Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

volto já

para quem pertence a vários lugares

volto já

para quem pertence a vários lugares

Roteiro: Nenhuma viagem é demasiado longa quando a recompensa se chama Liubliana

 

Liubliana é daquelas cidades em que lhe sentimos o encanto mal colocamos um pé nela e não queremos partir sem ter sentido tudo o que ela tinha para dar.

 

Já aqui lemos a história de despedida de solteira de uma das partes, agora é hora de contar a versão masculina, ou seja, a despedida de solteiro. Porém, as leitoras do nosso blogue não precisam de fugir. Prometo um roteiro bastante versátil e fidedigno dos acontecimentos, prometo que vão ficar igualmente encantadas com o que (de bom) tenho para contar.

 

 

Roteiro: Só se vive duas vezes. E uma delas tem de ser em Ibiza

Se gosta de uma boa festa na sua vida fique desse lado, caso contrário, siga-nos na mesma. Ibiza não é só loucura, há lugares encantadores e recatados, ideais para descontrair, seja com amigos ou família. Prometemos um roteiro digno para uma ilha fantástica… e uma boa dose de loucura, até porque precisamos um pouco dela na vida.

Mente aberta e espírito descontraído. Estes são os únicos requisitos que pedimos a quem nos quer acompanhar nesta viagem/roteiro por Ibiza. Caso não estejam nesta frequência não fiquem tristes, temos outros destinos alternativos como Madrid, Kiev, San Sebastián, Taormina ou Cassis.

 

Se ainda nos estão a ler é porque querem descontrair-se ao máximo e saber mais desta belíssima Ilha espanhola. Em Ibiza é permitido fazer quase tudo, ou melhor, achamos mesmo que tudo é possível. Já lá estivemos e, por mais estranho que o momento possa ser, que se dane, estamos em Ibiza. Ian Fleming disse no seu policial que “Só se vive duas vezes”. Nós acrescentamos que uma delas tem de ser vivida em Ibiza.

 

Faro, a cidade que guarda belas paisagens do Algarve

Faro Algarve Portugal Beach portimao albufeira alvor attraction atracoes turismo tour boat tour barco ilha island deserta barreta animaris estamine restaurante restaurant

 

O concelho de Faro é composto por duas áreas distintas, o litoral, onde está inserido o Parque Natural da Ria Formosa e o barrocal, caraterizado por encostas e vales, onde existem algumas espécies características da vegetação do Algarve. A cidade também é conhecida pela famosa Ecovia do Litoral, um dos trechos da Ecovia do Algarve, um circuito que continua pelo país vizinho com a ambição de ligar toda a Europa em bicicleta.

 

 

Veneza, a cidade que se encontra perdendo-se

Veneza é um daqueles lugares que nos faz suspirar desde muito cedo. Goste-se ou não, não há no mundo outra cidade como Veneza, e isso, por si só, já é motivo mais que suficiente para uma viagem até lá.

 Veneza é o reduto dos apaixonados, o local do romance por excelência. E, verdade seja dita, embora seja uma cidade igualmente boa para visitar com amigos, é de facto, um local excepcionalmente romântico. Não há como perder-se de mãos dadas pelas ruas e vielas de Veneza, enquanto o sol se põe, pintando de dourado tudo o que nos rodeia.

 

Kiev, o jardim suspenso do leste da Europa

Kiev é uma cidade que não segue tendências e não quer estar na 'moda'. Fiel aos seus costumes e com locais determinados a manter a história intacta, a capital ucraniana é um mistério para ser desvendado pelos mais curiosos.

Vistas de tirar o fôlego. Créditos: Pixabay.

A capital da Ucrânia é rica em história e assume-se como uma cidade tranquila, fiel aos seus costumes, mas à espreita de oportunidades por um futuro mais competitivo no turismo europeu. Kiev é irreverente e frondosa, querendo que todas percebam isso enquanto passeamos pelas ruas da cidade do leste.

 

Para quem quer apaixonar-se em (e por) Paris

Para quem quer apaixonar-se em (e por) Paris

 

Se querem um guia para encontrar os melhores museus, monumentos ou igrejas de Paris estão no lugar errado. Aqui vamos apresentar um roteiro de três dias e duas noites para casais apaixonados que querem aproveitar ao máximo um do outro, tendo a cidade francesa como pano de fundo.

