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volto já

para quem pertence a vários lugares

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Para quem quer apaixonar-se em (e por) Paris

Para quem quer apaixonar-se em (e por) Paris

 

Se querem um guia para encontrar os melhores museus, monumentos ou igrejas de Paris estão no lugar errado. Aqui vamos apresentar um roteiro de três dias e duas noites para casais apaixonados que querem aproveitar ao máximo um do outro, tendo a cidade francesa como pano de fundo.

Paris foi a última etapa da nossa lua de mel e a capital francesa nunca cansa, seja em que altura ou momento for.

Apresentamos os quatro pontos que achamos serem essenciais para uma visita intensa pelas ruas de Paris.

 

1- Alojamento

Por esta altura, e sempre, privilegiamos a localização, por isso escolhemos o Hotel Victoria Chatelet, no 1er arrondissement de Paris. Estamos numa das cidades com o alojamento mais caro do mundo, por isso os 150 euros por noite, sem pequeno almoço, é um preço em conta. Para os mais ousados, podem experimentar o Hotel Maison Souquet, no 9er arrondissement, perto de Moulin Rouge, isto para quem procura um ambiente mais intimista e romântico. Aqui ficam duas opções diferentes e ambas excelentes.

 

2- Passeios a pé

É assim que se conhece qualquer cidade e Paris não é exceção. Foram mais de 48 horas sem entrar num táxi ou metro. Claro que ficamos com os pés doridos, mas digam lá se aquela sensação, cansados, de entrar num banho relaxante e deitar logo de seguida, depois de um dia em grande, não é das melhores do mundo.

Os jardins de Luxemburgo (para um almoço-piquenique) e os Jardins das Tulherias são ótimos locais para se passear calmamente durante uma tarde. Quanto a caminhadas, têm de fazer o percurso do Museu do Louvre até à Torre Eiffel e, na volta, até Notre Damme e daqui até ao Bairro de St Germain. Não precisam de fazer tudo num dia, dividam-no em momentos diferentes da vossa viagem. Claro que uma foto em Trocadéro, com vistas para a 'Dama de Ferro', é imprescindível nesta viagem.

O passeio mais bonito que podem fazer é ao longo do Rio Sena, sendo obrigatório fazê-lo de dia e noite.

 

Passeio noturno pelo Rio Sena, em ParisCRÉDITOS: PIXABAY

 

3- Restaurantes

Já falamos dele várias vezes, mas a nossa experiência no Kong foi memorável. Não é o melhor restaurante de Paris, longe disso, mas o ambiente e a decoração fazem dele um dos melhores, pelo menos no nosso coração. É um Restaurante-Bar, com ambiente jovem e informal, ideal para um jantar elegante e um resto de noite muito animado.

L’ Avenue é um dos mais procurados pelos famosos, tendo ficado ainda mais conhecido depois do casal Kardashian-West ter passado por lá durante a Semana da Moda de Paris. Recomendamos um almoço em vez de jantar e na esplanada, como um verdadeiro parisiense.

 

Kong (Paris)CRÉDITOS: RESTAURANTE KONG

 

Atenção, façam reserva para ambos os restaurantes.

Se querem algo mais rápido, mas igualmente saboroso, procurem as cadeias de hambúrgueres Big Fernand. Não se vão arrepender.

 

4- Pastelarias

É a meca da pastelaria mundial. Ninguém faz pastelaria fina como os franceses e não quisemos deixar de visitar três das mais conhecidas, e com mérito, durante a nossa estadia. Têm de tomar um pequeno-almoço no Angelina da Rue de Rivoli, um lanche no Ladurée para provar os macarons mais famosos do mundo, assim como os L'éclair de Génie.

 

Angelina, ParisCRÉDITOS: WIKIMEDIA COMMONS

 

Para algo mais sofisticado e menos doce, visitem o bar do Pershing Hall, ideal para um café ou mesmo um cocktail, seja de dia ou de noite.

Lembramos que aqui queremos partilhar a nossa experiência em Paris, a dois, sem perdas de tempo em filas para museus e monumentos. Com isto, não queremos dizer para não os visitarem, muito pelo contrário, já que uma subida à Torre Eiffel ou uma visita ao Museu do Louvre tornam qualquer visita à capital francesa muito mais rica.

