Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

volto já

para quem pertence a vários lugares

volto já

para quem pertence a vários lugares

Cassis, o segredo (aqui ao lado) mais bem guardado deste verão

Cassis

 

Sejam bem-vindos a Cassis, uma pequena vila piscatória no Mediterrâneo, perto de Marselha, França. Este lugar é famoso pelos seus edifícios de barro, produção de vinho rosa, os calanques e praias de cortar a respiração. Este é o segredo mais bem guardado do verão de 2017. Sintam-se uns privilegiados por conhecer este lugar mágico.

 

Como chegar lá

Uma viagem de avião a partir dos aeroportos portugueses continentais até Marselha tem a duração de duas horas e Cassis fica a cerca de 30 minutos. Caso optem por viajar de comboio, mal cheguem à estação ferroviária,  peçam um táxi até ao vosso destino final, uma vez que transportes públicos não abundam nesta zona.

 

Onde ficar

Aqui irão encontrar várias opções espetaculares no Airbnb, a nossa recomendação principal e a mais barata. Tentem ficar numa propriedade a poucos passos do porto para terem fácil acesso aos restaurantes, lojas e praias. Se preferirem algo mais especial, considerem o ‘Les Roches Blanches’, um hotel de luxo com vistas incríveis para o azul turquesa do Mediterrâneo.

 

O que comer

Para os mais destemidos com a fatura final, recomendamos o ‘La Villa Madie’, com estrelas Michelin, que fica no alto das colinas circundantes de Cassis, oferecendo vistas magníficas para o mar e pratos a combinar com o ambiente. Aqui irão encontrar peixe e marisco muito fresco e delicioso. Se forem até lá, façam uma pausa para admirar o penhasco mais alto do mar na Europa, o Cap Canaille, um rochedo que vai mudando de cor ao longo do dia. Passem também pelo ‘Divino’, um pequeno bar de vinhos numa das muitas e encantadoras ruas laterais de Cassis, servindo pratos simples e deliciosos (com preços mais em conta) e não se esqueçam de fazerem acompanhar a vossa refeição com um copo de vinho rosé local.

 

O que fazer

Se estão a pensar ir até Cassis apenas para nadar, comer e beber, então vão para o sítio certo. Os franceses, principalmente os que vivem na Provença, sabem fazer isso melhor do que ninguém. Primeiro, façam o reconhecimento a pé pelas ruas estreias e coloridas da parte velha da vila de Cassis. Depois, sintam-se uns verdadeiros turistas e façam um passeio de barco (com três opções de duração) pelo mar de Mediterrâneo, desta forma, têm uma perspetiva única dos calanques, as jóias da coroa de Cassis. De acordo com o maior dicionário da internet, tratam-se de acidentes geográficos que se apresentam sob a forma de uma angra, enseada ou baía com lados escarpados, compostos por estratos de calcário, dolomita ou outros minerais carbonatos.

A verdadeira aventura só ficará completa se se aventurarem a pé pelos arredores dos calanques. É uma experiência única e como recompensa poderão mergulhar em praias que parecem saídas de filmes, como é o caso do Calanque D'en Vau.  Façam o percurso em segurança e não entrem em pânico se se perderem um pouco, isso faz parte da jornada. A área do trilho não está bem assinalada e irão encontrar alguns obstáculos, contudo, irá ser a perda de tempo mais preciosa do mundo. Basta olhar para o lado e sentirem-se imediatamente no paraíso.

 

Quanto tempo

Recomendados cinco dias divididos desta forma: dois dias para caminhadas, dois para desfrutar simplesmente das praias e outro para descontrair na parte velha da vila. Depois sigam rumo para o coração da Provença, porque nós explicamos tudo no nosso roteiro.

Para quem quer apaixonar-se em (e por) Paris

Para quem quer apaixonar-se em (e por) Paris

 

Se querem um guia para encontrar os melhores museus, monumentos ou igrejas de Paris estão no lugar errado. Aqui vamos apresentar um roteiro de três dias e duas noites para casais apaixonados que querem aproveitar ao máximo um do outro, tendo a cidade francesa como pano de fundo.

Paris foi a última etapa da nossa lua de mel e a capital francesa nunca cansa, seja em que altura ou momento for.

Apresentamos os quatro pontos que achamos serem essenciais para uma visita intensa pelas ruas de Paris.

 

1- Alojamento

Por esta altura, e sempre, privilegiamos a localização, por isso escolhemos o Hotel Victoria Chatelet, no 1er arrondissement de Paris. Estamos numa das cidades com o alojamento mais caro do mundo, por isso os 150 euros por noite, sem pequeno almoço, é um preço em conta. Para os mais ousados, podem experimentar o Hotel Maison Souquet, no 9er arrondissement, perto de Moulin Rouge, isto para quem procura um ambiente mais intimista e romântico. Aqui ficam duas opções diferentes e ambas excelentes.

 

2- Passeios a pé

É assim que se conhece qualquer cidade e Paris não é exceção. Foram mais de 48 horas sem entrar num táxi ou metro. Claro que ficamos com os pés doridos, mas digam lá se aquela sensação, cansados, de entrar num banho relaxante e deitar logo de seguida, depois de um dia em grande, não é das melhores do mundo.

Os jardins de Luxemburgo (para um almoço-piquenique) e os Jardins das Tulherias são ótimos locais para se passear calmamente durante uma tarde. Quanto a caminhadas, têm de fazer o percurso do Museu do Louvre até à Torre Eiffel e, na volta, até Notre Damme e daqui até ao Bairro de St Germain. Não precisam de fazer tudo num dia, dividam-no em momentos diferentes da vossa viagem. Claro que uma foto em Trocadéro, com vistas para a 'Dama de Ferro', é imprescindível nesta viagem.

O passeio mais bonito que podem fazer é ao longo do Rio Sena, sendo obrigatório fazê-lo de dia e noite.

 

Passeio noturno pelo Rio Sena, em ParisCRÉDITOS: PIXABAY

 

3- Restaurantes

Já falamos dele várias vezes, mas a nossa experiência no Kong foi memorável. Não é o melhor restaurante de Paris, longe disso, mas o ambiente e a decoração fazem dele um dos melhores, pelo menos no nosso coração. É um Restaurante-Bar, com ambiente jovem e informal, ideal para um jantar elegante e um resto de noite muito animado.

L’ Avenue é um dos mais procurados pelos famosos, tendo ficado ainda mais conhecido depois do casal Kardashian-West ter passado por lá durante a Semana da Moda de Paris. Recomendamos um almoço em vez de jantar e na esplanada, como um verdadeiro parisiense.

 

Kong (Paris)CRÉDITOS: RESTAURANTE KONG

 

Atenção, façam reserva para ambos os restaurantes.

Se querem algo mais rápido, mas igualmente saboroso, procurem as cadeias de hambúrgueres Big Fernand. Não se vão arrepender.

 

4- Pastelarias

É a meca da pastelaria mundial. Ninguém faz pastelaria fina como os franceses e não quisemos deixar de visitar três das mais conhecidas, e com mérito, durante a nossa estadia. Têm de tomar um pequeno-almoço no Angelina da Rue de Rivoli, um lanche no Ladurée para provar os macarons mais famosos do mundo, assim como os L'éclair de Génie.

 

Angelina, ParisCRÉDITOS: WIKIMEDIA COMMONS

 

Para algo mais sofisticado e menos doce, visitem o bar do Pershing Hall, ideal para um café ou mesmo um cocktail, seja de dia ou de noite.