Paris foi a última etapa da nossa lua de mel e a capital francesa nunca cansa, seja em que altura ou momento for.

Apresentamos os quatro pontos que achamos serem essenciais para uma visita intensa pelas ruas de Paris.

 

1- Alojamento

Por esta altura, e sempre, privilegiamos a localização, por isso escolhemos o Hotel Victoria Chatelet, no 1er arrondissement de Paris. Estamos numa das cidades com o alojamento mais caro do mundo, por isso os 150 euros por noite, sem pequeno almoço, é um preço em conta. Para os mais ousados, podem experimentar o Hotel Maison Souquet, no 9er arrondissement, perto de Moulin Rouge, isto para quem procura um ambiente mais intimista e romântico. Aqui ficam duas opções diferentes e ambas excelentes.

 

2- Passeios a pé

É assim que se conhece qualquer cidade e Paris não é exceção. Foram mais de 48 horas sem entrar num táxi ou metro. Claro que ficamos com os pés doridos, mas digam lá se aquela sensação, cansados, de entrar num banho relaxante e deitar logo de seguida, depois de um dia em grande, não é das melhores do mundo.

Os jardins de Luxemburgo (para um almoço-piquenique) e os Jardins das Tulherias são ótimos locais para se passear calmamente durante uma tarde. Quanto a caminhadas, têm de fazer o percurso do Museu do Louvre até à Torre Eiffel e, na volta, até Notre Damme e daqui até ao Bairro de St Germain. Não precisam de fazer tudo num dia, dividam-no em momentos diferentes da vossa viagem. Claro que uma foto em Trocadéro, com vistas para a 'Dama de Ferro', é imprescindível nesta viagem.

O passeio mais bonito que podem fazer é ao longo do Rio Sena, sendo obrigatório fazê-lo de dia e noite.

 

Passeio noturno pelo Rio Sena, em ParisCRÉDITOS: PIXABAY

 

3- Restaurantes

Já falamos dele várias vezes, mas a nossa experiência no Kong foi memorável. Não é o melhor restaurante de Paris, longe disso, mas o ambiente e a decoração fazem dele um dos melhores, pelo menos no nosso coração. É um Restaurante-Bar, com ambiente jovem e informal, ideal para um jantar elegante e um resto de noite muito animado.

L’ Avenue é um dos mais procurados pelos famosos, tendo ficado ainda mais conhecido depois do casal Kardashian-West ter passado por lá durante a Semana da Moda de Paris. Recomendamos um almoço em vez de jantar e na esplanada, como um verdadeiro parisiense.

 

Kong (Paris)CRÉDITOS: RESTAURANTE KONG

 

Atenção, façam reserva para ambos os restaurantes.

Se querem algo mais rápido, mas igualmente saboroso, procurem as cadeias de hambúrgueres Big Fernand. Não se vão arrepender.

 

4- Pastelarias

É a meca da pastelaria mundial. Ninguém faz pastelaria fina como os franceses e não quisemos deixar de visitar três das mais conhecidas, e com mérito, durante a nossa estadia. Têm de tomar um pequeno-almoço no Angelina da Rue de Rivoli, um lanche no Ladurée para provar os macarons mais famosos do mundo, assim como os L'éclair de Génie.

 

Angelina, ParisCRÉDITOS: WIKIMEDIA COMMONS

 

Para algo mais sofisticado e menos doce, visitem o bar do Pershing Hall, ideal para um café ou mesmo um cocktail, seja de dia ou de noite.

Lembramos que aqui queremos partilhar a nossa experiência em Paris, a dois, sem perdas de tempo em filas para museus e monumentos. Com isto, não queremos dizer para não os visitarem, muito pelo contrário, já que uma subida à Torre Eiffel ou uma visita ao Museu do Louvre tornam qualquer visita à capital francesa muito mais rica.

Como já fomos muitas vezes a Paris e contamos ir muitas mais, quisemos desfrutar um do outro na cidade do amor e, seguindo este guia, conseguimo-lo, com distinção.

