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volto já

para quem pertence a vários lugares

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Para quem quer apaixonar-se em (e por) Paris

Para quem quer apaixonar-se em (e por) Paris

 

Se querem um guia para encontrar os melhores museus, monumentos ou igrejas de Paris estão no lugar errado. Aqui vamos apresentar um roteiro de três dias e duas noites para casais apaixonados que querem aproveitar ao máximo um do outro, tendo a cidade francesa como pano de fundo.

Paris foi a última etapa da nossa lua de mel e a capital francesa nunca cansa, seja em que altura ou momento for.

Apresentamos os quatro pontos que achamos serem essenciais para uma visita intensa pelas ruas de Paris.

 

1- Alojamento

Por esta altura, e sempre, privilegiamos a localização, por isso escolhemos o Hotel Victoria Chatelet, no 1er arrondissement de Paris. Estamos numa das cidades com o alojamento mais caro do mundo, por isso os 150 euros por noite, sem pequeno almoço, é um preço em conta. Para os mais ousados, podem experimentar o Hotel Maison Souquet, no 9er arrondissement, perto de Moulin Rouge, isto para quem procura um ambiente mais intimista e romântico. Aqui ficam duas opções diferentes e ambas excelentes.

 

2- Passeios a pé

É assim que se conhece qualquer cidade e Paris não é exceção. Foram mais de 48 horas sem entrar num táxi ou metro. Claro que ficamos com os pés doridos, mas digam lá se aquela sensação, cansados, de entrar num banho relaxante e deitar logo de seguida, depois de um dia em grande, não é das melhores do mundo.

Os jardins de Luxemburgo (para um almoço-piquenique) e os Jardins das Tulherias são ótimos locais para se passear calmamente durante uma tarde. Quanto a caminhadas, têm de fazer o percurso do Museu do Louvre até à Torre Eiffel e, na volta, até Notre Damme e daqui até ao Bairro de St Germain. Não precisam de fazer tudo num dia, dividam-no em momentos diferentes da vossa viagem. Claro que uma foto em Trocadéro, com vistas para a 'Dama de Ferro', é imprescindível nesta viagem.

O passeio mais bonito que podem fazer é ao longo do Rio Sena, sendo obrigatório fazê-lo de dia e noite.

 

Passeio noturno pelo Rio Sena, em ParisCRÉDITOS: PIXABAY

 

3- Restaurantes

Já falamos dele várias vezes, mas a nossa experiência no Kong foi memorável. Não é o melhor restaurante de Paris, longe disso, mas o ambiente e a decoração fazem dele um dos melhores, pelo menos no nosso coração. É um Restaurante-Bar, com ambiente jovem e informal, ideal para um jantar elegante e um resto de noite muito animado.

L’ Avenue é um dos mais procurados pelos famosos, tendo ficado ainda mais conhecido depois do casal Kardashian-West ter passado por lá durante a Semana da Moda de Paris. Recomendamos um almoço em vez de jantar e na esplanada, como um verdadeiro parisiense.

 

Kong (Paris)CRÉDITOS: RESTAURANTE KONG

 

Atenção, façam reserva para ambos os restaurantes.

Se querem algo mais rápido, mas igualmente saboroso, procurem as cadeias de hambúrgueres Big Fernand. Não se vão arrepender.

 

4- Pastelarias

É a meca da pastelaria mundial. Ninguém faz pastelaria fina como os franceses e não quisemos deixar de visitar três das mais conhecidas, e com mérito, durante a nossa estadia. Têm de tomar um pequeno-almoço no Angelina da Rue de Rivoli, um lanche no Ladurée para provar os macarons mais famosos do mundo, assim como os L'éclair de Génie.

 

Angelina, ParisCRÉDITOS: WIKIMEDIA COMMONS

 

Para algo mais sofisticado e menos doce, visitem o bar do Pershing Hall, ideal para um café ou mesmo um cocktail, seja de dia ou de noite.

Lembramos que aqui queremos partilhar a nossa experiência em Paris, a dois, sem perdas de tempo em filas para museus e monumentos. Com isto, não queremos dizer para não os visitarem, muito pelo contrário, já que uma subida à Torre Eiffel ou uma visita ao Museu do Louvre tornam qualquer visita à capital francesa muito mais rica.