Lembramos que aqui queremos partilhar a nossa experiência em Paris, a dois, sem perdas de tempo em filas para museus e monumentos. Com isto, não queremos dizer para não os visitarem, muito pelo contrário, já que uma subida à Torre Eiffel ou uma visita ao Museu do Louvre tornam qualquer visita à capital francesa muito mais rica.

Como já fomos muitas vezes a Paris e contamos ir muitas mais, quisemos desfrutar um do outro na cidade do amor e, seguindo este guia, conseguimo-lo, com distinção.

Só Woody Allen para nos fazer viajar numa sala de cinema

 

Este mês chega às salas de cinema mais um filme de Woody Allen, o Café Society, e aproveitamos o momento para recordar as cidades que o realizador norte-americano imortalizou no cinema através da lente da sua câmara.

 

 

32 horas em Paris? Tudo o que tem de fazer para viver ao máximo!

Paris @pixabay

 

Têm um fim de semana livre e querem fazer uma 'escapadinha' com a namorada/o ou família para conhecer a capital francesa? Para alguns, fim de semana significa descanso, mas que tal gastar o vosso tempo numa viagem relâmpago a um dos destinos mais fabulosos da Europa, que fica apenas a duas horas de distância de avião?

 

Venha connosco e explicamos tudo o que tem de fazer, desde a escolha de aeroportos até ao que tem de comer e visitar para ter a sensação de que fez parte de um filme como 'O fabuloso destino de Amélie'.

 

Dica: Escolha um dos aeroportos mais próximos de Paris (Orly ou Charle de Gaulle), assim encurta o tempo que irá gastar na deslocação até à cidade. O meio de transporte mais rápido é o comboio (10€), que vos deixa mesmo no centro da cidade em 40 minutos aproximadamente. Caso sejam uma família numerosa (4 ou 5) ponderem a escolha de um aluguer de carro, uma vez que um bilhete de transporte público, a multiplicar por cinco, pode ficar mais caro. [nota: alugamos um carro por 35€ para dois dias na Keddy, com levantamento em Charles de Gaulle].

 

Partindo do principio que chegaram a Paris pouco antes da hora do almoço, o ideal será arrumar as malas no alojamento escolhido para ficarem com as mãos livres para começar a vossa viagem por Paris.

 

Dica: Escolham um alojamento central durante a vossa estadia. Irão ficar apenas uma noite por isso aconselhamos que gastem mais um pouco em benefício das horas que vão ganhar em deslocações de metro do centro da cidade para o alojamento. Paris é uma cidade cara, principalmente nos bairros centrais, por isso espreitem o Airbnb. [nota: conseguimos ficar alojados num apartamento no 9. Arrondissement (Bairro), por 177€, com espaço para cinco pessoas]. Escolham um alojamento localizado nos Bairros de 1 a 9, os mais próximos das atrações turísticas.

 

É hora do almoço e queremos comer algo rápido para começar. Comer bem faz parte dos costumes franceses, por isso recomendamos um restaurante da cadeia Big Fernand. Podem encontrar um nestes locais: Montparnasse, Saint-Sauveur, Galeries Lafayette, Poissonnière ou Saint-Honoré. O preço médio do menu é de 16€. Os hambúrgueres são deliciosos, não desiludem e têm aquele saborzinho francês, como é o caso da sanduíche 'Le Victor', com recheio de queijo azul.

 

Torre Eiffel @pixabay

 

Já de barriga cheia, dirijam-se até símbolo máximo de Paris, a dama de ferro mais conhecida do mundo, a Torre Eiffel. Independentemente do sitio onde tenham almoçado, optem por um passeio a pé para lá chegar, desfrutando das vistas, do rio Sena, da arquitetura parisiense, da música de rua... Depois dos atentados de 13 de novembro de 2015, a segurança apertou ao máximo na capital, sendo agora mais difícil circular pelas imediações da Torre Eiffel. Se estão pela primeira vez em Paris não vão querer deixar de estar com a cidade a vossos pés, por isso tenham paciência com as filas para entrar.

 

Já cá em baixo, andem mais uns metros em direção a Trocadéro para captarem o momento com uma 'selfie', acompanhados da Torre Eiffel. Pelo caminho podem lambuzar-se com um crepe de chocolate.

 

Caminhem durante uns 20 minutos até ao Arco do Triunfo, outro dos pontos altos da cidade. Aqui podem subir e apreciar novamente as vistas, mas uma vez que já o fizeram na Torre Eiffel não vale a pena repetir a experiência. Caso não tenham tido paciência no ponto anterior, subir aqui é uma boa opção. Depois desçam os Campos Elísios e observem as lojas de 'griffe' à vossa volta.

 

Sacre Coeur@pixabay

 

Já com o sol a ir embora, entrem no metro e dirijam-se à Basílica Sacré Coeur. Saiam na estação Anvers e subam até outro dos pontos altos desta viagem. Relaxem um pouco na escadaria, desfrutem das vistas e entrem numa das igrejas mais bonitas de Paris. Já com a noite como pano de fundo, percam-se nas ruas de Montmartre, o bairro mais pitoresco de Paris, com os seus típicos restaurantes e os pintores. Aqui fica o famoso Café des Deux Moulins do filme 'O Fabuloso Destino de Amélie'. Se querem preços mais em conta, podem jantar nesta zona, que é uma boa opção para sentir o espírito parisiense.

 

Montmartre @pixabay

 

Dica: O restaurante Le Ceni's, em Montmartre, é uma boa opção para quem não quer gastar muito dinheiro. O preço do menu é de 16€, mas os pedidos têm de ser feitos até às 21 horas.

 

Kong (Paris)@kong

 

Caso contrário, e se estão no espírito de viver ao máximo a vossa noite em Paris, temos outra opção, mais sofisticada e mais divertida. Trata-se de um dos melhores restaurante da cidade e chama-se Kong. Contudo, temos de alertar aqui para algumas coisas: É necessário fazer reserva alguns dias antes e não se esqueçam de pedir mesa na sala com vista panorâmica; o preço médio do jantar é de 70€ por pessoa; uma ida ao Kong só fica completa com uma visita ao bar, que fica apenas a umas escadas abaixo. Perante este cenário, e porque vamos ter de acordar cedo no dia seguinte, meçam bem o vosso nível de cansaço. Se querem sair de Paris com a sensação de conhecer a noite parisiense, com gente bonita e sofisticada, este é o vosso local, mas é preciso estar com espírito adequado, caso contrário não irá valer a pena.

 

No dia seguinte há que acordar bem cedo e tomar um pequeno almoço requintado. Antes de recarregar as baterias, passem pela Ópera de Paris. Quanto ao pequeno almoço, aconselhámos uma visita à Angelina, na Rua Rivoli, e escolham um típico menu parisiense (20€), composto por um chocolate quente, um sumo, pão, compotas, manteiga e pequenos folhados doces. Venham cedo para evitar filas e assim desfrutar tranquilamente desta casa que abriu em 1903. Espreitem também as vitrines para ver o que é, afinal, a 'pâtisserie' francesa. 