Tailândia só para mulheres, parte II

Maya Bay, Ilhas Phi Phi

 

Preparem-se, Banguecoque é a cidade mais caótica onde já estive, o trânsito é de arrancar cabelos (abençoados tuk tuk que circulam entre os carros) e o calor misturado com a poluição tornam o ar quase irrespirável. Digna dos maiores contrastes, esta cidade, consegue, à noite, transformar-se numa cidade vibrante e luminosa, assemelhando-se quase a cidades tão cosmopolitas como Nova Iorque ou Tóquio. Se durante o dia, caminhávamos meio de uma selva urbana e com esgotos a céu aberto, durante a noite deslocávamo-nos nas alturas, entre rooftops deslumbrantes e bares de cocktails que tornaram a nossa passagem por esta cidade bem mais digna de uma girls trip. Grande destaque aqui para o Sirocco Sky Bar do Hotel Lebua, cenário de uma das cenas do filme A Ressaca 2. Peçam um bom cocktail e desfrutem das vistas deslumbrantes do magnífico terraço do Bar. É uma experiência imprescindível!

 

Sirocco Sky Bar do Hotel Lebua

  

No primeiro dia aproveitámos para conhecer o Grande Palácio, antiga residência imperial, majestoso e exuberante, e no mesmo complexo o Wat Phraw Kaew o templo do Buda Esmeralda. Para o período da tarde reservamos visita ao Wat Pho, o templo onde se encontra o maior Buda deitado e ao Wat Arun, o Templo do Amanhecer, e o mais diferente dos três. Em qualquer um deles não é permitida a entrada com ombros ou pernas destapadas, portanto, apesar dos quase 40º C tapem-se a rigor, ou terão de usar uma das indumentárias que lá existem para emprestar a quem não vai preparado, coisa que, acreditem, não vão querer.

 

Mercado flutuante

 

No segundo dia, reservámos a manhã para visitar o mercado flutuante de Damnoen Saduak, que fica a cerca de hora e meia de carro da cidade. Mais uma vez, comprámos a excursão no hotel, por cerca de 15€, com transporte a partir do hotel e com a viagem de barco no mercado já incluída. Vão encontrar muitas críticas a este mercado, por estar já demasiado “feito” para turistas, mas o que é certo é que é uma experiência bem interessante e que dificilmente farão noutro local. Podem sempre procurar outros mercados flutuantes, mas não deixem de experimentar uma visita a um destes locais. Durante a tarde, deixamo-nos perder por Khao San Road, provavelmente a rua mais famosa da Tailândia, e certamente a mais agitada da cidade. Aqui vão encontrar tudo o que possam imaginar, hosteis, cafés, restaurantes, lojas de tatuagens que são também cibercafés, ping pong shows, todo o tipo de artigos made in china, as famosas bancas de insectos cozinhados... é 1 km de rua que resume perfeitamente a essência de Banguecoque.

 

E chega de cidade, é hora de seguir para Sul, deixar a azáfama, vestir o bikini e partir para as tão desejadas praias. Sim, guardámos o melhor para o final.

 

Krabi, Tailândia

A primeira paragem foi em Krabi, onde chegámos de avião a partir de Banguecoque e onde ficámos por duas noites, no hotel Ao Nang Phu Pi Maan Resort & Spa, lindo e com uma envolvência natural deslumbrante. Óptimo para ir com amigas, mas também bastante romântico, para levarem a vossa cara metade. O centro de Krabi é pequenino, com todos os serviços necessários e o melhor é que é tudo bastante próximo, e facilmente acessível a pé. Quanto às praias, são inúmeras, quase todas só acessíveis de barco, mas das mais bonitas que vi na Tailândia. A minha favorita sem dúvida, a Railay Beach, pouco povoada e com uma muralha de vegetação e penhascos que lhe dá o toque de praia selvagem que eu tanto gosto. A cereja no topo do bolo é a bela gastronomia que se encontra nos restaurantes de Krabi, onde abundam os pratos de peixe e marisco, perfeitos para comer acompanhados de uma Singha fresquinha, uma cerveja típica do país.

 

De Krabi seguimos para as ilhas Phi Phi, de ferry, numa viagem que dura cerca de duas horas e nos presenteia com belas paisagens da costa tailandesa. Aqui o nosso principal interesse era “A Praia”, a famosa Maya Bay, a praia de sonho descoberta por Leonardo DiCaprio no filme A Praia. Esta praia também só pode ser acedida de barco, e deslumbra-nos ainda antes de pisarmos a areia, quando se revela entre dois penhascos. De areia branca e mar azul cristalino é tal e qual se imaginam as praias paradisíacas. Melhor mesmo só se fosse menos movimentada, pois como devem imaginar todos os turistas querem visitar este local, principalmente depois do sucesso do filme de Hollywood. Além desta magnífica praia, abundam neste arquipélago inúmera praias dignas de visita, bem como óptimos locais para fazer snorkeling. A animação noturna é outro dos fortes desta ilha, principalmente para quem viaja com amigos ou até mesmo sozinho, com festas diárias na praia que duram até ao amanhecer.