Como já fomos muitas vezes a Paris e contamos ir muitas mais, quisemos desfrutar um do outro na cidade do amor e, seguindo este guia, conseguimo-lo, com distinção.

O guia para percorrer a ilha mais bonita da Europa. Eis a Sicília!

Praia de San Vito lo Capo

 

Antes de começarem a ler o nosso roteiro para a Sicília não deixem de espreitar, caso não o tenham feito, a nossa impressão sobre este ilha fantástica no mediterrâneo. Este guia serve para ajudar na vossa visita à Sicília e vamos explicar passo a passo, com a ordem exata dos pontos de paragem das cidades e praias. Mas já sabem, deixem-se levar pela calor siciliano e percam-se nesta aventura que é viajar pelas mais belas praias da Europa.

 

Taormina (desde Catânia são 55 quilómetros. Ficamos hospedados duas noites)

 

Chegamos ao aeroporto de Catânia por volta das 22 horas, jantamos algo rápido e partimos de imediato para Taormina, até porque o ambiente ao redor do aeroporto não é o mais favorável para quem está a começar umas férias de verão. Mas calma, não se assustem, não há razões para entrar em pânico.

 

Taormina é uma cidade muito bonita que fica no topo de um rochedo gigante em forma de cone. A cidade é muito iluminada, conferindo um charme típico do glamour italiano. É ordenada mas também apertada, ideal para estacionar o carro e passearem a pé pelo movimentado centro da cidade e deixarem-se deslumbrar com as vistas desde o topo de Taormina.

 

Ficamos hospedados no Hotel Villa Greta, um alojamento muito simpático com umas vistas espetaculares para o vulcão Etna e para o mar. Logo na primeira noite ficamos na varanda do Villa Greta a sentir aquele típico calor de noite de verão, acompanhado de um bom copo de vinho da região e hipnotizadas pelo vermelho da lava que escorria do vulcão.

 

No dia seguinte, fomos jantar ao Arco dei Cappucini, muito bonito mas também caro. Não comemos mal, mas não se justificou os 100 euros (refeição mais do que completa) que pagamos. Há imensos restaurantes, muitos turísticos que servem refeições mais acessíveis, mas são isso mesmo, turísticos. Podemos dizer que Taormina é o Mónaco da Sicília.

 

Isola Bella

 

Quanto a praias perto de Taormina, não deixem mesmo de passar um bom tempo na Isola Bella (praia com características muito próprias e para os que não se deixam intimidar com as pedras em vez de areia) e ainda Giardini-Naxos, onde poderão contar com bom ambiente e música enquanto desfrutam das vistas, agora doutra perspetiva, para Taormina.

 

Vulcão Etna

 

Para os mais aventureiros, subam até ao Monte Etna para encontrarem o maior vulcão ativo da Europa. Subam de carro até onde der (há excursões que vos levam até lá, mas como tínhamos alugado carro optámos por usufruir dele) e explorem a zona. Se não estiverem com as contas muito apertadas, por 60 euros podem ir até ao topo do vulcão. Fomos porque nunca tínhamos subido a um vulcão e não nos arrependemos da experiência, mas fica ao vosso critério. E desenganem-se se acham que vão chegar bem perto do centro da ação, não vão ver lava nem nada que se pareça, mas podem contar com alguns ruídos de pequenas explosões que já dá bem para soltar a adrenalina. No topo do vulcão está mais frio, podendo chegar a atingir temperaturas negativas, por isso, se pensarem em subir até ao ponto mais alto, agasalhem-se. Enquanto lá estávamos, nevou, para grande excitação nossa! Quantas vezes imaginaram estar no topo de um vulcão, ativo, enquanto nevava?

 

Catânia (desde Taormina são 55 quilómetros)

 

Só passamos lá uma tarde. É uma grande cidade, bastante industrial e com todo aquele peso dramático de uma cidade grande, algo que não queríamos para as nossas férias de verão. Mas como ficava a caminho da nossa próxima paragem aproveitamos a praia, que é grande e com água bastante quente. Acho que vale a pena mesmo se for só de passagem.