 

Museu Louvre @pixabay

 

Caminhem agora pelos Jardins das Tulherias até ao Museu Louvre. Aqui irão encontrar uma grande fila, não fosse este o museu mais visitado do mundo, por isso tentem ir o mais cedo possível. Como irão despender apenas uma manhã, terão de fazer as vossas escolhas nas alas a visitar. Aconselhamos as pinturas francesas e italianas (para ver o tão famoso quadro pintado por Leonardo Da Vinci, a Mona Lisa), e o piso do antigo egípcio, para observar os sarcófagos e as múmias. Não fiquem tristes por não conhecer tudo de uma só vez, porque, mesmo assim, não daria para ver tudo num só dia, por isso deixem para outra altura, numa segunda visita a Paris. O próprio edifício do Louvre é por si só uma obra de arte, entrar já é suficiente para ter um vislumbre deste magnifico espaço. Não deixem de tirar fotografias na pirâmide de vidro que fica no exterior, à entrada do museu.

 

Dica: No primeiro domingo de cada mês a entrada no Museu Louvre é gratuita, mas isso significa também uma fila maior.

 

É novamente hora de almoço e aqui têm duas opções de lugar e uma apenas de refeição: Façam um piquenique nos Jardins das Tulherias e façam a digestão à volta da Praça da Concórdia. Podem ainda ir almoçar aos Jardins de Luxemburgo, mas tomem nota que fica a meia hora de distância a pé e ainda há um ponto importante a visitar.

 

Macarons @pixabay

 

Dica: Encontrem uma das 'maisons' do Pierre Marcolini para comer os melhores macarons de Paris.

 

A nossa estadia em Paris está a terminar, mas a visita não ficaria completa sem uma visita à Catedral de Notre Damme (podem chegar lá a pé ou de metro, vejam a melhor opção consoante o tempo que vos resta). A entrada (gratuita) faz-se de uma forma ordeira e rápida.

 

Catedral Notre Dame @pixabay 

 

É hora de ir buscar as malas e voltar ao aeroporto, dando assim como terminada a nossa viagem de 32 horas por Paris, de coração apertado por ter sido tão curto. Mas encarem isto como um aperitivo e não deixem de voltar, com mais tempo, a esta bela capital francesa.

As melhores cidades para os amantes de literatura

São viciados em livros? Consomem uns atrás dos outros? Então apresentamos oito cidades que inspiraram alguns dos melhores romances e escritores de todos os tempos. Temos ainda umas dicas para seguirem os trilhos nestas cidades que continuam a ser um paraíso para os amantes de livros.

 

Vamos começar a virar as páginas?

 

1. São Petersburgo

Peterhof, em São Petersburgo

 

Na literatura, o centro cultural da Rússia é um lugar de contrastes. Guerra e Paz (1869), de Tolstoi, Crime e Castigo (1866), de Dostoievski, são algumas das obras russas que marcaram a diferença no olhar para a sociedade russa, principalmente para São Petersburgo, fazendo dela a cidade mais literária do país.

 

Em São Petersburgo, existe uma data para honrar Dostoievski. Realizada no primeiro sábado do mês de julho, os fãs reúnem-se para celebrar o seu herói.

 

Dica: Visite o canto do Stolyarny Alley e  a Rua Kaznacheisky, onde o escritor viveu durante a elaboração de sua obra-prima.

 

2. Paris

Paris, França

 

Enquanto vivia em Paris e escrevia Ulysses (1922), James Joyce desabafava o seu amor pela capital francesa: "Há uma atmosfera de esforço espiritual aqui", contou ele ao amigo pintor britânico Frank Bugden.

 

O Corcunda de Notre Dame (1831) e Os Miseráveis ​​(1862), de Victor Hugo, retratam as diferenças entre a nobreza francesa e os pobres. Romances como o Trópico de Caranguejo (1934), de Henry Miller, e Paris é uma festa (a título póstumo, 1964), de Ernest Hemingway, mostraram aos leitores a vida nómada dos escritores americanos que passaram por Paris no início do século XX.

 

Dicas: Enquanto vivia em Paris na década de 1920, Hemingway passava os inícios das manhãs em La Closerie des Lilas (171 Boulevard du Montparnasse), a escrever muitas das suas primeiras obras, incluindo o O Sol Nasce Sempre (1926). O café ficava apenas a uma rua de distância do seu apartamento, na 113 Rue Notre-Dame des Champs, um dos locais favoritos para o jovem escritor americano ler o trabalho dos seus amigos, como o manuscrito de F. Scott Fitzgerald de Gatsby (1925).

 

3. Londres

Londres, Inglaterra

 

Ao longo da história, alguns dos escritores mais famosos do mundo têm caracterizado Londres como sendo uma personagem principal e é por isso que conhecemos tão bem a cidade.

 

Londres são as crianças de rua de Charles Dickens, os reis trágicos de Shakespeare (Richards II e III, Henry V e VIII), e a alta sociedade de Thackeray em Feira das Vaidades (1847). É ainda a cidade de Mary Poppins, Sherlock Holmes e Harry Potter.

 

Dicas: Passem pela Rua 34 (anteriormente 16) de Tite para prestar homenagem a Oscar Wilde e à sua esposa Constance, que se mudaram para o Bairro em 1884. É onde Wilde escreveu algumas das suas obras mais famosas, incluindo o Retrato de Dorian Gray (1891).

 

4. Reiquiavique

Islândia

 

Há um estudo que refere que um em cada dez islandeses irá publicar um livro ao longo de sua vida. Isso faz com que este país seja o maior gerador de escritores no mundo. Se considerarmos que a Islândia tem 300.000 habitantes na capital (Reiquejavique), temos a ideia de que a cidade terá 30.000 autores, com todos os livros a serem publicados em islandês, em defesa da língua.

 

Valter Hugo Mãe foi um dos escritores que se deixou apaixonar pelo encanto deste pequeno país ao escrever a Desumanização (2013). Certamente que George R.R. Martin's inspirou-se na Islândia para escrever a saga A song of ice and fire (1996-), uma vez que esta é a terra do gelo e dos vulcões. Halldór Laxness é o único escritor islandês galardoado com um prémio Nobel da literatura (1955) e, anos antes, escreveu A estação Atómica (1948), retratando os contrastes islandeses, entre a vida moderna e a rural.

 

Dicas: A Islândia é o país dos elementos naturais, por isso nada melhor que percorrer as estradas deste país em estilo aventureiro para redescobrir a nossa paixão pela natureza.

 

5. Pamplona 

San Fermin, Pamplona

 

Ernest Hemingway escreveu o seu romance O Sol Nasce Sempre (1926), baseado em eventos reais da sua própria vida. A primeira vez que ouviu falar de Pamplona foi por acaso, quando era jornalista correspondente em Paris e decidiu fazer uma história sobre esta pequena cidade espanhola de apenas trinta mil habitantes.

 

Ele queria escrever uma história sobre o estranho hábito de “soltar os touros" para depois fugir deles pelas ruas. Hemingway, de apenas 24 anos, ficou tão fascinado por este espetáculo que regressou a Pamplona mais oito vezes. A pequena cidade espanhola representava, para ele, o que amava: a diversão, boa vida, álcool, mulheres, touros e amigos.

 

Dicas: Na Plaza del Castillo, Ernest Hemingway alternava entre as esplanadas do Txoko e Café Iruña, ambos ainda em funcionamento, assim como o Torino Coffee Bar, Café Kutz e Swiss Café. Visitem também Gran Hotel La Perla, onde permaneceu alojado.