Como já fomos muitas vezes a Paris e contamos ir muitas mais, quisemos desfrutar um do outro na cidade do amor e, seguindo este guia, conseguimo-lo, com distinção.

7 Razões para amar o Porto

Cidade do Porto à noite. Créditos: visitportoandnorth.travel

 

Fomos aAna e João, do Volto JÁmbos estudar para o Porto ainda adolescentes. Começamos a viver (como habitação secundária) no Porto em anos diferente. Encontrámo-nos muitas vezes pelos bares, discotecas e restaurantes da cidade Invicta. Não nos apaixonamos de imediato um pelo outro mas fomos criando, cada um à sua maneira, uma ligação muito forte ao Porto. Anos passaram-se e começámos a namorar com a Ribeira como testemunha. Razão mais do que forte para amarmos o Porto. Mas há muito mais para descobrir e por isso aqui ficam mais sete razões.

 

 

1 – A autenticidade

Mesmo que nunca tenham visitado o Porto, com certeza já ouviram falar das pessoas do Porto e do seu caráter. Tal como os seus habitantes, de personalidade vincada e “sem papas na língua”, também a cidade do Porto se apresenta assim, despida de artifícios e sem a pretensão de ser igual a nenhuma outra cidade europeia. Muitos consideram-na escura e suja, mas é aí que reside a sua verdadeira beleza, nessa autenticidade da cidade que se mostra a quem a visita, tal como é, sem esconder nem disfarçar a sua “pronúncia”. Ou se ama ou se detesta, mas ninguém lhe fica indiferente.

 

2 – A Gastronomia

Este é o momento em que todos os pensamentos estão sincronizados. Quem não está a pensar numa francesinha acompanhada de umas belas batatas fritas encharcadas de molho, que se acuse. Ir ao Porto e não provar francesinha é quase como ir a Roma e não ver o Papa. É uma iguaria que se encontra quase restaurante sim, restaurante sim, não terão dificuldade em completar este “must-do”, mas se querem uma dica, confessamos aqui que as nossas preferidas são as da Taberna Yuko, na Rua Costa Cabral. De qualquer forma, este ponto refere-se a gastronomia, pelo que seria redutor falarmos apenas de francesinhas. Nos últimos anos têm surgido na cidade inúmeros restaurantes, dos mais diversos estilos e conceitos, tornando a oferta cada vez mais apelativa e diversificada. Desde restaurantes de gastronomia regional a restaurantes gourmet, tapas, sushi, hamburguerias, há de tudo para todos os gostos e apetites…o difícil é mesmo escolher.

 

3 – A Diversidade

Passeios de barco pelo rio ou esplanadas à beira-mar. Subida ao topo da Torre dos Clérigos ou caminhadas pela zona Ribeirinha. Arquitetura tradicional de edifícios estreitos e coloridos como o bairro de Miragaia, ou arquitetura moderna e vanguardista como a Casa da Música ou o Porto de Leixões. Lojas elegantes com marcas de renome internacional ou concept stores com artigos de design. Galerias comerciais ou mercados de rua. Pic-nic no Parque da Cidade ou passeio com vista panorâmica pelos jardins do Palácio de Cristal. O melhor de tudo? Não precisa de escolher entre nenhum destes programas, pode fazê-los todos.

 

4 – Cultura e Entretenimento

Embora a maior parte dos grandes espectáculos do país aconteça em Lisboa, desengane-se quem pensa que no Porto se vive num marasmo. Há sempre alguma coisa a acontecer nesta cidade. É possível assistir a espetáculos de música, comédia, dança ou teatro, frequentemente, em vários espaços da cidade. Aliás, alguns festivais musicais são já uma referência a nível internacional, como o caso do NOS Primavera Sound.