 

Siracusa (desde Catânia são 68 quilómetros. Ficamos hospedados uma noite)

 

É uma cidade mesmo agradável para se passear, com muita gente na rua à noite, aliás como em toda a Sicília. Há poucos bares, mas aproveitem para passear pela cidade velha, vale mesmo a pena. Há também bastantes ruínas de construções gregas e romanas para visitar no centro e arredores da cidade, mas se gostam de ruínas, esperem pelo vem por aí. Quanto a gastronomia, um restaurante imperdível, conselho de um local: Sicilia in Tavola. Comemos massa de frutos do mar, deliciosa, mas percebemos que tudo lá era bom. Aproveitem para beber vinhos do Monte Etna, apostem nos brancos, até para refrescar. Ah, e não podem sair da Sicília sem provar uns belos de uns cannoli!

 

Reserva natural de Vendicari

 

Na viagem entre Siracusa e Sciacca, paramos na reserva natural de Vendicari. Saimos um pouco da rota, mas a aventura vale a pena. Tivemos que deixar o carro numa zona de estacionamento e andar cerca de um quilometro até à praia. É uma praia com água muito quente e que mais parece uma piscina. Andámos, andámos, andámos e nunca deixámos de ter pé. É possivelmente a água mais transparente da Sicília. De seguida, fizemo-nos novamente à estrada e ainda antes de chegarmos a Sciacca, paramos em Agrigento. Obrigatório visitar o Valle Dei Templi! Se puderem façam-no no crepúsculo.

 

Valle Dei Templi, Agrigento

 

Sciacca (desde Siracusa são 270 quilómetros. Ficamos hospedados uma noite)

 

É uma cidade pequena, com um bom ambiente de festas populares, trazendo muito movimento à rua, de dia e de noite. Procurem o bar shoteria e todos os bares ao lado. Nesta zona não tivemos muita sorte com as praias, uma delas foi Mazzaro del Vallo, é bom para se refrescarem apenas.

 

Trapani (desde Sciacca são 71 quilómetros. Ficamos hospedados duas noites)

 

Uma das cidades mais espetaculares da Sicília, havendo muita coisa para ver nesta zona. Come-se muito bem, e o cheiro dos restaurantes costuma atrair os clientes. Trapani é (mais) uma cidade com muita movimentação à noite, com imensos restaurantes e bares frequentados por gente jovem e muitas, mesmo muitas, gelatarias.

 

Vila de Erice

 

Uma das desilusões desta zona foi mesmo Erice, vila na qual depositávamos muitas expetativas. É engraçadinha, mas deserta. De qualquer maneira dêem lá um salto, podem ter outra opinião.

 

Aqui, perto de Trapani, vão encontrar um grande número de praias fabulosas, diríamos até que as cinco que vamos anunciar são mesmo imperdíveis para quem está a pensar visitar a Sicília.

 

Reserva Natural de Zingaro -Tal como Vendicari, há que estacionar o carro e explorar a zona até chegar à primeira praia, que é deslumbrante. Nós paramos logo por ali, porque ainda se anda um bocado até lá chegar, mas se forem com tempo podem alongar a caminhada e explorar outras praias. Por ser uma reserva natural, tem um custo de entrada 5 euros mas válido para todo o dia.

 

Reserva Natural de Zingaro

  

Scopello – É a praia mais bonita que alguma vez o João viu. Preferimos ser assim curtos, porque achamos que é o suficiente. Paga-se 3 euros para desfrutar da zona.

 

Scopello

 

San Vito lo Capo – É a praia mais completa de toda a ilha. É a Copacabana da Sicília. É animada e com um areal extenso e um cenário de arrasar. Vamos dar um aviso que serve para todos os locais onde pensem estacionar o carro, no entanto, nós vamos usar este texto para o dizer porque fomos multados em San Vito lo Capo. Cuidado ao estacionar, olhem sempre para as placas e para os horários em que é permitido deixar lá a viatura. Quando voltamos não tínhamos carro, tinha sido rebocado, e não queiram chatear os funcionários das empresas de reboque, eles podem nem entender-vos.

 

Castellamare del Golfo - Uma praia agradável que vale a pena conhecer por ser tranquila e por ter muito espaço, sentindo-se o contato com a natureza verdejante.

 

Falando novamente de gastronomia, aqui provámos outra das especialidades sicilianas: brioche com gelado. Parece estranho mas é delicioso! Para ser o mais siciliano possível, optem por gelado de pistácio.

