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A fascinante história da origem dos 'cadeados do amor'

14.02.18 | Volto Já

A fascinante história da origem dos 'cadeados do amor'

 

Por todo o mundo, existem pontes que 'lutam' para suportar o peso de centenas, por vezes milhares, de cadeados. Não há certezas se é o aço ou o próprio romance que causa todo este peso, mas o fenómeno dos cadeados do amor já faz parte dos rituais dos casais apaixonados que gostam de viajar.

 

É inegável dizer que se há cidade que é conhecida pela ponte do amor é Paris, mas e se lhe disséssemos que esta tradição começou numa pequena cidade sérvia, entre as cinzas de um amor negado?

 

A cidade chama-se Vrnjačka Banja e o ano era 1914. A Europa estava à beira de um conflito e os jovens homens de todos os Balcãs enfrentavam a perspetiva de lutarem numa guerra cujo caminho poderia ser apenas de ida. Um desses jovens soldados, com o nome de Relja, tinha outro motivo de força maior para não partir para a guerra. Essa razão era um amor, um amor chamado Nada.

 

Nada e Relja eram inseparáveis, afinal eram jovens e apaixonados. Ninguém duvidava da sinceridade do amor deles e, por isso, juraram paixão eterna e ficaram noivos. Porém, a vida pode ser uma amante cruel e os efeitos colaterais da bala de Gavrilo Princip - no assassinato de Franz Ferdinand em Sarajevo que, algumas semanas depois, levou à eclosão da Primeira Guerra Mundial - foram sentidos em todo o mundo. A Áustria declarou guerra à Sérvia e Relja não teve escolha senão vestir o uniforme e defender o país.

 

Nada viu o seu amado partir, ficando com o ‘coração na mão’, mas na esperança de que Relja sobrevivesse à guerra e voltasse para os braços dela. Ele nunca voltou…

 

Relja não morreu, apaixonou-se por outra rapariga em Corfu, Grécia, ao mesmo tempo lutava pela vida na guerra. Nada ficou de coração partido e caiu num sofrimento irreparável. Ela morreu jovem e sozinha.

 

As raparigas da cidade ficaram perturbadas com esta história de final trágico e apressaram-se por encontrar, elas próprias, o amor. As mulheres de Vrnjačka Banja compraram cadeados em massa, escrevendo rapidamente os seus nomes e dos namorados (alguns escolhidos à força) nas fechaduras, antes de anexá-los à ponte onde Nada e Rejla costumavam encontrar-se. As chaves foram lançadas ao rio, garantindo assim uma vida de fidelidade.

 

A história de Nada e Relja acabou por ficar esquecida no tempo, até que o poeta sérvio Desanka Maksimović trouxe o tema de novo com um poema chamado Molitva za ljubav (Oração pelo Amor). A história voltou a lembrar a importância da fidelidade e os jovens amantes da cidade voltaram a colocar cadeados naquela que viria a ser a Most Ljubavi (Ponte do Amor).

 

Most Ljubavi (Ponte do Amor), em Vrnjačka Banj

 

Cidades por todo o mundo começaram a copiar esta tradição, mas lugares como Paris ou Barcelona foram forçados a remover os cadeados para preservar as pontes, iniciando-se um novo ciclo. O sul da Sérvia é uma terra de superstições, por isso os cadeados nunca foram removidos da Ponte do Amor. Há mais de 15 pontes em Vrnjačka Banja, mas aquela que cativou os corações de homens e mulheres em todo o mundo é única.

 

Se a história de Nada e Relja é verdadeira ninguém o sabe, certo é que a Primeira Guerra Mundial existiu e foi um conflito que separou muitos jovens apaixonados por todo o mundo. Os personagens desta história até podem ser ficcionais, mas as ruturas forçadas não o são.

Câmaras, drones ou smartphones? Quais são as melhores opções para levar de férias

13.02.18 | Volto Já

Câmaras, drones ou smartphones? Quais são as melhores opções para levar de férias

 

Cada vez mais as marcas tecnológicas procuram saber o que os viajantes precisam para captar e guardar as melhores recordações de umas férias. Selecionamos os dez melhores gadgets do mercado que são verdadeiros companheiros de viagem.

Alguns aparelhos tecnológicos podem revelar-se muito divertidos para quem quer registar os melhores momentos de uma viagem, outros são mais convenientes e outros têm a capacidade de adicionar algo de novo e diferente às nossas experiências.

Podem não saber, mas as marcas tecnológicas estão cada vez mais atentas às necessidades dos viajantes e por isso criam produtos específicos para tornar as nossas viagens inesquecíveis.

Hoje em dia, os viajantes querem mais do que registar aquele monumento, querem trazer para casa um pouco do novo lugar que acabarem de conhecer e partilhar imediatamente com os amigos o que estão a vivenciar. A evolução tecnológica leva-nos cada vez mais nesse sentido e acabou mesmo por mudar para sempre a forma como experimentamos o mundo.