 

6. Tóquio 

Tóquio, Japão

 

Haruki Murakami é considerado o maior embaixador da nova corrente literária japonesa,, nomeadamente com os seus romances After Dark (2004) e Norwegian Wood (2010). Mas é com a trilogoia 1Q84 (2009) que o autor realmente se conecta a Tóquio, passando do antigo para o moderno. O escritor oriental consegue levantar o pano sobre o Japão colorido e barulhente, revelando o que se esconde em cada casa e em cada pensamento dos japoneses.

 

Dicas: Visitem o Nakamuraya Cafe (3-26-13 Shinjuku, Shinjuku) e o Hotel Okura (2-10-4 Toranomon, Minato) para conhecer alguns lugares-chave da obra de Murakami. Existe também o Cafe Rokujigen (1-10-3 Kamiogi, Suginami), onde os fãs do escritor se juntam regularmente para ler e discutir a sua obra.

 

 7. Roma

Forum Trajano, Roma

 

Graças à literatura inglesa, Roma ganhou destaque com os seus romances baseados no drama e traição. Titus Andronicus (1594) e Júlio César (1623), ambos de Shakespeare, retratam os jogos de poder na cidade antiga, enquanto Ben-Hur (1880), de Lew Wallace, visita a Roma do início do cristianismo, com meticulosas descrições. I Claudius (1934), de Robert Graves, oferece uma história romana "narrada” por um dos seus imperadores.

 

Dicas: Se quer reviver a Roma Antiga, visite o Antico Caffè Greco (Via dei Condotti, 86). Inaugurado em 1760, as mesas de mármore do café têm recebido clientes notáveis como John Keats, Charles Dickens, Hans Christian Andersen, Mary Shelley e Lord Byron.

 

8. Lisboa

Alfama, Lisboa @pixabay

 

Lisboa é a cidade de Fernando Pessoa e a capital portuguesa transpira os versos do maior poeta português. A cidade conta ainda com o Monumento dos Descobrimentos, que nos remete para os textos de Luís de Camões. Lisboa serve ainda de cenário para Os Maias, de Eça de Queirós (1888), um dos maiores romances alguma vez escritos. Queirós "leva-nos" até ao Ramalhete, uma casa afastada do centro, na altura, num local elevado da cidade. Hoje, no lugar do Ramalhete encontra-se o Museu Nacional de Arte Antiga.

 

Lisboa acolhe ainda a Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, onde funciona a biblioteca do escritor de O Memorial do Convento, assim como uma exposição permanente sobre a vida e obra do único prémio Nobel da literatura portuguesa.

 

Dicas: Algumas das lojas citadas n' Os Maias ainda existem, como a Casa Havaneza, no Chiado, por exemplo. Passear em Lisboa é seguir os trilhos de Carlos ou de Ega. Podem ainda tomar um café ao lado da estátua de Fernando Pessoa, no café A Brasileira. Caminhe ainda até ao Monumento dos Descobrimentos para ver Luis Vaz de Camões e os heróis de Os Lusíadas.

 

Dez lugares na Europa que rimam com outono

É a época do ano em que muitos acreditam ficar deprimidos porque os longos dias de calor e luz estão a ir-se embora. Pois bem, temos o remédio santo para essas depressões ligeiras. Porque viajar é o melhor comprimido contra a tristeza, deixamos dez sugestões para o outono, seja sozinho, com amigos ou com a cara-metade. Vamos começar?

 

1. Cracóvia

Cracóvia, Polónia

É a cidade mais bonita da Polónia e, apesar de valer uma visita por si só, tem ainda o bónus de ser o ponto de paragem mais acessível para chegar a Auschwitz. Ainda não tivemos oportunidade de dizer isto, mas se há sítio que vale a pena conhecer para nos conhecermos melhor é aqui. Voltando a Cracóvia, é uma cidade pequena, com um centro histórico muito arranjado, perfeito para um fim de semana recheado de sossego e cultura. Se vivem na zona norte de Portugal preparem-se: a partir de 27 de março, a companhia área Ryanair vai abrir duas ligações semanais desde o Porto.

 

 

2. Budapeste

Budapeste, na Hungria

 

A cidade que ninguém fica indiferente e quase sempre pelas boas razões. Aquele típico orvalho e cores de outono caem na perfeição nesta cidade húngara. Uma cidade cheia de vida e que não perde a energia nesta estação do ano. Perfeita para uma escapadela com aqueles amigos que têm vontade de se divertirem e apreciar a beleza estonteante de Budapeste.

 

 

3. Munique

Neuschwanstein, perto de Munique

Munique combina com outono porque combina com outubro e tudo junto chega-se à Oktoberfest. Apesar desta festa da cerveja estar já disseminada pelo mundo, a de Munique continua a ser a rainha de todas elas. É uma experiência única para os amantes de cerveja e até para aqueles que não gostam. Se quiserem rentabilizar a vossa viagem com algo mais sossegado, visitem Neuschwanstein (fotografia). Por detrás da beleza deste Castelo, esconde-se umas das histórias mais fantásticas que a monarquia já conheceu.

 

 

4. Sevilha

Sevilha, Espanha

Os 40 graus que se fazem sentir durante o verão afugentam qualquer turista. Por isso é que o outono cai na perfeição na mais bela cidade de Espanha. Esta cidade andaluza reúne tudo o que é necessário para uma boa estadia: boa comida, música flamenca, pessoas simpáticas, história, cultura e aquele 'calentito' que só a Andaluzia nos consegue dar. 

 

 

5. Islândia

Aurora na Islândia

 

Se querem ver imagens como esta, a Islândia pode ser o vosso destino. A melhor altura para se assistir a este espetáculo gratuito, que se dá pelo nome de aurora boreal, é entre outubro e março. Por isso é que o outono é a melhor altura para visitar a Islândia, assim como mergulhar nos seus banhos termais naturais. É ingrato para este país escolher apenas uma fotografia para o ilustrar, mas façam um favor a vós próprios e pesquisem na internet mais imagens deste belo país. Qualquer um fica de queixo caído.

 

 

6. Toscana

Toscana, Itália

Toscana rima com outono. Ponto. Esta zona de Itália inspira serenidade e ao mesmo tempo aventura. É ainda o destino perfeito para aventureiros rurais e amantes de boa comida e bom vinho. A Toscana é para percorrer, e perder-se de carro, deixando-se levar pelas belas planícies da região. No outono temos mais contato com as zonas vinhateiras e as cores acastanhadas conferem algo de belo e 'tosco' ao mesmo tempo. Único.

 

 

7. Edimburgo

Edimburgo, Escócia

Continuamos no espírito natural e chegamos a Edimburgo. Aquela típica neblina de outono cai que nem uma luva na capital escocesa. Rodeada por imponentes montanhas, passear por esta cidade faz-nos sentir que estamos dentro de uma série/filme de fantasia. Fãs de Guerra dos Tronos, acho que encontramos o destino ideal para vocês.

 

 

8. Douro

Douro, Portugal

É daquelas sítios que percebemos que não precisamos de andar muitos quilómetros para nos sentirmos fora de casa. A região vinhateira do Douro é mágica e concede-nos uma paz interior que poucos conseguem dar. Qualquer altura é boa para visitar o Douro, mas é durante os meses de setembro e outubro que podemos apreciar as tão famosas vinhas em todo o seu esplendor. Ainda por cima, a oferta hoteleira é tanta e de grande qualidade, que fica difícil escolher. Mais fácil fica escolher o vinho para o jantar.