 

San Vito lo Capo

  

Mondello – Como não chegamos a alojar-nos em Palermo, fomos de carro apenas até Mondello. É uma praia com a água cristalina e areia muito branca. Foi uma das surpresas das férias, pelo facto de se encontrar tão perto da capital da Sicília.

 

Mondello

  

Depois destes belos dias partimos em direção ao aeroporto de Trapani, mas isso não significava o fim das nossas férias. Tal como aconselhámos no texto de introdução à Sicília, colem esta viagem, se conseguirem, a uma visita a Roma, é a combinação perfeita.

 

Informações da viagem
Mês da viagem: Julho de 2014
Orçamento para estes setes dias: Aproximadamente 800 euros por casal (para despesas de refeições, transportes, gasolina, bares e entrada em atrações);
Como chegámos lá: Avião Ryanair de Porto-Milão-Catânia e regresso Trapani-Roma-Porto, com um custo de 70 euros por pessoa (ida e volta);
Aluguer de carro: Previamente alugado através da Rentalcars na Europcar: 260€ para os sete dias de viagem, com recolha em Catânia e depósito em Trapani;
Preço médio da refeição: Se for em restaurante, com entrada, prato, copo de vinho e sobremesa, pagam aproximadamente 25 euros por pessoa;
Alojamento: Hotel Villa Greta, Taormina, 140€ por duas noites, com pequeno almoço,
Le Grand Bleu Siracusa, Siracusa, 44€ por uma noite, com pequeno almoço,
Locanda Al Moro, Sciacca, 65€ por uma noite, com pequeno almoço,
B&B Drepanum, Trapani, 130€ por duas noites, com pequeno almoço

Sardenha, a ilha para os amantes de praia

Spiaggia Cala Brandinchi

 

Ai a Sardenha, a Sardenha... Durante muito tempo povoou nos nossos pensamentos depois de vermos as suas belas praias nos programas de viagens ou quando folheávamos revistas cor de rosa e víamos o Cristiano Ronaldo no seu iate em pleno mar da Sardenha e rapidamente mudávamos de canal ou fechávamos a revista porque estávamos a sonhar alto e caro…

 

Ora bem, estamos cá para desconstruir essa ideia de que ir até à Sardenha é caro. Mas essa informação fica para o nosso roteiro, que iremos publicar brevemente. Agora, queremos explicar, afinal, o que significa férias na Sardenha.

 

Sabem aquele momento do ano em que estamos sentados à frente de um computador a trabalhar (aposto que o estão a sentir agora), com mais de 35 graus lá fora, exploramos o Facebook ou o Instagram dos amigos e vemos fotos da praia e ficamos com raiva: “Dava tudo para ir de férias e não fazer nada!” Bem, isso é mais ou menos a Sardenha. Os italianos inventaram a expressão 'dolce fare niente' e só não foi inventada na Sardenha porque assim teria de ser o 'salato fare niente', isto porque a água do mar na Sardenha é extremamente salgada. Mas a verdade é que Sardenha é sinónimo desta formula = acordar, comer, praia, mar, comer e dormir. Mais ou menos isto para simplificar.

 

Na Sardenha, esqueçam os monumentos e os museus porque lá ninguém quer perder o seu tempo com filas, trânsito e ficar vestido e calçado. Na Sardenha só precisam de uns calções de banho/biquíni e uma toalha. Isto sim é a Sardenha. Acho que já ficou explicito que esta ilha serve apenas para desfrutar das praias, certo?

 

E então as praias, como são, perguntam vocês? Vale a pena ir para a segunda maior ilha do mediterrâneo apenas para ir à praia? Vale sim, e muito! Visitar as praia da Sardenha é como alguém vos deixar entrar num stand da Porsche e terem a possibilidade de escolherem um carro diferente para cada dia. Pelo facto de se tratar de uma ilha vão encontrar inúmeras praias ou calas e como têm um tempo limitado (falamos para aqueles que tiraram uns dias de férias e não para os que querem ficar lá a viver) terão de escolher que praias visitar.