Mesmo assim, não deixe de viver ao máximo a sua viagem, encare esta tecnologia como um complemento. Aqui estão dez excelentes gadgets para tornar as viagens simplesmente mais espetaculares.


DJI Spark
Um drone mais compacto e leve, com 16 minutos de autonomia, vídeo em Full HD e possibilidade de ser controlado com a palma da mão, após reconhecimento facial. À venda a partir de 599€.

CANON EOS 80D
Já imaginaram uma máquina fotográfica DSRL com um ecrã giratório? Perfeita para vídeos em Full HD, fotografias estilo 'selfie' e planos contrapicados, tudo com uma excelente autonomia de bateria. O ecrã tátil deixa qualquer viajante satisfeito. Preço a partir de 935€.

Sony A6500
Uma máquina 'mirrorless' mas que em nada fica atrás das DSLR. Mais compacta, possibilidade de mudança de lentes, ecrã tátil (mas não giratório), e gravação em vídeo até 4K ou Full HD a 120fps. Preço a partir de 1399€.

Sony Cyber-shot DSC-RX100 V
É uma autêntica maravilha para aqueles que pretendem filmar a si próprios, com excelente qualidade de vídeo, sem terem de se preocupar com a mudança de lentes, isto porque incorpora uma de 24-70 mm. Fotografias a 20 megapixels e vídeo a 4K. Preço a partir de 990€.

Canon PowerShot G7 X Mark II (Black)
Muito semelhante à concorrente Sony. Aqui o que fará a diferença é a fidelidade à marca. Esta câmara compacta oferece criatividade semelhante às DSLR, tanto em fotografias como em vídeos Full HD até 60fps. Preço a partir de 735€.

Go Pro Hero 5 Black
Continua a ser a máquina de ação preferida dos viajantes. Por ter uma caixa protetora que resiste ao impacto e à água, é perfeita para ir convosco ao mar e fazer inveja aos vossos seguidores nas redes sociais. Preço a partir de 460€.

Samsung S8
Podem discordar, mas o mais recente lançamento da Samsung roça a perfeição. O seu ecrã infinito e as duas câmaras incorporadas fazem com que seja o vosso melhor amigo durante as viagens. Além disso, sendo um smartphone, dá para instalar dezenas de apps para ajudar os mais desorientados. Preço a partir de 640€

Zhiyun Smooth-Q
Mas uma gravação de vídeo feita em telemóvel só fica bem com um estabilizador de imagem. Comprem este aparelho, mais barato do que o concorrente da DJI, e captem imagens dignas de realizador de cinema. Preço a partir de 150€.

Xiaomi Power Bank Mi de 20000mAh
Que levante a mão aquele que já ficou sem bateria no telemóvel durante uma viagem e logo na 'hora h'? Pois, com este aparelho fica mais difícil ficar sem bateria nos nossos aparelhos eletrónicos. Preço a partir de 32€.

Instax mini 8
Para os mais conservadores ou simplesmente para aqueles que querem ficar logo com uma recordação do nosso momento preferido, este poderá ser o objeto mais importante para vocês numas férias. Preço a partir de 70€.

Sabes que estás a ficar velho quando gostas de ver The Crown

12.02.18 | Volto Já

Desenho feito por um fã de The Crown

 

Se tens mais de 40 anos não há problema em admitir que gostas de acompanhar a evolução da Rainha Isabel II em The Crown, a série da Netflix premiada com um Emmy na categoria Melhor Drama. Se estás na casa dos 20 ou 30 anos e dás por ti a querer ver vários episódios desta série, temos de avisar que estás a envelhecer… mas bem, não te preocupes.

É sinal que estás a amadurecer e isso reflete-se na forma como consomes os teus produtos de entretenimento. É por esta altura que começamos a dar valor aos diálogos em vez da ação, à construção das personagens invés às juras eternas de amor, preferindo dilemas políticos reais a lutas entre Dragões e caminhantes brancos [foi só uma oportunidade para dizer que também adoramos Guerra dos Tronos].



A série original da Netflix, The Crown, centra-se na história da Rainha Isabel II, recém-casada e ainda com 25 anos, que enfrenta a assustadora perspetiva de liderar a monarquia mais famosa do mundo, enquanto forja um relacionamento com o lendário primeiro-ministro, Sir Winston Churchill. O império britânico está em declínio, o mundo político está em desordem e uma jovem mulher assume o trono... Uma nova era está a surgir.