 

Ao Nang Phu Pi Maan Resort & Spa

 

Aqui ficámos por duas noites, de onde seguimos novamente de ferry, para Phuket, a nossa última paragem. Optámos por alojar-nos na praia de Kata Beach, por termos visto que era uma zona de praia melhor e mais calma do que o centro de Phuket e não nos arrependemos. Nesta zona as praias são menos paradisíacas mas em compensação o mar é mais agitado, permitindo desfrutar de outro tipo de atividades e desportos radicais, um dos fortes de Kata Beach. Não poderíamos no entanto deixar de nos aventurarmos por Phuket numa das noites da nossa estadia, algo que não posso também deixar de recomendar aqui. A expressão aventurar não foi usada inocentemente, pois enfrentar Phuket à noite é uma verdadeira aventura, que começou logo com a viagem até lá, num tuk tuk decorado com néons de todas as cores e colunas a “berrar” as músicas do momento, capazes de nos ensurdecer no primeiro km. Tudo em Phuket é assim, exagerado e berrante, uma verdadeira feira popular para adultos.

 

Quase quase a terminar a nossa viagem de amigas pela Tailândia, reservámos um programa bem feminino e revigorante para o dia seguinte. Começámos com um fabuloso pequeno-almoço no hotel Sawasdee Village Resort and Spa, o escolhido para esta última etapa onde ficámos por três noites e que se revelou ainda mais bonito e agradável do que as fotos prometiam. Presenteámo-nos com uma belíssima massagem tailandesa que nos trouxe anos de vida, algo bastante típico e que não podem deixar de experimentar (há inúmeras casas de massagens pelas ruas e com preços bastante acessíveis) e deixámo-nos só ficar na piscina a beber cocktails de frutas e a planear o destino seguinte.

Roteiro: A fantástica Nova Iorque que brilha mais durante o Natal

Natal em Nova Iorque

 

Se há cidade que fica bem com o Natal essa é Nova Iorque. Durante anos fomos invadidos por filmes natalícios com a cidade norte-americana como pano de fundo, chegando mesmo a dividir o espaço com os protagonistas. Com base nisto e como acreditamos que um viajante só poderá começar a intitular-se como tal se visitar a cidade que nunca dorme, fomos à procura da magia.

Partimos do Porto, fizemos uma pausa em Frankfurt e chegamos ao aeroporto Internacional de Newark já ao final da tarde. Para chegar ao nosso alojamento colocamo-nos numa ordeira fila, dissemos o nosso destino, deram-nos um papel com o valor da viagem (50 dólares) e esperamos pelo táxi. Claro que existem opções mais baratas, como o sistema de monotrilhos, conhecido como AirTrain Newark, que faz a ligação entre o aeroporto e a rede de comboios/metro de Nova Iorque.

 

Sky City Apartments at Riverfront North, em New JerseyCRÉDITOS: SKY CITY APARTMENTS AT RIVERFRONT NORTH

 

Como o nosso alojamento se tratava de um apartamento privado, o taxista viu-se aflito para o encontrar e tivemos de ser nós a procurá-lo, tanto no GPS como a perguntar nas recepções de hotéis. Terminado este percalço, encontramos o nosso apartamento e podemos dizer que foi o melhor espaço onde já ficamos hospedados até hoje. Chama-se Sky City Apartments at Riverfront North, fica perto do porto de New Jersey, com vistas privilegiadas para o World Trade Center e a uma paragem de comboio de Manhattan. Em suma, recomendamos de olhos fechados e podem ter a certeza que não se vão arrepender. Um apartamento moderno e bem decorado. Nas redondezas há supermercados, restaurantes, centros comerciais, parques, tudo o que precisam.