 

Antes de partirmos para a Sardenha, em julho de 2016, pesquisámos em blogues a melhor zona para montar o nosso quartel general e percebemos que a Costa Esmeralda (no noroeste da ilha) reunia consenso entre os utilizadores. Não é uma ilha grande (se partirmos do ponto mais a Este até ao sentido contrário são cerca de 200 quilómetros) e apenas um alojamento serviu os nossos interesses, uma vez que a parte Norte da Sardenha é a mais visitada. Contudo, a Sul há bastantes praias interessantes como depois constatamos à chegada, mas como tínhamos o tempo contado não deu para ver tudo. Quem puder não deixe de visitar.

 

Todas as praias são fantásticas e fica difícil escolher qual a melhor. Para perceberem o que estamos a tentar dizer, achámos que esta era a praia mais ‘fraca’ de todas… Com este mar azul e areia branca….

 

SOS Arazos

 

Queremos dizer com isto que, depois de visitar tantas praias bonitas, a nossa exigência vai aumentando consoante a nossa permanência na ilha. Pois tenho a certeza que toda a gente acha que esta (na foto SOS Aranzos) é uma praia bonita, mas quando se lá está, e depois de visitar tantos sítios mágicos e paradisíacos, a nossa perceção muda completamente, acreditem.

 

Na Sardenha, arrisquem na procura das vossas praias e escolham dois ‘spots’ diferentes por dia, assim conseguem visitar muita coisa e acreditem que não vão ficar cansados, até porque é só levantar de uma praia e ir para outra logo de seguida! Podemos recomendar três, apenas porque são as mais conhecidas da ilha. La Pelosa-Stintino, Rena Bianca (Santa Teresa di Gallura) e a Cala Brandinchi, em San Teodoro.

 

Quanto a cidades não vale a pena perderem muito tempo, somos o mais sinceros possível, e dizemos isto com pena, mas podemos dizer que Alghero é simpático, por isso aproveitem para ir lá jantar quando visitarem a praia de La Pelosa, fica perto.

 

Quanto à gastronomia sarda, também não podemos dizer grande coisa. Para terem uma ideia, a maior parte dos doces vêm da ilha ao lado, da Sicília, por isso nem eles acreditam no poder da sua gastronomia. Mas como estão numa ilha aproveitem o que de melhor se pode extrair do mar. Comam peixe na brasa em Golfo Aranci (Costa Esmeralda) ou percam a cabeça e jantem ao lado de grandes iates em Porto Cervo e não deixem de se enfartar com uma típica refeição num Agriturismo, bastante típico na Sardenha. São estas as nossas três recomendações gastronómicas. Nas restantes refeições, aproveitem a praia ao máximo e levem umas sandes ou uma saladas.

 

Como vêem, todos os caminhos da Sardenha levam até ao mar. E por falar em caminhos, uma advertência, cuidado na estrada. Para os sardos não existem linhas contínuas ou limites de velocidade e as estradas são como a ilha, bastante selvagens e ‘naturais’.

 

A Sardenha não é memorável ou única, mas vale pelas ótimas experiências de verão. Lembram-se de quando eram jovens e tinham férias de verão? Acordar, comer e praia? Pois, é esse o estilo da Sardenha. Se estão a precisar de voltar aos vossos anos de juventude então está encontrado o vosso destino de verão.

O alojamento ideal para quem percorre a Great Ocean Road

Crude River Retreat, em Timboon-Curdievale

 

Já sabem que somos muito precavidos e gostamos de marcar os hotéis com antecedência, mas houve um, durante a nossa lua de mel, que falhou, e falamos da última noite das nossas primeiras férias enquanto casados.

 

Antes de partirmos para a Austrália, tinha ficado combinado que faríamos um ‘bate-volta’ à Great Ocean Road, ficando a dormir em Melbourne, de onde sairia o avião que nos levaria de volta a Portugal. Contudo, Melbourne foi o nosso ponto de partida e em dois dias já tínhamos visitado tudo. Então, durante a nossa estadia em Sydney aconselharam-nos a ficar a dormir a meio do percurso da Great Ocean Road, pois iria ser muito cansativo fazer a viagem de ida e volta no mesmo dia e não iríamos aproveitar esta bela viagem pela estrada mais fascinante da Austrália. E ainda bem que ouvimos os conselhos, que foram 'regados' com a possibilidade de vermos mais coalas.

