uma vez que na parte de cima de cada entrada existe uma placa ornamentada com o nome da loja a imitar as que se usavam antigamente. Dissemos que nesta zona havia gente, mas só até às 19 horas... Elas depois desaparecem, até porque às 18h as lojas já estão a fechar. Deixem também referir que fomos a Salzburgo na véspera de carnaval, por isso até esperávamos alguma animação pelas ruas, mas não. À noite andávamos sozinhos...

 

Vistas desde a Fortaleza de Salzburgo

 

Mas, antes disso, subimos até à Fortaleza de Hohensalzburg (11.50€ com subida e descida no funicular), a grande atração da cidade. De facto as vistas são maravilhosas, mas enquanto espaço de cultura e interesse deixa um pouco a desejar. Tínhamos vindo de Munique e do Castelo de Neuschwanstein, onde além de bonito, a história que se esconde atrás é muito interessante e envolvente. A Fortaleza de Salzburgo é só mais uma história de um espaço que serviu de defesa à cidade na época medieval e também para armazenamento de sal.

 

Já ao final da tarde, fomos ao Palácio Mirabell (gratuito) e podemos dizer que o mais interessante deste espaço são as escadarias, que são muito bonitas e dão boas fotos…

 

Escadarias do Palacio Mirabell

 

Ainda antes de ir jantar, e com dificuldade em aceitar que a cidade se resumia apenas àquilo e que estava a ser um desilusão, fomos até perto do rio, cruzar as pontes e sentir o vibrar das pessoas de Salzburgo. A vista para o castelo desta zona é mais interessante, sente-se realmente a proteção pelas montanhas. Foi este cartão-postal que nos fez apostar em Salzburgo, mas a verdade também tem de ser dita e acabou por ser a grande desilusão destas férias.

 

Antes de ir para o hotel desfrutar da nossa banheira, fomos jantar e mais surpresas. Quase tudo estava fechado, o que estava aberto, ou tinha mau aspeto ou estava vazio, ou as duas, e por isso acabamos por entrar num restaurante italiano, onde a grande vantagem era ser perto do hotel. Quanto à comida, bem, é um ‘despacha turistas’. E este acaba por ser o nosso grande problema com os restaurantes italianos, poucos são aqueles que os tratam como devem ser tratados, acreditando que por se tratar de comida consensual, qualquer coisa serve.

 

Quanto a Salzburgo, apesar de não termos ficado com a melhor impressão, aconselhamos a visitarem e tirarem as vossas próprias conclusões. Recomendamos é que o façam de passagem, um dia ou uma tarde é suficiente.

 

Notas:
Orçamento para este dia: Aproximadamente 120 euros para os dois (para despesas de refeições, transportes e entradas nos monumentos);
Como chegámos lá: Comboio de Munique a Salzburgo: 19 euros por pessoa pela OBB;
Mês escolhido: Fevereiro
Preço médio da refeição: Se for em restaurante, com entrada, prato, copo de vinho e sobremesa, pagam aproximadamente 30 euros por pessoa;
Alojamento: Altstadthotel Kasererbräu, perto da Catedral de Salzburgo, 147 euros por uma noite, com pequeno almoço.

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