O que visitar


Antes de pisarem solo nova-iorquino, passem pelo site do city-pass e por cerca de 110 euros podem ter acesso fácil e rápido às seis maiores atrações da cidade: Empire State Building, Museu Americano de História Natural, The Metropolitan Museum of Art, Deque de Observação do Top of the Rock ou Museu Guggenheim, Estátua da Liberdade e Ilha Ellis ou Cruzeiros da Circle Line e Memorial & Museu do 11 de Setembro ou Museu Intrépido do Mar, Ar & Espaço. Nós deixamos de fora os Cruzeiros da Circle Line e o Museu Intrépido do Mar, Ar & Espaço, tendo comprado à parte o acesso ao Guggenheim, que na nossa opinião fica um pouco aquém das expetativas. Tivemos a mesma impressão no MoMA, mas isto porque não somos grandes amantes de arte moderna e contemporânea.

 

 

Rockefeller centre christmas treeCRÉDITOS: DR

 

Algo que também nos deixou desapontados foi a visita à Estátua da Liberdade e a Ilha Ellis, mas já sabem que o nosso espírito e as elevadas expetativas condicionam a forma como vemos e queremos ver as coisas e isso aconteceu-nos em grande parte das atrações.

Na altura em que visitamos Nova Iorque, o museu do Memorial do 11 de Setembro ainda não estava terminado, daí não termos conseguido contemplar na totalidade o espaço que foi dedicado a uma das páginas mais marcantes da história contemporânea. Mesmo assim, a árvore que resta de pé no memorial não deixa ninguém indiferente.

 

Rockefeller centre christmas treeCRÉDITOS: DR

 

Não deixem também de passear pelo High Line Park, em Chelsea, um parque suspenso sobre a cidade de Nova Iorque, que outrora era ocupado por linhas de comboio. Por falar em suspenso, é obrigatório passear a pé pela Brooklin Bridge, inesquecível.

Outros três locais de visita obrigatórios são o Grand Central Terminal, a Public Library of New York e, claro está, o Central Park.

O que mais gostamos


Uma subida ao Empire State Building ao final de tarde e outra à noite no Deque de Observação do Top of the Rock marcam completamente a vossa viagem. Aliás, a vossa visita a Nova Iorque nunca ficará completa se não subirem ao topo destes dois emblemáticos edifícios para se deslumbrarem com Nova Iorque aos vossos pés. Evitem é fazê-lo em dias de fim-de-semana, a menos que queiram enfrentar filas de espera de mais de três horas.

 

 

Rockefeller centre christmas treeCRÉDITOS: DR

 

Outra experiência que adoramos e recomendamos a todos os que nos pedem dicas e conselhos, é assistir a uma peça na Broadway. Aproveitem os bilhetes de última hora porque ficam mais baratos. Contudo, ficam à mercê da disponibilidade. Queríamos ver o Rei Leão e acabamos por ver o Spider-Man: Turn Off the Dark. Simplesmente espetacular e vivemos cada minuto da peça. Ao sair, nada melhor do que comer um cachorro-quente em plena Times Square e ficar a olhar para as centenas de ecrãs de publicidade que rodeiam a praça mais famosa do mundo.

Sair à noite


Se a cidade é apelidada de ‘a que nunca dorme’, tem de haver muitas razões para estar acordado a noite toda. Nas seis noites que ficamos em Nova Iorque, fomos a alguns espaços noturnos, privilegiando quase sempre as vistas que nos ofereciam. Por isso, para aquecer podem passar pelo rooftop do Gansevoort e terminar a noite no The 40/40 Club. Noutra noite podem dedicar-se inteiramente ao espaços de lazer do Hotel The Standard High Line, começando pelo bar The Top Of The Standard, passando depois para o espetacular rooftop Le Bain. Reservem também uma noite para assistir a um espetáculo de jazz num dos muitos clubes dedicados a esse tipo de música espalhados pela cidade, mas se quiserem seguir a nossa dica passem pelo Blue Note.

Os restaurantes


Em Nova Iorque sejam norte-americanos e deliciem-se com os melhores hambúrgueres da cidade no Bill’s Burguer. Há vários espalhados pela cidade, mas em qualquer um deles, não se esqueçam de pedir como acompanhamento um milkshake de gingerbread. Usem a desculpa perfeita e poupem uns trocos ao comer em grandes cadeias de fast food como o Shake Shack, assim podem dizer que experimentaram comida local.