 

Então, na véspera da última noite na Austrália, decidimos cancelar a nossa reserva de hotel para Melbourne e pesquisar no Booking as opções. Encontrámos o Curdie River Retreat, mais caro do que as outras opções, mas fomos levados pelo entusiasmo típico de recém casados em fim de férias e marcámos esse mesmo. Custou, na altura, 160 AUD (108 euros), uma noite com pequeno almoço.

 

Só irão entender o nosso entusiasmo de ficar no Curdie River Retreat se lerem o nosso roteiro pela Great Ocean Road. Vamos tentar expressar-nos aqui da melhor forma: Sabem aqueles momentos em que o Universo conspira a nosso favor para que tenhamos o melhor dia possível? Pois, é desses momentos que escrevemos aqui.

 

Depois de terminado o percurso escolhido na Great Ocean Road, fomos em direção ao nosso alojamento, que sabíamos à partida que seria isolado. Então munimo-nos com comida de supermercado, com direito a garrafa de vinho, salame, baguete, queijos… e ainda fomos brindados com aqueles sacos de papel, que tantas vezes vimos em filmes americanos e sempre sonhamos em carregar um. Pelo menos era esse o nosso entusiasmo.

 

Mais uns quilómetros perdidos por estradas inóspitas, algo tipicamente australiano, e lá chegamos ao Curdie River Retreat. Este alojamento em Timboon-Curdievale é nada mais nada menos do que a casa de um simpático casal.

 

Antes de avançarmos com este experiência olhem para as fotos para perceberem melhor

 

 

Percebem agora o nosso entusiasmo? O que mais podem querer dois recém-casados? Uma cabana e amor! É o que todos dizem certo?

 

O Curdie River Retreat é o símbolo máximo de aconchego e serenidade. Todo revestido a madeira, com vidros na janela para apreciar a paisagem a partir da sala, aquecedor, cozinha equipada e um teto inclinado no quarto. Durante a noite o silêncio impera e a cada ruído perguntamo-nos se será a visita de um coala ou até mesmo de um canguru. De manhã percebemos que afinal eram só pássaros.

 

Mas falemos de outro aspeto importante deste espaço. Os responsáveis do alojamento, que foram muito simpáticos durante a estadia, deixaram-nos o pequeno almoço (ovos, bacon, manteiga, sumo…) no frigorifico. E então o pão? Aí está outra surpresa deste alojamento: O senhor levantou-se mais cedo para fazer o próprio pão e deixou-nos à porta do quarto, gentilmente embrulhado num pano, dentro de um cesto.

 

Os amantes (como nós) da máquina de café Nespresso irão dar pulos de alegria quando encontrarem uma à vossa frente. Só havia duas cápsulas, mas deixámos um bilhete durante a noite e os caseiros trataram de oferecer mais dois para o pequeno almoço, porque já tínhamos gastado as que lá estavam depois do jantar.

 

O jantar no Curdie River Retreat é dos que guardamos com mais carinho, por ter sido, sem dúvida, o mais intimista desta lua de mel. Marcante também porque a Ana engasgou-se com um queijo feta e eu não sabia o que fazer, receando ficar viúvo.

 

De manhã, pudemos apreciar as vistas na varanda da sala e passear pelos espaços verdes do alojamento, até porque tivemos direito a 'late check-out'.

 

Partimos, com pena de deixar o Curdie River Retreat para trás e por terminar a lua de mel, mas com muita vontade de partilhar com o mundo esta experiência, a mais marcante dos alojamentos.

 

Podem verificar o Curdie River Retreat no Booking ou no site oficial

Três livros para viajar até à Provença

Valensole, Provence. Créditos: Volto JÀ

 

A região da Provença foi um dos sítios mais encantadores onde estivemos recentemente e que nos faz querer voltar. Sempre que comemos algo com “ervas da Provença” ou lavanda transporta-nos imediatamente para o sul de França.

 

Mas como temos outras viagens para fazer antes de voltar, encontrámos outra forma de matar saudades da Provença, através dos livros.

 

Por isso, deixamos algumas recomendações para aqueles que querem ser transportados para a Provença a partir de um sofá e também para aqueles que querem ser aguçados pelo apetite de visitar pela primeira vez.