 

 

9. Estrasburgo

Estrasburgo, Alsácia, França

 

Tal como o Douro, a Alsácia, em França, é conhecida pelas suas vinhas, tão características da zona. O vinho branco é diferente do nosso, mais licoroso e ácido. Para um bom apreciador de vinhos esta é outra zona a conhecer durante o outono. Montem a vossa base em Estrasburgo, com os seus belos canais a percorrer toda a cidade. É ideal para quem quer conhecer dois países de uma vez só, a Alemanha e a França. Não deixem de visitar também a pitoresca Colmar.

 

 

10. Londres

Londres, Inglaterra

Primavera, verão, inverno ou outono, qualquer altura é boa para visitar uma grande cidade como Londres, mas escolhemos o outono por ser a que melhor combina. Sejamos francos, Londres significa frio e chuva (em quantidades moderadas), por isso esta é a melhor época do ano para a visitar. Além disso, a capital inglesa tem muitos espaços culturais onde podemos ficar recolhidos, até vamos agradecer o mau tempo lá fora. Para aquecer, nada melhor que um chá e um bolo em Notting Hill.

Cinco cidades para uma viagem em grande com as amigas

Andam à procura da cidade perfeita para uma viagem com as vossas amigas e com tudo a que têm direito? Pois bem, o Volto JÁ reuniu uma lista de cinco cidades indicadas para uma viagem só de mulheres. Ao contrário da lista feita para os amigos, alargamos um pouco as expetativas geográficas e escolhemos uma cidade fora do continente europeu. Diversão, homens bonitos, compras e 'chic' q.b. são os ingredientes para esta lista. Vamos começar?

 

 

Paris

Macarons em Paris

É inevitável certo? O pináculo da essência feminina! A bela capital francesa reúne todos os requisitos para uma viagem com as amigas, diríamos até que é a 'perfeita' desta lista. A própria cidade está camuflada com um ambiente propício para as mulheres, por isso, não há como falhar. Dizem que é a cidade do amor, mas acima de tudo, é um regalo para os olhos das mulheres. É um 'must go' para todas as mulheres, reunindo os ingredientes necessários: a gastronomia, o glamour, a pastelaria, os restaurantes, os bares, a alta costura...

 

 

Roma

Fontana di Trevi, Roma

É a única cidade a surgir nas duas listas, homens e mulheres, mas aqui surge por razões (muito) diferentes. A bela Fontana di Trevi é o local perfeito para as mulheres ficarem a comer um 'gelato' e apreciar a arquitetura italiana, mas as mulheres também vão querer espreitar os homens romanos. Em algum momento da vida, elas precisam de se juntar e ficar a olhar para uns homens bem-feitos e elegantes. Se estão com este espírito, este é o vosso destino. E se estiverem fardados com o fato polícia, melhor ainda...

 

 

Milão

Galeria em Milão

A segunda cidade italiana desta lista. Escolhemos Milão por ser uma das quatro capitais do mundo da moda e por ficar aqui tão perto. Se querem conhecer o ponto mais alto das compras italianas visitem a Galeria Vittorio Emanuele II, bem no centro. Como é linda e imponente, é perfeita para umas selfies com as nossas melhores amigas. Se tiverem poupado uns bons trocos antes da viagem, podem perder a cabeça e trazer para casa aquele vestido lindo de 'alta-costura'. Além disso, é nesta cidade que irão encontrar os restaurantes e bares mais sofisticados de toda a Itália.

 

 

Nova Iorque

Central Park, Nova Iorque

Tal como dissemos no início, é a cidade mais distante de Portugal e não dá para a visitar num fim de semana, é necessário pelo menos uma semana. Mas se há cidade que conquista as mulheres pelas compras é Nova Iorque. Meninas, juntem-se e visitem as mega lojas da Victoria Secret espalhadas pela cidade e sintam-se umas verdadeiras 'angels'. Quem gosta de 'Sex And the City' pode visitar a Magnolia Bakery de Greenwich Village para comer um cupcake ou jantar no Sushi Samba tal qual uma Carrie Bradshaw e companhia. As mais sonhadoras podem andar mais uns metros, até à Perry Street, e tirar uma selfie, todas juntas, nas escadinhas do nº 66.

 

 

Madrid

Madrid, Espanha

É a cidade mais festeira desta lista, é perfeita para aquele grupo de amigas que quer uma viagem curta, intensa e de muita animação pelas 'calles' de Madrid. Preparem-se para conhecer a verdadeira noite espanhola. Para isso, basta circular pelas ruas do centro e entrarem nos muito bares que têm à vossa disposição. Não é por acaso que Madrid é a nova 'meca' das despedidas de solteira. Se acordarem muito cansadas, ainda podem relaxar no Parque do Retiro.

'Raptada' até Estrasburgo, na Alsácia

Centro de Estrasburgo

 

Esta é a história de um rapto feliz, um rapto em que a única exigência foi a entrada num avião e a única arma utilizada uma mala de três dias. Sim, eu Ana, fui raptada a 3 de junho e devolvida 3 dias depois, sem mazelas, talvez com alguns quilos a mais e uma história para contar.

 

Já sabem como o João gosta de planear surpresas, e eu já sei como ele acaba quase sempre por deixar escapar alguma informaçãozinha, mas desta vez conseguiu mesmo aguentar o silêncio até ao último minuto. Ou seja, quando me levantei nessa sexta-feira, para mim comum, estava preparada para seguir a minha rotina habitual de trabalho. Nada disso! 10 minutos depois do despertador tocar estava a mandar mensagem à minha chefe (cúmplice!) e no minuto seguinte já estava aos pulinhos, a preparar uma mala para destino incógnito. Um “Volto Já” foi o que ficou na porta do meu gabinete por esses dias.


O início da viagem fez-se de carro, até ao aeroporto. A incógnita mantinha-se e aí, o suspense não parava de aumentar, tal era o número de possibilidades. Eu ia fazendo contas, suposições, lançando apostas, mas na verdade só descobri onde íamos no momento de entrar no avião: Estrasburgo, aí vamos nós!


Confesso que não sabia grande coisa sobre a cidade, mas não fazia mal, o meu raptor já tinha a lição bem estudada. Confesso até que, com frequência, me esqueço que Estrasburgo é francesa e penso nela como uma cidade alemã. O que não é difícil de compreender, uma vez que, além de estar próxima da fronteira entre os dois países, já foi, por diversos anos, em diversos períodos da história, uma cidade alemã, tal como a região onde está inserida, a Alsácia. Aliás, quem não se lembra de ouvir falar da disputa da Alsácia e Lorena nas aulas de História do ciclo? Estando lá, é ainda mais fácil confundi-la com uma cidade alemã, tal é a influência daquele país na arquitectura, gastronomia e costumes de Estrasburgo e de toda a Alsácia em geral.


O aeroporto de Estrasburgo é bastante próximo da cidade, o que torna o acesso entre estes dois pontos muito simples e rápido. Nós optámos por usar o comboio para este trajeto, uma vez que existe uma paragem mesmo junto ao aeroporto Entzheim e dali são 10 minutos, mais coisa menos coisa, até à estação principal de Estrasburgo. Esta é também muito próxima do centro da cidade, o que permite lá chegar facilmente, a pé ou de tram, mas preferimos caminhar para irmos já absorvendo a atmosfera da cidade. O nosso hotel ficava localizado na Praça Kléber, uma das principais praças da cidade, mas nesse dia, o bom tempo só nos deu mesmo tempo para nos abrigarmos no hotel antes de soltar uma bela chuvada. Como chegámos ao final da tarde, acabámos por sair só para jantar, esperando melhor tempo nos dias seguintes.