 

 

Rockefeller centre christmas treeCRÉDITOS: DR

 

O Fig & Olive foi uma das grandes surpresas em Nova Iorque. Quando pensávamos que já não havia mais nada de surpreendente, deparamo-nos com um dos restaurantes mais fascinantes que já visitamos. Tem um ótimo balcão para se tomar um 'drink' antes do jantar e há um 'DJ' para animar a vossa refeição. Ainda hoje está na nossa lista de melhores restaurantes do mundo.

Método de transporte


Tal como dissemos anteriormente, ficamos hospedados nas margens de New Jersey, com acesso fácil ao PATH, um comboio rápido que nos levava até Manhattan. Lá deslocávamo-nos maioritariamente a pé de um sítio para o outro, mas também no próprio PATH. Claro que existe sempre o metro da cidade, que requer muita atenção lá em baixo para não se perderem.

O Natal em Nova Iorque


A cidade ganha outra vida nesta altura do ano. Parques bem decorados, lojas preparadas para receber os enfeites e iluminação, mas há um local que se torna mágico no Natal, o Rockefeller Centre. Tudo à volta é espetacular e remete-nos para filmes, como Sozinho em Casa 2, com a sua árvore gigantesca e a enorme pista de gelo.

 

 

Rockefeller centre christmas treeCRÉDITOS: DR

 

Quando já tínhamos perdido a esperança de sentir a neve em Nova Iorque, eis que no último dia ela apareceu como que a despedir-se de nós. Tudo em Nova Iorque é grandioso e esta quadra natalícia ganha outras proporções. Uma excelente altura para visitar a "big apple".

 


 

Notas

Preço médio da refeição: 50 euros por pessoa, com entrada, prato, sobremesa, copo de vinho e café em restaurante. Se for em cadeias de fast food fica entre 10 e 15 euros.

Orçamento para os sete dias: Aproximadamente 2000 por casal para compras (muitas), refeições e transportes.

Como chegámos lá: Voo da Lufthansa, tendo custado 500 euros ida e volta;

Mês escolhido: dezembro

Alojamento: Sky City Apartments at Riverfront North, tendo custado 800 euros as seis noites, sem refeições incluídas.

O comboio das 23h55 que liga Moscovo a São Petersburgo

Flecha Vermelha

 

Ainda sobre a nossa viagem à Rússia, não poderíamos deixar de escrever sobre umas das experiências mais marcantes dessas férias. Pode ser simplesmente uma viagem de comboio realizada à noite, mas todo o ambiente envolvido fez com que as nossas férias terminassem da melhor forma, aquilo que habitualmente se chama de cereja no topo do bolo.

 

Existe um comboio noturno chamado 'Flecha Vermelha', que faz a ligação entre as duas principais cidades da Rússia, Moscovo e São Petersburgo. É um comboio clássico e que circula num ritmo mais lento, com a duração de oito horas de viagem, de forma a que os passageiros possam dormir a bordo. Foi a nossa estreia e adoramos cada minuto, tanto que quase nem dormimos.

 

Os comboios partem diariamente às 23h55 em ponto, tanto de São Petersburgo como de Moscovo, existindo estações próprias para o efeito, por isso informem os vossos taxistas ou condutores UBER do vosso destino final. No nosso caso, fizemos a ligação Moscovo-São Petersburgo.

 

Na plataforma de embarque sentimos logo um duplo arrepio, um pelo frio e outro pelo entusiasmo. Toda a nossa ideia sobre a Rússia estava cravada naquela imagem, enquanto caminhávamos ao longo do comboio. À porta de cada carruagem estava um/a hospedeiro/a, rigorosamente bem vestido da cabeça aos pés para receber os passageiros, que circulavam na plataforma debaixo de pesados flocos de neve e iluminados pelos bonitos lampiões da estação. Ainda não tínhamos mencionado, mas se gostam de lampiões de rua, façam uma visita à Rússia, onde estão os mais bonitos do mundo, ficando perfeitos com o bater da neve.

 A bordo do Flecha Vermelha

 

Todos os bilhetes para esta viagem devem ser comprados previamente na internet e deixamos já uma dica preciosa. Esqueçam todos os outros sites e sigam diretamente para o site oficial da RZD, a empresa que gere os caminhos ferroviários da Rússia. Este portal é seguro e fiável, além disso é onde encontram os preços mais baixos. Basta escolher a data, o número de passageiros e respetivos dados e completar a operação com o pagamento. Quando estiverem a embarcar, basta mostrar o documento (cartão de cidadão ou passaporte) referido na compra. Podem levar o bilhete impresso convosco como garantia, mas ninguém vai perguntar por ele.