 

 

Peter Mayle, Um ano na Provença

 

Um ano na Provença, Peter Mayle, 1989

 

Foi vencedor do prémio de melhor livro de Viagem do British Book Awards. É uma das mais divertidas, adoradas e bem sucedidas obras do género já publicadas. Quem não gostaria de largar tudo e recomeçar a vida num dos lugares mais charmosos do mundo? Peter Mayle e a sua mulher fizeram o que, para a maioria de nós, continua a ser apenas um sonho, quando resolveram morar numa casa rural no sul da França.

 

No seu primeiro ano na Provença, Peter, um ex-publicitário inglês, realizou um registo mês a mês da sua ambientação à nova realidade e das suas incríveis descobertas e surpresas. A começar pela gastronomia e pela paisagem, passando pelos hábitos dos franceses e as diferenças culturais, tudo é contado em detalhe, com descrições deslumbrantes e um humor refinado e irresistível.

 

Livros de receitas e guias da região costumam seduzir-nos com refeições fartas, coloridas e apetitosas, plantações de lavanda, belíssimos vinhedos e céus azuis. Mas nada como conhecer o relato em primeira mão de quem deixou a cidade grande para se entregar à experiência de desfrutar tudo isso, num local onde o tempo é governado pelas estações, não pelos dias. Todos os prazeres rústicos da vida provençal estão reunidos neste retrato fascinante, misto de caderno de viagens, crónica e romance - obra que deve ser degustada como o melhor dos vinhos. (Sinopse de estante virtual)

 

Depois de “Um ano na Provença”, seguiram-se mais dois títulos para completar a trilogia: Toujours Provence e Encore Provence: New Adventures in the South of France.

 

A má notícia é que nenhum destes livros está traduzido para o nosso português, podendo encontrá-los em espanhol ou no português do Brasil.

 

Mayle escreveria mais tarde a novela “A Good Year” (2005), que foi adaptado para o cinema pelo realizador Ridley Scott e protagonizado por Russell Crowe e Marion Cotillard.

 

 

Encontro na Provença, Elizabeth Adler, 2011

 

Encontro na Provença, Elizabeth Adler, 2011

 

No Sul da França, os segredos serpenteiam pelo campo ensolarado como os ramos das videiras – e como um bom vinho, tornam-se melhores a cada ano que passa. Mas Franny Marten sabe pouco desse mundo. Tudo o que serpenteia através da sua pequena casa de campo na Califórnia é o sonho de se apaixonar. Franny pensava que o sonho podia tornar-se realidade - até que conhece a mulher do seu amante! Mas, quando começa a sentir que o seu coração já ficou destroçado demasiadas vezes, Franny recebe uma carta misteriosa que muda tudo.

 

A carta é um convite para uma reunião da família Marten num château na Provença. Sabendo pouco sobre a família, Franny decide arriscar e faz as malas para a aventura de uma vida. A sua decisão de ir a França irá empurrá-la para um mundo na orla do tempo, onde o azul do Mediterrâneo se mostra ao longe com a promessa de que tudo é possível. E quando Franny descobre por que motivo o destino a levou à Provença, vai finalmente entender que quando se trata de amor, às vezes nem tudo é o que parece. Às vezes, é ainda melhor. (Sinopse de Fnac)

 

Elizabeth Adler é conhecida por escrever romances que misturam amor e viagens. Além desta obra dedicada à Provença, conta também com títulos como: Viagem a Capri, Regresso a Itália, Romance na Toscana, Verão na Riviera, Lua de Mel em Paris, e muitos mais. Contudo, ao contrário de Peter Mayler, Adler tem como alvo o público feminino.

 

 

Provença - O Lugar Mágico Onde Se Curam Corações Partidos, Bridget Asher, 2012

 

Provença - O Lugar Mágico Onde Se Curam Corações Partidos, Bridget Asher, 2012

 

Não existe uma boa história de amor que não encerre dentro de si um outro amor. Com o coração destroçado e ainda a chorar a perda do marido, Heidi viaja com Abbot, o filho de sete anos, e Charlotte, a desinteressada sobrinha de dezasseis, até à pequena aldeia de Puyloubier, no Sul de França, para uma casa de pedra já velhinha que tem sido responsável pela recuperação de corações partidos, desde antes da Segunda Guerra Mundial.