Há também opções para os que preferem outras artes como pintura, fotografia e/ou escultura, com exposições regulares, entre outros locais, nas várias galerias da Rua Miguel Bombarda, no Instituto Português de Fotografia, no mais recente edifício AXA, bem no centro da cidade, ou no Museu da Fundação Serralves. Neste último, destaque para o evento anual “Serralves em Festa”, que decorre geralmente em meados de maio, com entrada gratuita e 40 horas non-stop de concertos, exposições e outras atividades. Qualquer que seja a sua preferência, para que nenhum evento lhe passe ao lado, o ideal é consultar o site da Câmara Municipal do Porto (http://www.cm-porto.pt/).

 

Obviamente, este ponto não poderia terminar sem uma referência à maior festa da cidade, o São João, a 24 de Junho. Munam-se de martelos e alhos porros e juntem-se à multidão crescente que a cada ano festeja o Santo Popular Nortenho.

 

5 – Vida noturna

Como cidade universitária que é, não podia faltar ao Porto animação noturna à altura. Aqui a melhor recomendação que podemos dar é que se percam no centro do Porto. Comecem pela rua das Galerias de Paris e depois deixem-se ir aonde a movida vos levar, nem que isso signifique passar grande parte da noite na rua, em amena cavaqueira, com uma bebida na mão. E já que falamos de bebidas, deixamos uma sugestão: experimentem uma caipirinha de gomas, uma das opções da extensa lista de caipirinhas do CaipiClub. Gostem ou não, será algo que provavelmente não vão experimentar noutro sítio. Continuando, o mais provável será acabarem a noite num dos clubes da zona, o Tendinha para os amantes do rock ou o Pitch, para os que preferem um estilo mais electrónico, mas até lá haverá com certeza um bar com animação à vossa medida: para os que gostam de recordar os anos 80 (Galerias de Paris), para os que preferem ritmos mais comerciais e afro-latinos (Baixaria, Porto Tónico), para os que gostam de um estilo mais alternativo (Plano B), para os amantes de gin (The Gin House) ou para os que preferem os sítios da moda (Fé – Wine & Club).

 

Se não dispensam o fim de noite em discotecas, há também várias opções na cidade, mas já um pouco mais afastadas do centro, com destaque para a recente Kasa da Praia, na Foz, ou o Eskada Porto, na Rua da Alegria.

 

6 – A Vista

Há uma imagem inconfundível associada à cidade do Porto, que nunca deixará de nos deslumbrar: a vista da ribeira a partir de Gaia. É maravilhosa, tanto de dia como de noite, mas à noite é mágica, além de maravilhosa, com todas as luzes a cintilar sobre o Douro. Sim, somos suspeitos, adoramos as cidades à noite, quanto mais luz melhor, parece que é sempre Natal. Faz-nos felizes. Percorram o passeio pedonal da ponte D. Luís até à Serra do Pilar ou sentem-se na esplanada do hotel The Yeatman com um copo de vinho, do Porto claro, e sejam também felizes. É cliché mas é um cliché dos bons, daqueles que nos lembram o motivo porque gostamos tanto de viajar.

 

7 – Arredores do Porto

A proximidade da cidade a outros pontos de interesse turístico, bem como a grande acessibilidade em termos de transporte, é mais um ponto a favor do Porto.

 

Para não nos alongarmos demasiado, deixamos aqui apenas duas recomendações de visita, de entre muitas possíveis e igualmente merecedoras.

 

Recomendamos a visita ao Douro vinhateiro e esta vamos decretá-la uma obrigação e não uma recomendação. Desculpem o autoritarismo, mas assim que lá estiverem até nos vão agradecer. São paisagens únicas e deslumbrantes, e as opções de hotelaria e restauração, bem como de visita a adegas e caves de vinho, não deixarão ninguém ficar mal. Se puderem, façam um cruzeiro no rio ou uma viagem de comboio na linha do Tua. É Portugal rural no seu melhor.

 

A segunda recomendação será para explorarem um pouco a costa a norte da cidade. São poucos os quilómetros que ligam o Porto a Ofir ou até mesmo Viana do Castelo, mas muitas as praias que podem visitar, algumas delas com excelentes condições para a prática de actividades aquáticas como o surf, bodydoard, kitesurf e paddlesurf, entre outros. Aproveitem e fiquem para almoçar. Vai ser difícil não se deixarem tentar pelo delicioso aroma de peixe grelhado que vão sentir por esses lados.

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