 

A segunda classe é a mais barata de todas, uma vez que cada compartimento tem espaço (apertado) para quatro pessoas, sendo que pode ser ocupado por qualquer um. Caso sejam quatro amigos poderá ser a vossa melhor opção, mas se for apenas um casal, por exemplo, e escolher esta classe, poderá ter de partilhar este espaço com desconhecidos. Já a primeira classe conta com dois sofás-cama espaçosos, sendo adequado para um casal viajante. Nas duas opções está incluído uma refeição para cada passageiro. Atenção que há apenas uma casa de banho em cada carruagem. A primeira classe custa perto dos 70€ e a segunda 40€, preços por pessoa.

 

 Cabine Deluxe

Por estarmos a viajar com uma bebé dentro de uma barriga, fomos 'obrigados' a reservar a Cabine VIP, um pequeno apartamento com direito a casa de banho própria, algo que dá muito jeito a quem se levanta várias vezes durante a noite para uma incursão ao WC. Além disso, contava com um chuveiro generoso, uma cama de casal, televisão, almofadas diferenciadas e um tratamento personalizado por parte dos hospedeiros, sempre muito atenciosos. Além do 'kit' de refeição, podíamos escolher extras para o pequeno almoço e ainda um serviço gratuito de táxi para o nosso hotel. Claro que todos estes 'luxos' têm um custo, nomeadamente 180€ pela cabine.

 

Gostamos de dormir no escuro total mas, nessa noite, e com uns -5 graus lá fora, decidimos deitar-nos de janela completamente aberta, para ficarmos a olhar para a escuridão, interrompida pelos raios e feixes dos marcadores luminosos dos caminhos de ferro, e ainda para as casas cobertas de neve. No fundo, ficamos a olhar para todo o deserto branco que estava lá fora.

 

Não podemos dizer que tivemos a noite mais sossegada das nossas vidas porque não o foi, devido ao sons e ao balançar do Flecha Vermelha, mas, que se dane, descansaríamos quando chegássemos a Portugal. As férias são para aproveitar e desfrutar cada pedaço e cada minuto. Nunca se sabe quando é a próxima!

 

Até JÁ

 

Roteiro Moscovo: Foi amor à primeira vista

Catedral de São Basílio, em Moscovo

 

Depois de termos deixado São Petersburgo as nossas expetativas em relação a Moscovo mantinham-se. Tinham-nos dito que era uma cidade bonita, mas com um ambiente mais pesado, com pessoas mais frias e severas. Mal chegamos à estação de comboio notamos uma segurança mais apertada, mas nos dias de hoje isso não nos assusta, muito pelo contrário. Cá fora, o ambiente não era tão assustador como nos tinham dito. Chamamos um Uber e seguimos para o nosso hotel, escolhido estrategicamente pelas suas comodidades, com um SPA, piscina interior, sauna e banho turco. Com o frio que fazia lá fora, não hesitamos em deixar-nos relaxar, fazendo tempo até ao nosso objetivo de mais logo, o restaurante White Rabbit.

 

O White Rabbit é um dos restaurantes mais ambiciosos do mundo, que teve uma ascensão vertiginosa na lista dos 50 melhores do mundo. Com poucos anos de vida, o White Rabbit ocupa atualmente a 18.ª posição. A nossa impressão sobre este espaço moscovita fica para outro artigo. Contudo, podemos dizer que adoramos e recomendados de olhos fechados, valendo muito pelo ambiente, decoração e vistas.

 

Tal como dissemos na nossa primeira impressão sobre a Rússia, bastaram poucos minutos de carro (do hotel para o White Rabbit) para perceber que Moscovo é fascinante, uma mistura entre Nova Iorque e Tóquio. O fator mais importante é sem dúvida o da surpresa, isto porque ninguém nos tinha dito que a cidade era tão imponente, com os seus edifícios gigantes, iluminados e bem conservados. Aqui fica uma história curiosa: Após a vitória na II Guerra Mundial, Josef Stalin, presidente do conselho de ministros da União Soviética, foi reconhecido como líder indiscutível e este quis  mostrar ao mundo a imponência e patriotismo russo, mandando construir sete majestosos edifícios em Moscovo, isto porque acreditava que a capital russa precisava de se modernizar para fazer frente ao capitalismo. Hoje em dia, esses edifícios são ocupados por unidades hoteleiras, apartamentos de luxo ou ministérios, conferindo um ar misterioso à cidade.