 

Ali, Charlotte revela um segredo perturbante e Heidi fica a saber a verdade sobre o «verão perdido» da mãe, quando ela era ainda criança. Ao mesmo tempo que três gerações colidem entre si, com uma vizinha que conhece todos os segredos da família e um francês enigmático, Heidi, Charlotte e Abbot iniciam uma viagem que passa pelo amor, pela dor e pelas gargalhadas entre as vinhas, os ventos quentes e pela deliciosa comida da Provença. Conseguirá a magia da casa curar também o coração de Heidi? (Sinopse de Fnac)

 

Este é o único livro publicado em Portugal desta autora. É semelhante ao livro de Elizabeth Adler, por isso, se forem do público feminino e sonhadoras, têm aqui outro livro para se entreterem.

Viajar, o melhor presente para uma mulher

Travel and Love

 

Este post é escrito exclusivamente pelo elemento masculino deste casal. Ela não sabe que o estou a fazer. Não pensem que sairá daqui uma declaração de amor à minha mulher. Isso faço-o todos os dias, à frente dela.

 

E esta introdução faz a ponte perfeita para justificar o meu título. Quando digo que viajar é o melhor presente para uma mulher não precisa de ser propriamente para assinalar aniversários de datas importantes. Porque o melhor que lhe podemos oferecer a uma mulher são três coisas e não nos sai da conta: Amor, dedicação e respeito.

 

Isto é um blogue de viagens, por isso não nos desviemos do assunto que nos traz aqui. Mas agora que olho para o segundo parágrafo vejo que assenta muito bem para começar o quarto parágrafo, porque irei começar pelo fator surpresa.

 

Já ofereci muitas viagens à agora minha mulher, seja em aniversário, natal ou só porque sim. Mesmo desconfiando do que se esconderia por detrás daquele pequeno papel que a transportaria para outro lugar, no final, acabo sempre por surpreendê-la.

 

Encaremos os fatos, as mulheres precisam de ser mais surpreendidas do que os homens e sentir-se mais especiais do que nós. E nós gostamos de as surpreender, pelo menos deveríamos fazê-lo sempre que surja a oportunidade.

 

As mulheres gostam de receber relógios, jóias e roupas, não ando aqui a enganar ninguém, mas se nunca ofereceram uma viagem à vossa mulher, façam-no pelo menos uma vez na vida. Não por mim, mas por vocês e pelas vossas mulheres.

 

Vejo nas redes sociais dezenas de mulheres a partilharem as suas viagens com os seus parceiros e a verdade é mesmo esta: Elas estão felizes nas fotografias que publicam. Até pode ser para fazer inveja ao mostrarem o quanto estão felizes, mas tenho a certeza que o estão. Elas, mais do que nós, adoram conhecer novos lugares.

 

Agora atenção, a cidade não faz tudo por nós. Podemos estar num lugar muito bonito, badalado, mas se não estivermos na mesma frequência das mulheres, a cidade deixa de ser tão maravilhosa. Precisamos de as fazer sentir integradas, e apaixonadas, no novo sítio que escolhemos para a surpreender. Esse é o segredo.

 

Viajar com a nossa mulher é mais do que passear e conhecer novos sítios. É termos a oportunidade de sermos aquilo que não conseguimos ser todos os dias em nossa casa. É claro que devemos, todos os dias, viajar com a nossa mulher dentro de casa, mas não sou de falsos moralismos. Os empregos, as rotinas, o cansaço não nos deixam ser tão livres como gostaríamos de ser.

 

Já fizemos dezenas de recomendações para amigos, e desconhecidos, com roteiros de visita, mas há algo que nunca iremos conseguir transmitir para vocês. Aqueles momentos em que estou sentado com a minha mulher num bar ou restaurante, descontraído, despreocupado com as horas e com o trabalho. Ali sinto-me verdadeiramente de férias. Ou quando vou de carro, de vidros abertos, em terras desconhecidas, para um novo lugar. Ou quando acordo com um despertador apenas para me alertar para o pequeno almoço que me vão servir, só porque me apeteceu acordar cedo, sem ser obrigado. Ou quando fico horas deitado na cama a resumir o nosso dia, com sono, mas sabendo que não me esperam obrigações no dia seguinte. Isso sim, se me perguntarem por aí, saberão que esta é a melhor definição de viajar/férias.

 

Amar é viajar e viajar com amor é ainda melhor. Isto será o maior cliché que alguma vez irão ler neste blogue, mas também a coisa mais verdadeira que irão ler de mim.

Ana e João