 

Catedral de Notre Damme


No dia seguinte, sábado, o dia começou solarengo e aproveitámos para fazer o reconhecimento da cidade. Uma cidade que não parecia mesmo nada a do dia anterior, cheia de sol, vida, gente e esplanadas. Começámos a nossa visita pela Catedral Notre Dame, com o seu relógio astronómico, ao estilo do de Praga, mas colocado no interior da igreja. Quase diariamente, com exceção em dias de missa, pelas 12h30 é possível assistir a um pequeno espectáculo com intervenção das diferentes figuras do relógio. Esse espetáculo tem o custo de 2€ e inclui ainda um breve filme explicativo sobre a construção do relógio com início às 12h. Devem entrar na catedral um pouco antes dessa hora, por um acesso lateral, uma vez que às 11h30 se encerram as portas principais, para evitar “penetras” no espetáculo do relógio.

 

Perto da Catedral de Notre Dame


Além do relógio, a Catedral, merece por si só uma visita, tal é a imponência do edifício e dos belos vitrais que a decoram. Íamos aproveitar ainda para subir à sua torre, contudo, descobrimos que no dia seguinte, primeiro domingo de cada mês, a entrada em todos os museus da cidade é gratuita, o acesso à torre inclusive (custo de 5€), pelo que voltámos a guardar as carteiras e decidimos então deixar essas visitas para o dia seguinte. Existe um passe turístico da cidade que, por 18,90€ permite o acesso a várias atracões e descontos em muitas outras, pelo que se forem noutra altura do mês, compensa bastante.


Como o meu raptor já se tinha informado previamente, sabia que havia bem perto de Estrasburgo uma outra cidade digna de visita, Colmar, facilmente acessível de comboio. E foi para lá que seguimos nessa tarde, mas antes ainda houve tempo para provar um prato típico da Alsácia, numa das esplanadas em frente à catedral. Salsicha grelhada com salada de batata. Percebem porque é fácil dar por nós a achar que estamos na Alemanha?


Apanhámos comboio na estação principal de Estrasburgo, e, por ser fim de semana, conseguimos um preço promocional, o que foi ótimo, uma vez que dois bilhetes de ida e volta ficariam por 52€. Sendo assim, pelo bilhete família de fim de semana, um bilhete único que permite viagem até 5 pessoas durante 24horas em comboios e trams, pagámos 37€.

 

Colmar

 

A meio da viagem, que dura cerca de 40 minutos, adivinhem quem regressou…a chuva, pois… felizmente não ficou por muito tempo, mas o suficiente para chegarmos a Colmar e nos meter imediatamente no mini trem que faz visita turística à cidade. No fim de contas, até gostamos bastante e, por 6,5€ ficámos a conhecer os principais pontos da cidade e com direito a audioguia em português.

 

Petit Venise, em Colmar

 

Entretanto a chuva deu tréguas e deixamo-nos vaguear pela bela Colmar, de varandas floridas, demorando-nos sobretudo na “Petite Venise”, super romântica e charmosa. Ficámos para jantar e, mais uma vez, optámos por um restaurante tradicional para provar a gastronomia típica da região, Le Fer Rouge. Fica aqui a recomendação para visitar Colmar, uma cidade de fábulas, onde se preserva a essência da Alsácia.

 

Palais RohanPalais Rohan

Interior da Catedral


O dia seguinte foi então dedicado a visitar Estrasburgo. Voltámos à catedral Notre Dame, cujo tamanho e imponência não deixa de impressionar, para subir à torre e desfrutar da vista panorâmica sobre a cidade. Aqui, percebe-se claramente que Estrasburgo é uma cidade que parece duas, o centro histórico de arquitectura tipicamente germânica a abrir-se para uma periferia de arquitetura tipicamente francesa. Talvez por conciliar tão bem diferentes culturas e influências, tenha sido escolhida, a par de Bruxelas e Luxemburgo, para acolher a sede do Parlamento Europeu. Mas voltando ao assunto, e, neste caso, à base, ao descer da torre decidimos visitar o Palácio Rohan, que fica mesmo em frente à catedral. Este palácio abriga diferentes exposições e museus, nomeadamente o museu de Belas Artes, o museu Arqueológico e o museu de Artes Decorativas, sendo este último, de um ponto de vista pessoal, o mais interessante, por preservar a arquitetura original do palácio bem como algum do mobiliário da época.

 

Almoço no centro histórico de Estrasburgo

 

Tempo de almoçar. Escolhemos uma entre muitas esplanadas nas ruazinhas do centro histórico e ficámos a admirar as casas típicas de Estrasburgo e os seus originais ornamentos enquanto nos deliciávamos com outra especialidade da zona, a tarte flambée, uma espécie de pizza à moda da Alsácia. A tarde foi bem relaxada e começou com um passeio de barco pelos canais da cidade, cerca de 1h10 de viagem, em barco panorâmico e com audioguia para aprender mais um pouco sobre Estrasburgo. Os bilhetes podem ser comprados na hora e custam 12,5€, isto se não comprarem o passe turístico, onde a viagem de barco está incluída.

 

Barco Panorámico

 

Para terminar em beleza essa tarde solarenga, um passeio pela “Petite France”, o bairro mais charmoso e pitoresco de Estrasburgo, que mantém quase integralmente a arquitetura medieval. É atravessado por vários canais, formando recantos e pequenas praças, onde se encontra uma grande diversidade de restaurantes, cafés e pequenas lojinhas de comércio tradicional. Uma curiosidade: embora o nome soe como algo charmoso e requintado, a sua origem não tem charme nenhum. Segundo a História, na Idade Medieval, quando surgiram os primeiros casos de sífilis, os infetados eram levados para casa de um francês, situada nesse bairro, que cuidava desses doentes. Como a doença estava associada aos soldados franceses, aquela zona passou então a denominar-se de Petite France.

 

Pontes Cobertas, em Estrasburgo

 

A "Petite France" é encerrada por três torres alinhadas, hoje de pedra, anteriormente de madeira, e se seguirmos mais um pouco até à barragem Vauban conseguimos ter uma vista panorâmica sobre todos estes elementos, a partir do seu terraço.  

 

Petit France, em EstrasburgoPetit France, em Estrasburgo

 

Jantámos por aqui, junto à Maison Tanneurs, autoproclamada a casa mais fotografada de Petite France, com estreia de mais duas iguarias típicas: queijo Munster (está em todo o lado, mesmo!) e chucrute (não fiquei fã).

 

E pronto, chegámos ao último dia da viagem, para o qual deixámos a visita às Caves Históricas do Hospital de Estrasburgo, que existem no sub-solo do hospital desde 1395, altura em que se acreditava que o vinho poderia ser parte do processo de cura. Quase tão antigo como as caves é o vinho mais antigo do mundo, datado de 1472, um dos objetos de destaque nesta visita. 

 

Cave des Hospices de Strasbourg

 

Para terminar a viagem em beleza, nada melhor do que uma boa refeição. E o meu raptor sabe bem isso! Almoçámos na Brasserie Les Haras, um antigo estábulo recuperado irreprensivelmente, com uma decoração moderna e criativa e  refeições a combinar. 