 

No dia seguinte, e como estávamos na cidade do balé, não quisemos deixar de conhecer o Teatro Bolshoi, o mais famoso e histórico do mundo para esta arte. Foi aqui que se estreou, por exemplo, o famoso Lago dos Cisnes, do compositor Tchaikovsky. Os bilhetes foram comprados online previamente, tendo custado 35€ por bilhete para as cadeiras de orquestra. A peça La Sylphide foi uma experiência que se revelou única, principalmente por ter sido numa sala emblemática e com uma orquestra à altura. Ao sair do espetáculo fomos almoçar ao restaurante do Teatro, com o mesmo nome e, mais uma vez, a cozinha russa não desiludiu.

 

Catedral de São Basílio, em Moscovo

 

Da parte da tarde, fomos para o espaço mais movimentado e famoso de Moscovo, a Praça Vermelha. Adjacente ao Kremlin, é um espaço vazio onde as pessoas se concentram para tirar fotos e onde habitualmente existem exposições temporárias, quase sempre relacionadas com a força militar russa. A tapar um dos lados da Praça está o GUM, o centro comercial mais famoso da Rússia, algo que por si só também merece uma visita. Ao fundo, temos o cartão postal de Moscovo, quiçá do país, a Catedral de São Basílio. Com uma estrutura tão peculiar,  colorida e única, reza a lenda que o Czar Ivan, o Terrível,  deixou cego o arquiteto da obra, de forma a evitar que construísse algo tão belo e magnífico para outra pessoa.

 

As estações de metro de Moscovo

 

Já referimos anteriormente, mas nunca é demais sublinhar, que em todas as alturas nos sentimos seguros na cidade, seja em espaços fechados, públicos ou mesmo nas estações de metro. Por falar no transporte subterrâneo de Moscovo, confirmamos que os moscovitas têm as estações de metro mais belas do mundo. Vale a pena ocupar umas horas a viajar pelas estações de Komsomolskaya, Novoslobodskaya, Kievskaya, Elektrozavodskaya, Ploshchad Revolyutsii e Mayakovskaya, que são autênticos exemplos de orgulho do povo moscovita. A viagem unitária de metro custa cerca de 0,80€.

 

Túmulo do Soldado Desconhecido

 

Não podíamos deixar Moscovo sem conhecer o que se esconde por detrás da muralha envolvente ao Kremlin. Antes de comprar o bilhete, convidamos as pessoas a passearem-se pelos Jardins de Alexander, seja inverno ou verão, e prestar homenagem no Túmulo do soldado desconhecido, um monumento que honra os soldados que morreram em tempo de guerra sem que os seus corpos tenham sido identificados. Já dentro do Kremlin, e com o bilhete para ver o complexo arquitetónico (cerca de oito euros) do Kremlin, podem entrar nas Catedrais, ver o maior sino e canhão do mundo, e passearem-se pelos espaços abertos onde reside o presidente Vladimir Putin, um verdadeiro ídolo para os russos.

 

Nos Jardins de Alexander

 

Já com pena de deixar Moscovo, uma das cidades que mais gostamos de conhecer até hoje, regressamos até à estação ferroviária para entrar noutro grande símbolo russo, o comboio 'Flecha Vermelha', que liga as cidades Moscovo e São Petersburgo numa viagem noturna de oito horas, com partida sempre às 23h55. Esta história fica para outra altura, mas acreditem que vale a pena esperar.

 

Notas
Preço médio da refeição: 20 euros por pessoa, com entrada, prato, sobremesa, copo de vinho e café;
Orçamento para os dois dias: Aproximadamente 250 euros para o casal;
Como chegámos lá: Comboio rápido Sapsan desde São Petersburgo (20€ por pessoa);
Mês escolhido: novembro
Alojamento: Garden Ring Hotel, tendo custado 180 euros as duas noites, com pequeno almoço incluído.