Há que destacar a atuação de Claire Foy (vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz em série) como jovem Rainha Isabel II, sabendo segurar as pontas de uma série que parece que vai cair no aborrecimento a qualquer momento. Com um olhar ou expressão ela consegue dizer três ou quatro frases. É sobre a palavra aborrecimento que queremos falar, porque The Crown tem de ser catalogada como “parada”, não esperem daqui cenas de ação ou recordações da II Guerra Mundial, mas é mesmo aqui que consegue destacar-se. Daí termos dito aquilo do amadurecimento, que nada tem a ver com a idade [aquilo lá em cima era só para ter uma entrada engraçada e segurar mais leitores para chegar até aqui], esta série é para o público mais maduro em relação aos produtos audiovisuais, para aqueles que desfrutam de um bom confronto verbal e de tomadas de decisões que parecem  pequenas, mas que influenciaram o curso do nosso mundo.

 

The Crown

 


Além da Rainha Isabel II e o marido Filipe, Duque de Edimburgo - que traz uma perspetiva real do que é estar casado com uma mulher que é também uma das mais influentes do mundo - a série consegue distribuir um papel relevante a personagens que nos pareciam mais secundárias, como é o caso da rebelde irmã Margarida, encarnada pela atriz Vanessa Kirby, que brevemente iremos ver no novo filme da saga Missão Impossível. O trama paralelo dos conflitos da Rainha com o marido, irmã e futuro cunhado são dilemas inteligentes e muito bem construídos pelo argumento. Se há alguém que sabe juntar tramas monárquicos e políticos é o criador da série, Peter Morgan, conhecido por escrever os filmes A Rainha (2006), Frost/Nixon (2008), O Último Rei da Escócia (2006). Também escreveu um filme sobre rivalidades que, apesar de bem recebido pela crítica, não foi um caso de sucesso, falamos de Rush - Duelo de Rivais (2013).

Por falar em rivalidades, Claire Foy teve de se impor, ferozmente em plano de interpretações, a John Lithgow, que encarna o mítico presidente inglês Winston Churchill, ele que levou o Emmy de melhor ator na categoria de drama. Churchill é uma personagem que facilmente tende a cair no exagero, mas, uma vez mais, o argumento segura as pontas e oferece uma humanidade importante à pessoa, indo de acordo com o tom da série.

The Crown é uma série arrumadinha, sem falhas, e é a mais cara de sempre, pela meticulosidade nos detalhes do palácio de Buckingham e não só.

Há duas temporadas disponíveis no catálogo da Netflix, cada uma com dez episódios de aproximadamente 60 minutos.

‘The end of the f***ing world’ é para rir, chorar e vibrar em menos de 20 minutos

09.02.18 | Volto Já

Poster The end of the f***ing world, da Netflix

Esta é mais uma (das muitas) recentes apostas da Netflix, no seu catálogo de séries, aliás, a este ritmo, o canal por streaming arrisca-se a tornar-se no melhor amigo audiovisual do Homem.

A série passou um pouco despercebida, talvez pela sinopse delirante, mas é daquelas que merece sem dúvida uma vista de olhos, até porque a primeira temporada não irá ocupar mais de duas horas e quarenta minutos do vosso tempo. The End of the F***ing World (fica visualmente interessante censurar a palavra fucking) mais parece um filme dividido em oito episódios, mas pronto, a Netflix assim o quis e nós aceitamos de bom grado. Sendo curta, sempre dá para fazer uma pausa e deixar para o dia seguinte.

 

A série segue James, um jovem de 17 anos que acredita ser um psicopata e mata animais regularmente, e Alyssa, uma colega de classe rebelde que vê em James uma chance de escapar de sua vida doméstica tumultuada.

 

Porém, recomendamos consumi-la de uma vez só, como se fosse um café expresso depois de uma boa refeição.

Vamos lá então começar a aliciar os possíveis consumidores desta série, que se destaca pela forma como nos é apresentada logo no primeiro episódio, com uma boa realização e edição, fotografia condizente com a ação e uma montanha russa de emoções na ação da trama, esta última só irão entender lá para o quarto episódio. Se não estiverem a gostar, insistam um pouco até este capítulo.

Imagem da série The end of the F***ing World, da Netflix

 

Começamos por assistir a uma série típica de adolescentes, com todos os dramas inerentes de desenquandramento social, e, sem nos avisarem, estamos dentro de um Thelma e Louise em versão júnior.

O único senão a apontar é o discurso excessivo de Alyssa (Jessica Barden) como incompreendida, mas a ficção da Netflix já nos deu personagens mais irritantes, como a Hannah Baker (Katherine Langford) e Jessica Davis (Alisha Boe) em Por 13 Razões, por isso deixamos passar esta em branco.

The end of the f***ing world surpreende pela ousadia e coragem, sendo uma diversão extravagante para os utilizadores da Netflix, levando-nos para um conceito quase surreal que tanta falta faz aos que querem fazer uma pausa no mundo comum.

 

Ainda não está confirmada uma segunda temporada. Claramente, pelo final da primeira, que tanto serve para encerrar como para dar continuidade, a Netflix (que agora partilha os direitos com o canal britânico Channel 4) aguarda a receção do público, por isso toca a dar um 'thumbs up' na classificação da série, que merece uma segunda tentativa pelo seu arrojo.