 

Acaba aqui esta viagem, mas espero que não acabem aqui as surpresas. Sabes João, até gostei de ser raptada. 

 

As pontes de Estraburgo

 

Informações da viagem
Mês escolhido: Junho de 2016
Orçamento para estes quatro dias: Aproximadamente 400 euros por casal (para despesas de refeições, transportes e entradas nos monumentos);
Como chegámos lá: Avião Ryanair de Porto para Estrasburgo, partida na sexta e regresso na segunda-feira, com um custo de 60 euros por pessoa (ida e volta);
Preço médio da refeição: Se for em restaurante, com entrada, prato, copo de vinho e sobremesa, pagam aproximadamente 40 euros por pessoa;
Alojamento: Hôtel Kleber, na praça com o mesmo nome, 250€ por três noites, com pequeno almoço. 

Roteiro para os amantes da boa comida e bom vinho. Bem vindos a Bordéus

Saint Emillion, perto de Bordéus

  

Bordéus é para os que querem comer e beber bem. Ponto. Mas há mais coisas a dizer sobre esta cidade francesa, onde comemos e choramos por mais. Aliás, nunca utilizamos esta expressão e nunca mais irão ler aqui, mas, porra, Bordéus merece este chavão. Dois anos depois, só de falar (ou escrever neste caso) sobre Bordéus começamos a salivar ao pensar nas belas refeições que experimentámos, e tudo de uma forma inesperada.

 

A escolha em Bordéus foi um mero acaso. Pouco sabíamos sobre a cidade, mas sabíamos que queríamos passear e descontrair, sem pressas. Os preços das viagens foram simpáticos e por isso lá partimos para França.

 

Dia 1

Escolhemos quatro dias e três noites para desfrutar de Bordéus. Partimos num sábado de manhã bem cedo e quando chegamos ao aeroporto começarmos logo a perceber que a aventura ia começar bem. Nesse dia, existia uma medida por parte do governo francês para incentivar as viagens nos transportes públicos e todos os autocarros eram grátis, incluindo o do aeroporto até à cidade.

 

Estávamos em março e o frio ainda se fazia notar, por isso, depois de colocar as nossas malas no hotel fomos às… compras. Bem foi só um casaco para o João que estava cheio de frio. Mas antes disso, em vez de ir ver o castelo X ou o museu Y, decidimos tomar um bom pequeno almoço francês num café ao acaso. A refeição acabou por não ser grande coisa, mas acabámos por ficar três horas a conversar, a contar histórias e a fazer rir um ao outro. Por vezes é bem melhor do que ficar dorido das pernas por andar de museu para museu ou ficar de pé à espera.

 

La Place de la Bourse

 

De seguida, 'pegámos' um no outro e fomos passear a pé pela cidade. O centro de Bordéus é pequeno e por isso faz-se perfeitamente a pé. Claro que quem passa por lá quer ir à Place de la Bourse, o cartão-postal da cidade. À frente desta obra magnifica tem um espelho de água no chão. Ideal para uma foto.

 

Mais uns minutos de passeio e fomos almoçar. A primeira paragem (e agora é mesmo para começar a anotar) chama-se ‘Le Tio Pépé’. É um restaurante pequeno e acolhedor, sem grandes pretensões, mas perfeito para um almoço descontraído, para começar a ambientar-se com a cozinha da Aquitânia, sempre acompanhado de um vinho da região. Sejam corajosos, dividam uma garrafa de vinho e, já sabem, nada de conduzir. Aqui aconselhamos o bife tártaro.

 

Como estávamos cansados, passeamos mais um pouco (fomos à estação de comboios comprar o bilhete para o dia seguinte para Saint Emillion) e depois fomos descansar ao hotel, o Saint-Rémi, possivelmente o hotel mais bem localizado de sempre, mas nem por isso o melhor.

 

Depois do banho e roupa nova, partimos para outro restaurante. E estão a perguntar como é que os escolhemos, certo? Primeiro demos uma vista de olhos pelo Trip Advisor para ver o ranking de restaurantes e depois é uma questão de ir passeando, espreitando o interior e o menu. O Restaurante Melodie foi o escolhido para passar o sábado à noite. Mais uma escolha acertada. Local com ambiente intimista, musica ambiente, decorado com candelabros e comida fabulosa. Como estão em França, peçam sem medo um entrecôte com batatas fritas, cai sempre bem e ninguém faz este prato como os franceses. Não nos cansamos de dizer mas, estão em Bordéus, a meca dos vinhos, façam-se sempre acompanhar de uma garrafa de vinho e descontraiam. Vivam a vida calmamente.

 

O restaurante e o hotel eram muito centrais, por isso a nossa noite não iria acabar por ali. Acabámos por deixar-nos levar pela animação das ruas de Bordéus num sábado à noite e parámos no Café Brun, um animado bar irlandês.

 

Dia 2

Ao lado de Bordéus está Saint-Emillion, o berço do vinho de Bordéus. É nesta vila, a 50 quilómetros, que estão os châteaux mais famosos do mundo. Acordamos bem cedo (desnecessariamente) e chegamos lá bem cedo. Resultado: não estava nada aberto. Fizemos tempo para as lojas abrirem, recolhemos informações junto do posto turístico da vila e perguntamos pelo melhor Château. E foi ai que nos recomendaram o Soutard. Existem centenas, uns mais pequenos do que outros e conforme o tamanho o preço vai variando. O Soutard ainda fica a três quilómetros do centro de Saint Emillion e tem um custo de entrada de 15 euros. Só podemos falar deste porque foi o único que visitamos. Os funcionários são simpatícos, com boas explicações (em inglês), bem decorado e com testes aos visitantes no final, onde somos desafiados a descobrir as notas, a acidez, a amargura…

 

Esplanada em Saint Emillion

  

Saint Emillion é uma vila de altos e baixos e desta vez queríamos almoçar com umas boas vistas. Optámos pelo Le Bistrot de Clocher. Podemos dizer que o ambiente à nossa volta foi melhor do que a refeição. A fasquia de Bordeús estava elevada e a este ponto os nossos requisitos de satisfação eram muitos. Mesmo assim, um bom local para um almoço rápido.

 

Em direção ao Château SoutardEsplanada em Saint Emillion

 

Como já tínhamos visto tudo e ainda faltavam duas horas para o nosso comboio de regresso, fomos descansar num jardim e namorar.

 

Descanso em Saint EmillionNo centro da vila de Saint Emillion

 

Começámos a noite com vontade de provar ostras (algo muito procurado em Bordéus) e, sem querer, demos de caras com um dos famosos da cidade: o La Boite à Huitres. Além de ostras deliciosas, também podem provar sem receio o marisco e o peixe. Aqui acompanhado de um bom vinho branco da região. Como tínhamos acordado muito cedo, fomos também cedo para o hotel descansar.

 

Dia 3

Queríamos explorar mais a cidade e, depois de termos acordado mais tarde, comemos algo ligeiro para não perder tempo. Em Bordéus irão encontrar dezenas de supermercados/take away com pratos deliciosos. Basta escolher, pesar e comer nas esplanadas que estes locais oferecem gentilmente.

 

Da parte da tarde visitamos a Catedral de Bordéus, que não é de visita obrigatória, e passeámos pelas muitas pontes da cidade (a mais famosa é a Pont de Pierre) até à parte moderna da cidade, que também não vale a pena perderem tempo em visitar. Então o que fazer? Basta olharem ao vosso redor e acompanhar os locais, que estão nitidamente a desfrutar do que a cidade tem para lhes oferecer. As pessoas de Bordéus não são muito exigentes e basta um espaço num jardim para animar a sua tarde, seja a passear o cão, andar de patins, jogar futebol com o filho… Assim é a vida em Bordéus.

 

Numa esplanada em Bordéus

 

Antes do jantar, instalámo-nos numa das muitas esplanadas em Bordéus para desfrutar das vistas e beber uns mojitos, apenas para desenjoar do bom vinho. Ah, e foi aqui que foi tirada uma das fotos mais míticas do Volto JÁ, a nosso foto de apresentação para o SAPO Viagens.

 

Podem achar que este dia não está a ser muito bom e até já começam a duvidar sobre uma visita a Bordéus. Por isso é que guardamos o melhor para o fim e tem um nome, chama-se Le Bistrot d’ Aurelie. E é este o nome que tem de guardar religiosamente, é esta a chave para a vossa felicidade em Bordéus.

 

Muito bem situado na Rue Saint-Rémi, este restaurante não tem falhas, nem uma. Podemos dizer que foi a comida mais deliciosa que provamos até hoje, com uma recomendação de vinho tinto que se mostrou mais do que acertada e sobremesas que ainda hoje habitam no nosso pensamento. O espaço é mais descontraído do que, por exemplo, o Melodie, sendo perfeito para um jantar de despedida. Toda a comida é boa, mas deixamos uma sugestão, caso ainda exista no menu: O risoto de vieiras com chouriço!

 

Como gostamos tanto do jantar, decidimos voltar ao café Brun para uma despedida em grande. Ainda por cima era dia de comemorar o Saint Patrick, por isso já devem imaginar a animação que ia por lá.


Dia 4

Basicamente, este dia, o último, serviu para acordar, fazer as malas e o check-out, tomar o pequeno almoço e ir para o aeroporto. Desta vez, os transportes já não eram gratuitos. Como tínhamos tempo, fomos num autocarro  'regular' da cidade e pagamos, se não estamos em erro, dois euros cada um para chegar ao aeroporto. Existem as carrinhas especiais que levam os passageiros diretamente para o aeroporto, com um custo de 7.5€.

 

Bem, mas antes de nos despedirmos de mais um roteiro, temos a certeza que estão a perguntar-se: Então e se eu nem for apreciador de boa comida e bom vinho, Bordéus continua a valer a pena? A resposta é não! Bordéus é para os que querem relaxar, comer bem e beber ainda melhor, tão simples quanto isto.


Informações da viagem
Mês escolhido: Março de 2014
Orçamento para estes quatro dias: Aproximadamente 500 euros por casal (para despesas de refeições, transportes, entradas nos monumentos e bares);
Como chegámos lá: Avião Ryanair de Porto para Bordéus, partida no sábado e regresso na terça-feira, com um custo de 65 euros por pessoa (ida e volta);
Preço médio da refeição: Se for em restaurante, com entrada, prato, copo de vinho e sobremesa, pagam aproximadamente 40/50 euros por pessoa;
Alojamento: Hôtel Saint Rémi, na rua com o mesmo nome, 165€ por três noites, sem pequeno almoço.

 

Bordéus, essa mulher sedutora que nos quer enganar

Saint-Emilion, perto de Bordéus

 

Se querem uma cidade lindíssima, que seja fácil de agradar, com grandiosos monumentos (e gigantescas filas para entrar), podem parar de ler este texto. Bordéus não é o vosso destino. O Volto JÁ recomenda esta cidade francesa apenas a um tipo de público: os que querem descontração, excelente gastronomia e os melhores vinhos do mundo. É para os que não gostam de pressas e confusão, os que não querem ficar atolhados nas carruagens do metro, ou que não gostam de ter os pés doridos de tanto andar. Se fazem parte deste grupo, então fiquem por aí que vão adorar o que temos para contar.

 

Fartámo-nos de elogiar Bordéus, recomendámos a vários amigos, mas não conseguiram criar a empatia que criámos quando a visitámos, em março de 2014. Agora, mais distantes da euforia que trouxemos de lá, conseguimos perceber o porquê de não terem ficado tão fascinados quanto nós. E para os entender basta ler o primeiro parágrafo deste texto.

 

Bordéus não é uma cidade bonita e não tem grandes monumentos, daí ser difícil de agradar aos turistas, e isso entendemos. Mas tem uma coisa que adoramos quando viajamos: excelentes restaurantes, espaços noturnos animados e, acima de tudo, sente-se que as pessoas vivem a sua cidade, que a desfrutam e tiram o melhor partido dela. Podemos confessar até que nunca comemos tão bem na nossa vida como em Bordéus. Sim, foi a cidade que teve uma percentagem de 100 por cento de aprovação em tudo o que provámos.

 

Por ser uma cidade pequena, pelo menos o centro, bastam três ou quatro dias para conhecer Bordéus. Bem, dois dias são suficientes, mas se a visitarem não deixem de dar um salto a Saint-Émilion, a meca do vinho, que fica a cerca de 50 quilômetros. Saint-Émilion fica a uma curta distância de comboio, sensivelmente 50 minutos. Nesta pequena comuna francesa irão encontrar centenas de 'Châteaux' para visitar as caves vinícolas de onde provém o vinho mais famoso do mundo. Nós escolhemos o Château Soutard, que recomendámos e muito.

 

Mas a própria vila de Saint-Émilion é encantadora, com a sua cor amarelada e rústica, ruas estreitas e lojas de conveniência muito bem decoradas. Não deixem mesmo de a visitar se estiverem em Bordéus e passem o vosso almoço ou lanche no ponto mais alto, acompanhado de um bom copo de vinho tinto e, claro está, com a melhor companhia.

 

Mas voltemos então a Bordéus, essa cidade enigmática, e os seus excelentes restaurantes, onde o difícil é escolher. Em todos os que entrámos não saímos defraudados, por isso, o melhor conselho é deixarem-se levar pelos vossos instintos. Acreditem que a probabilidade de falhar é mínima. Aliás, se estão com apetite de boa comida e bom vinho podem ler o nosso roteiro sobre Bordéus

 

Recomendamos escolher um local para pernoitar bem localizado, nem que para isso tenham de pagar uns euros a mais, mas acreditem que será o melhor a fazer. Depois de terem desfrutado dos melhores jantares das vossas vidas, vão querer aproveitar a boa ‘vibe’ da cidade e deixarem-se 'perder' pelos muitos bares locais e animados. Sim, em Bordéus, todo querem divertir-se.

 

Aqui irão encontrar muitos restaurantes pequenos e charmosos, esplanadas para aproveitarem o vosso final de tarde, enotecas que servem tapas para acompanhar o vosso vinho, sempre com muita gente na rua, ao vosso lado, pois eles querem aproveitar a vida tanto ou mais que vocês.

 

Acho que já perceberam a nossa mensagem certo? Esta cidade da Aquitânia transpira aquela imagem que a França nos quer dar, a do ‘bon vivant’. Se são assim como nós, esta é a vossa cidade. Bordéus é aquela mulher sedutora que não precisa de ser estonteante para gostarmos dela. Basta querer perder a cabeça e sermos felizes.